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Banco digital entrega expansão de resultado nos primeiros três meses de 2026 enquanto mantém rentabilidade elevada; veja os destaques do trimestre

O Nubank encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com lucro líquido de US$ 871 milhões, desconsiderando os efeitos cambiais, uma expansão de 41% na comparação anual, mas queda de 5% em relação ao trimestre passado.
Apesar do crescimento robusto, o resultado veio levemente abaixo das expectativas do mercado, que projetava um lucro médio de US$ 879 milhões, segundo o consenso da Bloomberg.
Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 29% no trimestre, aquém das estimativas de analistas, que esperavam uma rentabilidade próxima de 31%. A cifra representa expansão de 2 pontos percentuais (p.p) em relação ao 1T25, mas queda de 4 p.p em relação ao último balanço.
Ainda assim, com esse patamar, o Nubank voltou a se posicionar no mesmo campo dos grandes bancos brasileiros — e acima deles. Para efeito de comparação, o Itaú Unibanco (ITUB4) reportou ROE de 24,4% no mesmo período.
A leitura inicial dos investidores foi negativa. Após a divulgação do balanço, as ações do Nubank (NU) reagiram em forte queda e chegaram a tombar mais de 10% no after maket em Nova York.
Do lado da qualidade da carteira, o índice de inadimplência acima de 90 dias chegou a 6,5%, praticamente estável, com tímida alta de 0,1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado e queda de 0,1 p.p. na base sequencial.
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Já o indicador de atrasos entre 15 e 90 dias aumentou para 5% no 1T26, alta de 0,9 p.p na base trimestral e de 0,2 p.p frente ao primeiro trimestre do ano passado.
Segundo o Nubank, a maior parte da movimentação veio da sazonalidade do trimestre, com o padrão histórico de inadimplências em estágio inicial atingindo o pico no primeiro trimestre.
Além disso, as expansões intencionais em segmentos de maior risco pressionaram os indicadores, onde "modelos de risco aprimorados deram ao Nu a confiança para conceder crédito com rentabilidade", segundo a instituição.
Por sua vez, as despesas com provisão para perdas de crédito — o colchão dos bancos contra calotes — saltaram 72% na comparação anual, somando US$ 1,79 bilhões ao fim do trimestre.
Esse é, hoje, o principal ponto de atenção para investidores: até que ponto o crescimento do Nubank em crédito pode continuar sem pressionar de forma relevante a inadimplência — e, consequentemente, a rentabilidade.
O motor da rentabilidade do Nubank continua sendo o crédito. A carteira de crédito total cresceu 40% na comparação anual e 7% frente ao trimestre anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.
A expansão foi puxada pelo cartão de crédito, cujo portfólio chegou a US$ 24,3 bilhões, enquanto a carteira de crédito sem garantia somou US$ 10 bilhões e o portfólio colateralizado atingiu US$ 3 bilhões.
O crescimento veio acompanhado de avanço na receita financeira líquida de juros (NII), que atingiu o recorde de US$ 3,5 bilhões, aumento de 12% em relação aos últimos 12 meses.
A margem financeira líquida ajustada ao risco (NIM) ficou em 9,5%, estável na base anual, com leve aumento de 0,2 ponto percentual, e queda de 1 p.p. na comparação trimestral.
O Nubank registrou uma receita total de US$ 5,31 bilhões no trimestre, uma alta de 42% frente ao mesmo intervalo de 2025, também excluindo o efeito do câmbio.
A receita média mensal por cliente ativo (ARPAC) avançou 23% na mesma base, para US$ 15,9. Já o custo médio mensal de servir cada cliente ativo subiu 19%, para US$ 1.
No trimestre, o Nubank conquistou 4 milhões de novos clientes, crescimento de 14% em relação ao ano anterior, alcançando 135,2 milhões globalmente.
No Brasil, a base de clientes superou os 115 milhões — se consolidando como a maior instituição financeira privada do país —, com mais de 100 milhões de clientes ativos.
O avanço, no entanto, não se limita ao mercado doméstico. No exterior, o crescimento segue relevante, com 15 milhões de clientes no México e 5 milhões na Colômbia.
"No México, a mesma fórmula geradora de resultados que construiu o Brasil atingiu seu ponto de inflexão. Alcançamos o break-even e nos tornamos a terceira maior instituição financeira do mercado", afirma o CEO do Nubank, David Vélez.
Nos Estados Unidos, o Nu afirmou que está expandindo o modelo "por meio de uma abordagem ponderada e eficiente em capital", focada em "proteger o negócio principal enquanto testa a oportunidade de longo prazo em um novo mercado".
A expectativa é que o investimento máximo permaneça abaixo de 1 p.p no índice de eficiência consolidado de 2026 e de 2027, já incluído dentro da faixa de índice de eficiência, de cerca de 20%.
"Qualquer investimento incremental além desta fase inicial estará condicionado a evidências claras de product-market fit e a um caminho factível para a escalabilidade lucrativa", disse a fintech.
*Conteúdo em atualização.
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