🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O TEMIDO RESULTADO

Banco do Brasil (BBAS3) deixou o pior para trás? Lucro vai a R$ 5,7 bilhões e ROE chega a 12,4% no 4T25

Após um ano pressionado por inadimplência e provisões elevadas, BB encerra o 4T25 com resultado acima do esperado; veja os principais números do balanço

Camille Lima
Camille Lima
11 de fevereiro de 2026
18:26 - atualizado às 20:02
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3).
Fachada do Banco do Brasil (BBAS3) - Imagem: Divulgação

O Banco do Brasil (BBAS3) fechou a temporada de balanços dos grandes bancos com uma fotografia que surpreende. No quarto trimestre de 2025, o BB reportou lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões — um resultado 40,1% menor do que o registrado um ano antes, mas 51,7% superior ao do trimestre imediatamente anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O montante veio bem acima das expectativas do mercado, que apontavam para algo em torno de R$ 4,02 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.

No acumulado de 2025, o lucro somou R$ 20,7 bilhões, avanço de 51,7% na comparação anual.

Depois de trimestres marcados por uma forte pressão na rentabilidade e problemas na qualidade da carteira, o banco estatal entrega um balanço que surpreende positivamente — mas que ainda carrega cicatrizes importantes.

Segundo a CEO do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, os resultados do quarto trimestre confirmam que o BB começa a dar sinais de inflexão — e que o pior pode ter ficado para trás.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nosso resultado evidencia a capacidade de atravessar cenários adversos com diligência, transparência e foco em geração de valor sustentável. Somos um banco sólido, em quem o brasileiro sabe que pode confiar para todos os momentos", dise a presidente, em nota.

Leia Também

Rentabilidade melhora, mas distância dos rivais permanece

O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do Banco do Brasil ficou em 12,4% no quarto trimestre, bem acima do esperado pelo mercado.

Trata-se de um avanço de 4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, mas ainda 8,4 pontos abaixo do registrado no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o ROE ficou em 11,4%.

É também uma melhora relevante — especialmente diante das reiteradas sinalizações da própria administração de que a rentabilidade permaneceria pressionada por mais tempo. O avanço também vem em meio às dúvidas do mercado sobre a capacidade do BB de voltar a entregar níveis de retorno mais elevados no futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da recuperação, o Banco do Brasil segue com a menor rentabilidade entre os grandes bancos listados.

A distância para os pares privados continua significativa. Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) operam em patamares mais elevados, enquanto o Itaú (ITUB4) roda próximo dos 24% de ROE — praticamente o dobro do BB.

Crescimento com freio puxado

carteira de crédito expandida do Banco do Brasil cresceu 2,5% em relação a igual intervalo de 2024 e 1,4% ante ao trimestre imediatamente anterior, para R$ 1,29 trilhão. 

O ritmo mais moderado não é por acaso. Depois de tanto trimestres de sangria, o banco adotou uma postura mais conservadora ao longo do ano, buscando preservar capital e conter riscos em um cenário de maior volatilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O crescimento veio principalmente da carteira de pessoa física, que avançou 7,5% no ano, puxada pelo crédito consignado — especialmente o privado —, além de operações não consignadas e cartões.

Já os segmentos de pessoa jurídica e agronegócio caminharam em velocidade menor, com altas de 0,6% e 2,1%, respectivamente.

A conta da inadimplência para o Banco do Brasil

Mas, enquanto o lucro surpreendeu positivamente, a qualidade do crédito ainda é o ponto sensível do balanço. O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 5,17% no quarto trimestre — alta de 2,1 pontos percentuais na comparação anual e de 0,66 p.p. frente ao trimestre anterior.

Segundo o banco, o indicador foi impactado por um caso específico na carteira de títulos e valores mobiliários (TVM), envolvendo uma empresa do segmento de atacado no valor de R$ 3,6 bilhões. Desconsiderando esse evento, a inadimplência teria ficado em 4,88%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As provisões para devedores duvidosos (PDD) — o colchão que os bancos mantêm para absorver calotes — saltaram 86,9% em relação ao ano anterior, somando R$ 19 bilhões em perdas esperadas com crédito no quarto trimestre.

Já o custo do crédito — que soma as despesas de perda esperada aos descontos concedidos e desconta as receitas de recuperação — aumentou 93,9% na base anual, alcançando R$ 17,9 bilhões no período. 

O banco atribui a pressão principalmente ao aumento da inadimplência no agronegócio e ao maior risco de crédito na carteira ao longo do ano. Segundo a administração, a carteira rural foi a "vilã" dos resultados, representando 56% do risco de crédito no 4T25.

"Começamos o ano com as taxas de juros sendo elevadas, o que aumenta o custo de captação e o preço do crédito. Sempre tivemos o DNA voltado para a pessoa física no crédito consignado, então nos restava enfrentar o desafio do setor rural e, ao mesmo tempo, buscar oportunidades para trazer mais receita e neutralizar os impactos. Se fosse possível neutralizar totalmente, estaríamos com lucros perto dos R$ 40 bilhões, mas o esforço foi importante para evitar uma queda ainda maior", disse o vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores, Geovanne Tobias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros destaques do balanço do Banco do Brasil (BBAS3) no 4T25 

margem financeira bruta — que representa a diferença entre a receita com crédito e os custos de captação — subiu 3,8% em relação aos últimos 12 meses, totalizando R$ 27,8 bilhões no quarto trimestre. 

"A performance da Margem Financeira Bruta demonstra a consistência de geração de receitas do BB", diz o banco.

Segundo o banco, o desempenho reflete a consistência na geração de receitas, com destaque para o crescimento das operações de crédito com pessoas físicas e para a diversificação do mix, especialmente com maior peso do consignado privado.

Já a margem com o mercado — ligada às operações de tesouraria — caiu 43,7% frente ao mesmo período de 2024, para R$ 3,38 bilhões, embora tenha mostrado forte recuperação em relação ao terceiro trimestre, com alta de 94,4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sua vez, a margem financeira com clientes avançou 17,5% na comparação anual, chegando a R$ 24,4 bilhões.

As receitas com prestação de serviços do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 3,9% no período, chegando a R$ 8,8 bilhões no fim de dezembro.

Enquanto isso, as despesas administrativas avançaram 4,1% no comparativo anual, a R$ 9,8 bilhões, pressionadas por gastos maiores com salários, investimentos em tecnologia e segurança digital. 

Por sua vez, o índice de eficiência chegou a 27,7% no fim de dezembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que esperar do Banco do Brasil em 2026? De olho no guidance

Depois de um ano marcado por provisões elevadas, rentabilidade pressionada e crescimento mais cauteloso, o mercado agora quer saber se o banco conseguirá estabilizar a inadimplência, recompor retorno e acelerar sem comprometer qualidade.

Junto ao balanço, o Banco do Brasil (BBAS3) também divulgou as projeções (guidance) para o ano de 2026. 

A expectativa é de um crescimento cauteloso no crédito para pessoa física, enquanto a carteira de agronegócio deve permanecer estável devido a um apetite mais seletivo e maior exigência de garantias.

"Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro", disse a CEO do BB.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Medeiros, o guidance reforça que banco conseguiu se adaptar ao cenário para que este ano marque a retomada de "patamares de rentabilidade do tamanho do BB".

A expectativa da administração do BB é que a redução da taxa de juros a partir de março de 2026 impulsione os resultados no segundo semestre.

Confira as estimativas:

IndicadorIntervalo / Valor
Carteira de crédito0,5% a 4,5%
- Pessoas físicas6% a 10%
- Empresas-3% a 1%
- Agronegócios-2% a 2%
Carteira sustentável2% a 6%
Margem financeira bruta4% a 8%
Custo do créditoR$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões
Receitas de prestação de serviços2% a 6%
Despesas administrativas5% a 9%
Lucro líquido ajustadoR$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar