Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana
Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) dominaram as negociações na B3 nesta sexta-feira (6) e puxaram a alta do Ibovespa. Os papéis preferenciais (PETR4) chegaram a saltar cerca de 6% no pregão, alcançando R$ 43,12. Já as ações ordinárias (PETR3) avançaram ainda mais, tocando a máxima intradia com ganho de 6,89%, a R$ 47.
O volume negociado também chama atenção: sozinha, a petroleira responde por cerca de 14% de todo o giro financeiro da bolsa nesta sessão, movimentando aproximadamente R$ 3,5 bilhões.
Com o rali desta sexta-feira, a companhia também atingiu um novo marco: o valor de mercado ultrapassou, pela primeira vez, a casa dos R$ 580 bilhões.
O último recorde foi registrado há dois anos, em fevereiro de 2024, quando a empresa atingiu R$ 571,4 bilhões em valor de mercado.
Balanço do 4T25 e dividendos
A alta é impulsionada pela reação positiva do mercado aos números do quarto trimestre (4T25) e pela disparada do petróleo.
Entre outubro e dezembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados anteriormente.
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Apesar do Brent mais fraco no período, a Petrobras afirma que a receita foi sustentada por volumes robustos e pela dinâmica comercial.
“O trimestre refletiu maior volume de petróleo vendido e exportações em nível elevado, além de maiores vendas de derivados no mercado interno”, diz a companhia no relatório.
A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao 4T25. Na avaliação da XP, o anúncio ficou “em linha” com as contas da casa, mas com um efeito importante: trouxe alívio para investidores que estavam preocupados com o impacto do ciclo de investimentos no caixa.
“Os resultados e os dividendos vieram muito em linha com as nossas estimativas”, escreveu a equipe liderada por Regis Cardoso, analista-chefe de óleo e gás da XP.
“A geração de caixa ficou em linha, mas com uma composição que pode levantar dúvidas, já que houve contribuição relevante do capital de giro.”
Já durante a teleconferência de resultados, a diretoria da Petrobras acenou para a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.
“Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos”, afirmou o diretor financeiro (CFO), Fernando Melgarejo, ao apresentar o balanço e a proposta de distribuição.
Disparada do petróleo em segundo plano
A forte valorização das ações da Petrobras também reflete a disparada dos preços do petróleo, ainda que em segundo plano.
No início da tarde, o Brent disparou mais de 10%, com o barril sendo negociado acima de US$ 90. O salto acontece em meio à escalada das tensões no Irã e o temor de uma crise de abastecimento da commodity com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Vale e bancos perdem R$ 131 bilhões
Enquanto a Petrobras celebra a marca histórica, outras blue chips da B3 seguiram o caminho oposto na primeira semana de tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã.
No período, a Vale (VALE3) e os principais bancos do país acumularam uma perda conjunta de R$ 131,43 bilhões em valor de mercado.
Para dimensionar o tombo: o montante equivale a quase todo o valor de mercado do Banco do Brasil.
Na semana, a Vale perdeu R$ 43,62 bilhões, chegando a R$ 401,57 bilhões em valor de mercado. O Itáu Unibanco perdeu R$ 20,27 bilhões, chegando a R$ 453,41 bilhões, enquanto o Bradesco perdeu R$ 16,64 bilhões em valor de mercado, totalizando R$ 209,28 bilhões.
*Com informações do Money Times
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