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Analista da Empiricus afirma que a queda recente da bolsa não muda a tese para ações brasileiras e revela 10 papéis para buscar oportunidades no cenário atual

Depois de subir 16% entre janeiro e abril — e flertar com os 200 mil pontos —, o Ibovespa começou maio em tom de correção. Nos sete primeiros pregões do mês, o principal índice da bolsa brasileira acumula queda de 4% e, na terça-feira (12), voltou a operar abaixo dos 180 mil pontos, nível que não era visto desde 24 de março.
Em meio à mudança de humor do mercado, investidores se perguntam se o rali da bolsa perdeu força ou se o movimento abre espaço para novas oportunidades. Para Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, a recente deterioração do índice reflete uma combinação de fatores que voltou a pressionar o cenário macroeconômico doméstico.
Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do portal parceiro Money Times no YouTube, o analista explicou o que está por trás da queda do Ibovespa e o que esperar das ações brasileiras daqui para frente.
Segundo o analista, a expectativa de aumento da inflação global é um dos motivos de queda das ações brasileiras. Ele aponta que, quanto mais os Estados Unidos e Irã demoram para chegar a uma resolução do conflito, mais tempo o petróleo ficará pressionado.
A alta do petróleo é um fator relevante na inflação do Brasil e do mundo. Na prática, o aumento do preço da commodity resulta no encarecimento de produtos e serviços. Como consequência, o resultado das empresas pode cair, ao passo que os juros sobem — um cenário ruim para ativos de risco.
Diante disso, Hungria ressalta que, nos EUA o Fed (banco central americano) já sinalizou a possibilidade de não haver cortes esse ano. No Brasil, o Banco Central, ainda fala em cortes, mas o prolongamento da guerra diminui a duração do ciclo de flexibilização.
Outro ponto destacado pelo analista foram os dados de inflação, divulgados na última terça-feira (12). Segundo o IBGE, o IPCA registrou desaceleração em relação a março. O crescimento de 0,67% em abril foi 0,21 ponto percentual abaixo do registrado no mês anterior e abaixo da expectativa do mercado (0,7%).
Contudo, Ruy aponta que houve uma piora em relação a qualidade dos dados. No IPCA de abril houve aceleração das medidas de núcleo. Ou seja, os preços estão aumentando de forma mais espalhada entre os grupos e itens que compõe o índice, o que indica que inflação pode demorar para cair. Também os preços administrados apresentaram uma dinâmica acima da sazonalidade do período, por conta da alta dos combustíveis.
De acordo com o analista, isso já era esperado por conta do cenário de Selic elevada, bem como um contexto de desaceleração macroeconômica. Assim, os resultados “mornos” acabaram prejudicando o desempenho da bolsa nos últimos dias.
Em contrapartida, os balanços reportados pelas companhias americanas, em especial as big techs, “sugaram” parte do fluxo estrangeiro da bolsa brasileira. Esse movimento explica parte da queda da bolsa nos últimos dias, aponta Hungria.
Vale lembrar que a rotação de capital para mercados emergentes foi um dos principais responsáveis pela disparada do Ibovespa no primeiro trimestre. Mas apesar de todos esses fatores pesando sobre o IBOV, o analista destaca que “esse não é o fim do mundo”.
De acordo com Ruy Hungria, a queda recente do Ibovespa não se trata de uma mudança estrutural na tese dos ativos brasileiros. Na visão do analista, “a nossa bolsa ainda está negociando a múltiplos atrativos”.
Além disso, ele reforça que no primeiro bimestre de 2026 o Ibovespa entregou retornos muito fortes; no período, o índice valorizou 17%. Assim, “faz sentido ter uma pausa para respirar”. Ou seja, é parte do movimento do mercado uma correção.
O analista complementa ainda que, embora não tenha sido uma ótima temporada de resultados para as empresas brasileiras, ainda há aquelas companhias que tem mostrado crescimento. Especialmente as empresas maiores, com boa participação de mercado, seguem mostrando “um desempenho digno, dado o cenário difícil”.
Nesse contexto, Hungria destaca que uma melhora no cenário macroeconômico, especialmente em relação a guerra, pode trazer um fluxo positivo para as ações brasileiras. Por isso, ele aponta que “é importante estar posicionado” e neste momento há 10 ações específicas que vale a pena investir.
Embora existam oportunidades, o atual cenário macroeconômico demanda cautela. Nesse sentido, ele recomendou 10 ações para investir agora. Trata-se de papéis de qualidade que estão com desconto em seu preço, abrindo uma ótima janela para quem deseja se posicionar.
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