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OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

Oi (OIBR3) no fundo do poço
Imagem: Montagem Beatriz Azevedo

Não vai ser desta vez que a Oi (OIBR3) vai conseguir dizer tchau à participação de 27,26% na V.tal, rede neutra de telecomunicações e o principal ativo para a operadora vender na tentativa de sair do buraco. A empresa recebeu só uma oferta pela participação no negócio, com valor inferior ao preço mínimo, de R$ 12,3 bilhões.

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Com isso, a proposta recebida não foi imediatamente rejeitada nem aprovada, mas encaminhada para uma etapa adicional de análise dentro do próprio processo de recuperação judicial.

Agora, caberá aos credores enquadrados na chamada Opção de Reestruturação I, prevista no plano de recuperação da companhia, deliberar sobre a oferta apresentada.

Os recursos da operação seriam destinados à amortização das notas seniores e subordinadas — títulos de dívida emitidos pela companhia junto a investidores, que possuem diferentes níveis de prioridade de pagamento.

Oi rebaixada por falta de pagamento

Paralelamente, a Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito da Oi, indicando que a empresa entrou em situação de inadimplência em parte de suas dívidas.

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A companhia passou a ser classificada com risco no nível “RD”, sigla que indica que houve um calote restrito ou reestruturação de obrigações financeiras. O movimento ocorreu após a empresa deixar de pagar os juros de um título que venceriam em 30 de janeiro de 2026.

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Segundo a agência, isso ocorreu porque uma ordem judicial ligada à recuperação da empresa impede temporariamente a Oi de fazer pagamentos não essenciais, incluindo parte de suas dívidas, até 20 de abril de 2026. Ainda assim, do ponto de vista dos credores, a atitude representa uma quebra das condições dos títulos.

A Fitch Ratings também destacou que a divulgação das demonstrações financeiras da empresa segue atrasada — os resultados do terceiro trimestre de 2025 ainda não foram publicados, e o prazo para divulgação do balanço anual termina no fim de março.

No meio de tudo isso, a Oi também pretende vender cerca de 7.500 imóveis, estimados em aproximadamente R$ 5 bilhões, medida que pode ajudar a reduzir compromissos financeiros e custos de manutenção.

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