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Resultado do roxinho reacende dúvidas sobre qualidade do crédito, provisões e pressão sobre margens, mas parte do mercado vê exagero na reação negativa; veja o que fazer com os papéis

A manhã começou indigesta para o Nubank em Wall Street. Após divulgar um balanço que reacendeu dúvidas sobre a qualidade do crédito e pressionou as expectativas de rentabilidade, as ações NU abriram esta sexta-feira (15) em forte queda na Nasdaq.
Após uma queda superior a 10% no after market na véspera, os papéis chegaram a tombar mais de 8% logo na abertura do pregão, mas arrefeceram as perdas nas primeiras horas da sessão.
Por volta das 11h10, NU recuava 5,14% em Nova York, negociado a US$ 12,27. Desde o início do ano, a desvalorização acumulada da fintech supera os 28%.
O mercado até reconheceu que o banco digital continuou crescendo — e crescendo forte. O problema é que, desta vez, o custo dessa expansão começou a pesar mais na leitura dos investidores.
O Nubank encerrou o primeiro trimestre (1T26) com lucro líquido de US$ 871 milhões, avanço de 41% em relação ao mesmo período do ano passado, mas ligeiramente abaixo das projeções do mercado.
A frustração apareceu principalmente na rentabilidade, com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) caindo para 29%, abaixo dos cerca de 31% esperados pelos analistas.
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Além disso, a piora dos indicadores de inadimplência de curto prazo e o salto das provisões voltaram a colocar o debate sobre qualidade de crédito no centro da história.
Ainda assim, para parte do mercado, o resultado parece menos dramático do que a reação inicial das ações sugere.
Na avaliação do JP Morgan, o balanço “não foi tão ruim quanto parece”. Segundo os analistas, a principal frustração veio do lucro antes dos impostos (EBT), que ficou cerca de 15% abaixo do esperado — mas muito por conta de uma postura mais conservadora do banco na constituição de provisões.
Isso porque o Nubank decidiu reforçar reservas e elevar a cobertura sobre créditos problemáticos no primeiro trimestre, fortalecendo o balanço em um momento em que o mercado começa a discutir um possível ciclo de deterioração do crédito no Brasil.
"Não é ótimo ver uma frustração de 15% no EBT, mas acreditamos que investidores de longo prazo devem comprar na fraqueza, já que as receitas foram melhores do que o esperado e a empresa agora tem um balanço ainda mais forte para navegar a incerteza”, dizem os analistas.
A leitura do JP Morgan é que, apesar do desconforto com as provisões mais altas, há elementos importantes de sustentação na tese.
As receitas seguiram fortes, o crescimento da base continua robusto e os investimentos nos Estados Unidos parecem, até aqui, disciplinados do ponto de vista de capital.
Além disso, o banco norte-americano entende que o nível mais elevado de provisões pode ser lido menos como um sinal de deterioração estrutural e mais como uma antecipação prudencial diante de um ambiente de crédito potencialmente mais difícil.
“É uma postura conservadora, que fortalece o balanço antes de uma possível piora do ciclo de crédito”, avalia o JP Morgan.
Ainda assim, os analistas reconhecem que a reação negativa do mercado faz sentido no curto prazo. Isso porque o avanço da inadimplência acontece justamente em um momento em que investidores começam a ficar mais sensíveis aos riscos de crédito no setor financeiro brasileiro.
Outro ponto que chamou atenção foi a taxa efetiva de imposto de apenas 9%, abaixo do guidance anterior do próprio Nubank, que previa algo entre 15% e 20%. Para o JP Morgan, o número parece “baixo demais” — o que pode levantar questionamentos sobre a sustentabilidade desse benefício ao longo do tempo.
O Itaú BBA também destaca o "panorama geral" do 1T26 do Nubank: aumento em provisões, mas também volumes fortes, lucro e eficiência.
"À primeira leitura, pareceria que os indicadores de qualidade de ativos estão significativamente pressionados, o que não acreditamos ser necessariamente o caso", dizem os analistas.
Na visão da XP Investimentos, o trimestre marcou o início de uma nova fase para o Nubank: uma etapa em que crescimento continua forte, mas passa a conviver com desafios mais visíveis de qualidade e rentabilidade.
Ainda assim, a corretora considera que o mercado pode estar exagerando na leitura negativa.
“Apesar da piora na inadimplência curta, das provisões acima do esperado e da pressão sobre a margem financeira ajustada ao risco, entendemos que a dinâmica foi explicada majoritariamente por fatores identificáveis — e não por uma deterioração estrutural da carteira”, avaliam os analistas.
Segundo a XP, parte relevante da pressão veio de fatores sazonais, do próprio crescimento da carteira e do mix de crédito, sem sinais de enfraquecimento relevante nas coortes mais recentes.
Na avaliação de Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, o balanço do Nubank veio abaixo das expectativas do mercado, mas longe de configurar uma deterioração mais grave da tese. “O trimestre foi mais fraco do que o esperado, mas ainda digno considerando o contexto”, afirma.
Segundo o analista, o resultado chegou justamente em um momento em que investidores estão muito mais sensíveis a qualquer sinal de piora na inadimplência do setor financeiro. Por isso, a leve deterioração dos indicadores de crédito do Nubank acabou pesando na percepção do mercado.
Ainda assim, Hungria pondera que o banco digital segue entregando níveis de inadimplência considerados saudáveis, especialmente diante de um cenário macro mais apertado, da sazonalidade típica do trimestre e do perfil de risco historicamente mais elevado do público atendido pelo Nu.
Do lado positivo, a XP destaca que o motor de receitas segue bastante forte, apoiado tanto pelo crescimento da base quanto pelo aumento de engajamento dos clientes.
“Embora a magnitude do aumento do custo de crédito possa gerar reação negativa no curto prazo, especialmente pela incerteza sobre quando o risco deve normalizar, não vemos este trimestre como um ponto de inflexão negativo para a tese”, diz a corretora.
Os analistas seguem enxergando uma assimetria favorável para as ações, sustentada pelas avenidas de crescimento ainda abertas, métricas operacionais resilientes e um valuation que, na visão dos analistas, já embute boa parte dos riscos de curto prazo.
“Apesar de já ser a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, o Nubank ainda detém cerca de 7% de participação no lucro bruto dos segmentos de pessoa física e PME”, destaca a XP. “Isso sugere que ainda existe espaço relevante para monetização.”
Já Hungria, da Empiricus, avalia que o crescimento da operação continua forte — e que o valuation ainda parece atrativo.
“Negociando a cerca de 12 vezes o lucro esperado para 2027 e ainda entregando um crescimento muito forte, seguimos com recomendação de compra para Nubank”, diz o analista.
O Itaú BBA também destaca que a ação do Nubank negocia a 16 vezes os lucros estimados para 2026, patamar entre os níveis mais baixos já vistos para o banco digital.
REAÇÃO AO RESULTADO
BUSCA DE OPORTUNIDADES
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DIETA EM MOUNJARO
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