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Após a escalada da disputa judicial entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, a Azzas 2154 acionou o Itaú Unibanco para assessorar conversas sobre uma eventual cisão da companhia, enquanto a briga pela Reserva deve migrar para a arbitragem da B3, segundo O Globo

A guerra entre os principais acionistas do Azzas 2154 (AZZA3) acaba de ganhar mais um capítulo e agora com banqueiros e árbitros entrando em campo.
Segundo O Globo, a dona da Arezzo e do antigo Grupo Soma contratou o Itaú para assessorar as conversas sobre uma possível cisão da companhia, em meio ao embate judicial entre os sócios Alexandre Birman e Roberto Jatahy.
A avaliação é que após a troca de acusações levada à Justiça nesta semana, a convivência entre os grupos que deram origem à fusão da Azzas 2154 ficou praticamente insustentável.
A contratação do banco foi conduzida pelo diretor financeiro da companhia, Eric Alencar. A ideia é que o Itaú atue como assessor da Azzas em eventuais negociações, enquanto Birman e Jatahy devem levar consultores próprios para defender seus interesses.
Apesar disso, segundo a reportagem, pessoas próximas às discussões afirmam que não há garantia de um acordo no curto prazo.
O conflito começou depois da decisão de retirar a Reserva da estrutura de marcas “cariocas”, historicamente ligada ao grupo de Jatahy. O movimento abriu uma crise de governança e levou os dois lados a trocarem acusações na Justiça.
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De um lado, Birman acusa Jatahy de construir uma narrativa “falsa” e de sabotar a governança da companhia. Do outro, Jatahy afirma que o CEO atropelou o conselho ao mexer na estrutura da Reserva sem consenso.
A arbitragem, porém, deve ser longa. Fontes ouvidas pela coluna afirmam que só a definição dos árbitros pode levar meses.
Procurada pelo Seu Dinheiro, o Azzas disse que não comenta especulações de mercado.
A ação cautelar movida por Roberto Jatahy, com apoio do escritório Salomão Advogados, tenta barrar a retirada da Reserva da unidade de negócios de moda que vinha sendo administrada por ele dentro da Azzas 2154.
Nos bastidores, a avaliação é que a mudança poderia desmontar parte das sinergias criadas após a fusão entre Arezzo e Grupo Soma. A estimativa é que a integração da Reserva à estrutura comandada por Jatahy tenha potencial de gerar cerca de R$ 116 milhões em Ebitda — indicador usado pelo mercado para medir o desempenho operacional das empresas, sem considerar despesas financeiras e impostos.
O conflito começou depois que o CEO Alexandre Birman decidiu retirar a Reserva da operação de marcas “cariocas”, baseada no Rio de Janeiro e historicamente ligada ao antigo Grupo Soma. A marca já vinha sendo integrada há aproximadamente um ano, em um processo que, segundo fontes do mercado, acumulava ganhos de eficiência próximos de R$ 200 milhões.
Na visão do grupo de Jatahy, uma nova reorganização agora poderia comprometer parte dessas economias, além de gerar custos extras com reestruturação operacional e mudanças de gestão. Por isso, o empresário decidiu recorrer à Justiça para tentar suspender a decisão tomada por Birman.
Jatahy é ex-CEO do antigo Grupo Soma, enquanto Birman estava à frente da Arezzo. A integração das companhias, em um conglomerado que hoje controla marcas como Animale, Hering, Reserva, Arezzo e Farm, nunca foi fácil.
Desde a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, em 2024, a companhia convive com uma elevada rotatividade no alto escalão, o que passou a levantar dúvidas sobre sua capacidade de reter talentos e sustentar uma estratégia consistente.
A mudança mais recente da marca Reserva faz parte da última reorganização depois de uma dança das cadeiras na empresa, que deixou Jatahy como diretor do segmento feminino.
Ela foi impulsionada pelo adeus de Ruy Kameyama, que liderava a unidade Fashion & Lifestyle, anunciado no começo de abril. Segundo fontes ouvidas pelo Globo, o executivo era uma das pontes mais importantes entre os dois sócios, e sua saída voltou a abalar as relações.
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