Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
FUTURO INCERTO

Cosan (CSAN3) pode vender participação na Raízen (RAIZ4) depois da recuperação extrajudicial, e holding deve ser dissolvida, diz CEO

Martins disse que a Cosan deverá vender sua participação na Raízen, ainda que não se saiba quando nem o tamanho da alienação

Logo da Cosan CSAN3 com gráfico de ações
Imagem: Shutterstock

A Cosan (CSAN3), que funciona como um veículo de investimento em outras empresas, pode deixar de existir no médio prazo. O presidente da empresa, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida no período de três a cindo anos, em teleconferência com investidores nesta sexta-feira (15).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O crescimento dos negócios e os investimentos serão absolutamente de responsabilidade das empresas que fazem parte do negócio hoje. Então, nesse horizonte de três a cinco anos, acho que é bastante razoável dizer que a Cosan deixará de existir”, afirmou.

Além disso, com uma diluição relevante da participação da Cosan na Raízen (RAIZ4) ao final do processo de reestruturação financeira da endividada produtora de açúcar e etanol, é possível que a Cosan venda sua fatia na companhia, que será minoritária, disse o executivo, segundo a Reuters.

Por volta das 15h30, as ações estavam em queda de 4,73%, mas chegaram a cair mais de 9%, em resposta também ao resultado.

O que pode acontecer com a participação da Cosan na Raízen

Durante conferência para comentar os resultados trimestrais da holding, Martins afirmou que a Cosan não acompanhará a Shell — sua sócia na joint venture Raízen — em um aporte de capital na empresa, que também é uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, há negociações evoluindo com credores da dívida da Raízen para conversão do endividamento em ações da empresa, disse o CEO da Cosan. A Raízen entrou em recuperação extrajudicial com dívidas de R$ 65 bilhões.

Leia Também

ESCAPOU DO JUÍZO FINAL?

Ambipar (AMBP3) foge do “dia D”: empresa adia balanço outra vez, e mercado cobra explicações sobre caixa

DEIXAR O PASSADO PARA TRÁS

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer desarmar de vez sua ‘bomba relógio’, e CEO detalha como fazer isso

Com o aumento de capital e a conversão de dívidas em ações, a Cosan terá uma redução significativa da sua participação na Raízen. “A gente ainda não sabe o tamanho (da conversão), algumas questões importantes estão sendo discutidas”, acrescentou o executivo, citando também o “preço da conversão”.

A Reuters publicou no início desta semana que negociações avançaram para evitar uma recuperação judicial da Raízen, e se concentram na estrutura de governança da empresa.

Cosan pode vender participação na Raízen

Ao final do processo, a Raízen deixará de ser um “investimento relevante” para a Cosan, uma vez que ela será minoritária ao final da reestruturação, destacou Martins.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estamos decidindo se teremos ações ordinárias ou preferenciais… (mas) a nossa participação na Raízen não deve ser expressiva”, afirmou, acrescentando que “não é intenção da Cosan se manter em acordo de acionistas com a Shell”, firmado inicialmente há cerca de 15 anos.

“A partir do momento em que haja a conversão e esse aporte de capital, deixaremos de ter esse acordo que existe na Raízen com a Shell.”

Martins disse que a Cosan deverá vender sua participação na Raízen, ainda que não se saiba quando nem o tamanho da alienação.

“Isso posto, o que se pode esperar é que a gente tenha uma participação que pode ser sim vendida em horizonte que a gente vai definir ainda”, disse o executivo, acrescentando que a Cosan não tem uma “decisão concreta” da participação que será vendida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com uma fatia reduzida na Raízen, espera-se que a Cosan “vá buscar liquidez em algum momento”, explicou Martins, falando sobre a venda das ações na companhia de açúcar e etanol.

Dissolução da holding

Questionado por analista sobre qual será o papel da holding Cosan — dona também de participações em empresas como Rumo e Compass Gás e Energia — como veículo de investimentos no futuro, após reestruturação de sua própria dívida, Martins disse que ela deverá ser dissolvida, em processo que pode começar em 2027.

Os acionistas da Cosan deverão então receber participações nas empresas investidas.

“A premissa básica de todos nós aqui é que, com o objetivo de reduzir a alavancagem da empresa, obviamente não faz o menor sentido que a Cosan continue sendo um veículo de investimento de portfólio”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, crescimento dos negócios será absolutamente de responsabilidade das empresas que fazem parte do grupo hoje. “Então, neste horizonte de três a cinco anos, é bastante razoável dizer que a Cosan deixará de existir nesse período”, comentou.

“Ou seja, à medida que a gente tenha a conclusão do nosso processo de desinvestimento e redução da alavancagem, subsequentemente a gente vai entender efetivamente o que vamos ter de ativos e passivos dentro da companhia, e ato contínuo, provavelmente fazer distribuição direta das participações para os acionistas de Cosan”, disse ele.

O executivo afirmou que a ideia é que o processo — já acordado com os novos e atuais acionistas — aconteça “tão logo quanto factível”.

“O primeiro passo é redução do endividamento, esse é o objetivo atual. Estamos implementando esta estratégia, a abertura de capital da Compass é passo muito relevante, e tem outros passos”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele ressaltou que, ainda neste ano, a Cosan vai demonstrar redução “substancial” do endividamento — a dívida líquida expandida fechou o primeiro trimestre em R$11,5 bilhões, redução de 34% na comparação anual. Para 2027, ficaria ainda um saldo “residual” da dívida.

“E é justo assumir que vamos começar esse processo de dissolução da holding já a partir do ano que vem”, disse o CEO, acrescentando que, apesar do custo de carregar a dívida, a empresa não fará isso a “qualquer custo”.

Prejuízo bilionário da Cosan

A Cosan reportou prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no 1T26, uma melhora de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão registradas no mesmo período do ano passado.

A receita líquida caiu 7% na comparação anual, para R$ 9,03 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado avançou 60%, para R$ 3,34 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos primeiros três meses do ano, houve uma queima de caixa de R$ 8,25 bilhões, ante geração positiva de R$ 12,51 bilhões reportada no trimestre anterior, atribuída principalmente às amortizações de principal da dívida no valor de R$ 6,15 bilhões e aos pagamentos de juros, que totalizaram R$ 1,38 bilhão, afirma o Safra.

Com Reuters e Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
14 de maio de 2026 - 12:11
Lançamento da Azzas 2154 na B3 13 de maio de 2026 - 15:50
petrobras petr4 dividendos ações 13 de maio de 2026 - 15:01
Alexandre Birman (à esquerda) e Roberto Jatahy, principais acionistas e gestores da Azzas 2154 12 de maio de 2026 - 16:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia