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Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda

A Oncoclínicas (ONCO3) ganhou um novo elemento de pressão em meio ao seu processo de reestruturação. Um acionista minoritário relevante está disposto a colocar uma grande quantia de dinheiro novo na mesa. Mas, antes disso, quer trocar quem está sentado nela.
O fundo MAK Capital Fund LP, que detém cerca de 6,3% da companhia, informou que tem interesse em realizar um aporte de capital de aproximadamente R$ 500 milhões.
A contrapartida, no entanto, não é trivial: o acionista quer a destituição integral do atual conselho de administração.
Em um momento em que a Oncoclínicas busca alternativas para reorganizar seu balanço e atravessar pressões de curto prazo, a proposta adiciona uma nova variável — desta vez, centrada na governança.
O Seu Dinheiro entrou em contato com a MAK Capital e a Oncoclínicas, mas não obteve retorno até o momento de publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
Para viabilizar a mudança, a MAK Capital solicitou a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para discutir a reestruturação da governança da Oncoclínicas.
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Entre os pontos propostos estão:
Fundada em 2002 por Michael Kaufman e sediada em Nova York, a MAK Capital mantém um perfil discreto. Em seu site institucional, os únicos dados que constam são seu endereço e um e-mail para contato. No Brasil, o BTG Pactual atua como seu representante legal.
A gestora ampliou sua participação na Oncoclínicas em novembro de 2025, acompanhando o aumento de capital privado bilionário realizado pela empresa.
Devido à operação, o fundo ainda detém bônus de subscrição que podem elevar sua fatia acionária nos próximos dois anos — o que, na prática, amplia seu potencial de influência no futuro da companhia.
À época do investimento, a MAK Capital afirmava buscar uma postura passiva enquanto acionista, sem intenção de influenciar o controle ou a administração.
Agora, a abordagem parece ter mudado — ao menos diante do cenário atual da empresa.
A investida da MAK Capital ocorre em um momento particularmente movimentado para a Oncoclínicas (ONCO3).
Há apenas algumas semanas, a empresa de tratamentos oncológicos firmou um acordo de exclusividade de 30 dias para negociar uma parceria estratégica bilionária com a Porto (PSSA3).
A operação ganhou uma reviravolta nos últimos dias, com um novo participante entrando em cena nas negociações: o Fleury (FLRY3), que pretende participar como potencial co-investidor.
O desenho em discussão prevê a criação de uma nova empresa (NewCo), para a qual seriam transferidos os ativos e operações ligados às clínicas oncológicas — o coração do negócio da Oncoclínicas.
Junto com esses ativos, também migraria uma parcela relevante do endividamento, que pode chegar a R$ 2,5 bilhões, incluindo obrigações financeiras, passivos com fornecedores, tributos e compromissos oriundos de aquisições passadas.
Do outro lado, Porto e Fleury aportariam cerca de R$ 500 milhões por meio de uma holding, que passaria a deter o controle da nova estrutura.
O plano inclui ainda a emissão de debêntures conversíveis em ações, também no valor de R$ 500 milhões. Esses papéis poderiam ser subscritos pelos investidores estratégicos — com a possibilidade de participação minoritária da própria Oncoclínicas, em até 30% da tranche.
À primeira vista, a proposta da MAK Capital pode parecer concorrente ao acordo em negociação com Porto e Fleury. Mas a gestora diz que a intenção é outra.
Segundo informações do InvestNews, o fundo avalia que a companhia precisa de uma solução mais imediata para atravessar a pressão de caixa e os vencimentos de curto prazo.
Por isso, o aporte de até R$ 500 milhões funcionaria como um reforço emergencial de liquidez, enquanto uma solução estrutural mais ampla fosse construída.
Ainda de acordo com o site, a MAK argumenta que a proposta não seria uma alternativa contrária ao negócio com Porto e Fleury, mas um complemento.
A principal divergência, ao que tudo indica, está na governança: para a gestora, uma mudança no conselho seria condição necessária para destravar valor e dar mais previsibilidade ao processo.
Por ora, a resposta da companhia é protocolar. Em fato relevante, a Oncoclínicas afirmou que a diretoria da companhia e o conselho “tomarão as providências necessárias para a análise da regularidade” da solicitação da MAK Capital.
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