O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje
Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

Quem já tentou andar em um slackline sabe que não é fácil se equilibrar na fita. Por isso, chama a atenção a façanha do baiano Matheus Vidal, que estabeleceu um novo recorde brasileiro de waterline, a modalidade que atravessa um corpo d’água. Em outubro do ano passado, ele atravessou 859 metros de fita sobre o Rio São Francisco.
Já na Venezuela, aventureiros atravessaram um slackline acima da cachoeira mais alta do mundo, a Kerepakupai Merú, ou Salto Ángel. A travessia com a maior altitude, no entanto, foi feita entre dois balões na Alemanha, 2.500 metros acima do solo.
A modalidade exige força em todo o corpo, jogo de cintura, um enorme senso de equilíbrio e uma cabeça tranquila. Todos esses atributos também serão necessários para a Petrobras no momento.
De um lado, está a disparada do preço internacional do petróleo como consequência da guerra no Oriente Médio. Do outro, está a inflação no Brasil, o impacto para a população e até na aprovação do presidente Lula.
Se ela seguir o valor internacional, afeta o preço de diversos produtos. Se segurar a cotação, pode ter prejuízo e impactar importadores de diesel. Não é um equilíbrio fácil.
A decisão do governo de zerar os impostos federais sobre o diesel adiou o problema — pelo menos, por enquanto. Mas a partir de qual valor para commodity internacional a petroleira se desequilibra? É uma linha tênue, assim como a de slackline.
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O colunista do Seu Dinheiro, Ruy Hungria, tenta calcular se há um número mágico no custo do Brent que, ao mesmo tempo, impede que a Petrobras tenha embates com o governo e favorece melhores dividendos para os acionistas. Confira nesta coluna aqui.
Pão de Açúcar (PCAR3): por que o GPA pediu recuperação extrajudicial?
Que os preços nas prateleiras da rede de supermercados Pão de Açúcar não são lá tão doces, disso todo mundo já estava cansado de saber. Agora, o que ninguém imaginava é que a companhia estivesse com a conta no vermelho e correndo o risco de fechar as portas.
Nesta semana, o GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para a renegociação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas.
E, apesar da auditoria Deloitte ter feito um alerta no último balanço da empresa, a notícia trouxe a pergunta: por que a varejista está na berlinda? É justamente esse o tema do SD Explica desta semana.
O agente secreto em bares e restaurantes
O filme de Kleber Mendonça Filho movimentou o Globo de Ouro, as redes sociais e, neste fim de semana, chega ao Oscar com quatro indicações.
A transmissão da premiação também deve afetar bares e restaurantes, que pegam carona no sucesso do longa para transformar a noite em um evento e atrair clientes.
Veja quais as principais estratégias de estabelecimentos, que incluem decoração temática e até bolo de rolo, nesta matéria da editora Carina Brito.
Esquenta dos mercados
Sextas-feiras 13 costumam carregar fama de azar e maus presságios — e parece que o mercado resolveu levar a superstição a sério hoje. O pregão começou com investidores em modo defensivo e com baixo apetite por risco, monitorando a escalada das tensões no Oriente Médio e os possíveis efeitos sobre a economia global.
O petróleo continua no centro do radar. Depois de disparar mais de 9% na véspera, a commodity inverteu a trajetória pela manhã e passou a operar em queda.
O gatilho para a depreciação do óleo veio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que "o Irã estaria prestes a se render", durante reunião com líderes do G7. O republicano também disse que não havia nenhuma autoridade viva em Teerã para anunciar a rendição.
Vale destacar que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o Estreito de Ormuz — uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo — deveria permanecer fechado e que Teerã poderia abrir novas frentes no conflito contra EUA e Israel caso a guerra se prolongasse.
Ainda no exterior, Washington adicionou um novo elemento de incerteza ao anunciar investigações comerciais contra 59 países e a União Europeia — e o Brasil está entre os alvos. O objetivo é avaliar se esses mercados permitem a entrada de produtos feitos com trabalho forçado, o que poderia representar concorrência desleal para empresas norte-americanas.
As bolsas asiáticas fecharam em queda, pressionadas pelo avanço do petróleo nas primeiras horas da sessão e pelos temores de um impacto mais duradouro da guerra sobre a oferta global de energia.
Na Europa, os mercados também operam no vermelho e caminham para a segunda semana consecutiva de perdas. Em Wall Street, os futuros dos principais índices também haviam iniciado a manhã em queda, mas conseguiram reverter o pessimismo e agora operam em leve alta.
Na agenda macroeconômica, os investidores acompanham hoje uma bateria de dados dos EUA, com destaque para o PCE, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve, além da revisão do PIB norte-americano.
No Brasil, o destaque fica com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. O Banco Central também realizará uma intervenção dupla no mercado de câmbio, com oferta simultânea de dólares à vista e de swaps cambiais reversos, em operação que pode chegar a US$ 1 bilhão.
No noticiário corporativo, a temporada de balanços desacelera: apenas a Usiminas (USIM5) divulga seus resultados nesta manhã, antes da abertura do mercado.
Outros destaques de Seu Dinheiro
BALANÇO
Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas. A varejista reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados.
NOVA FASE
Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre. Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços.
RANCOR ANTIGO
Prisão de Alexandre de Moraes ‘está a caminho’? Elon Musk cita envolvimento do ministro no caso do Banco Master. Briga entre o bilionário e o magistrado se estende desde 2024 com investigações sobre a plataforma X.
REESTRUTURAÇÕES EM ALTA
Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas. As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileira.
PARA NÃO DAR RUIM
Conta bancária para empresas: como empreendedores podem escolher um banco digital confiável? Com a liquidação de instituições como will bank, Banco Pleno e Letsbank, empreendedores precisam se atentar a três passos antes de abrir uma conta.
SOBE E DESCE
IPCA sobe 3,81% em 12 meses: veja os alimentos que mais encareceram e os que ficaram mais baratos. Chocolate, batata-doce e café solúvel lideraram as altas no período, enquanto arroz, azeite de oliva e frutas registraram as maiores quedas de preço.
O MOTIVO DA QUEDA
Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores? O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas.
LIXO PREMIADO
De HD com Bitcoin a colchão com milhões: essas pessoas jogaram fortunas no lixo de maneiras inusitadas. As histórias de quem descartou coisas no lixo achando que não valiam nada — e depois descobriram que estavam diante de verdadeiras fortunas.
MINERAÇÃO
CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia. A companhia reiterou esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil.
NA MODA
O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Entenda por que a ação pode subir até 40%. “A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra.
TOUROS E URSOS #262
Guerra no Irã e choque do petróleo: medo da inflação dá fim ao cenário de ‘emoção zero’ para o Copom. Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro Nacional, conta como o choque externo chega nos preços, nos juros e no seu bolso.
SEGURANDO O REAJUSTE NA UNHA
Não vai sobrar para a Petrobras (PETR4) — por enquanto: governo zera PIS e Cofins do diesel para mitigar alta do petróleo. O objetivo é conter os efeitos do avanço da commodity no bolso do consumidor, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
MUNDO EM MOVIMENTO
Estreito de Ormuz: gargalo mais disputado do mundo não existia “até outro dia” — e hoje enfrenta outro desafio além da guerra. Irã promete manter fechada a passagem de embarcações em meio aos ataques dos EUA e de Israel.
MERCADOS
Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA. Mercados ao redor do mundo sentem os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent volta a ser cotado aos US$ 100.
BRIGA DE GIGANTES
A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem. O banco defende que o Meli ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços do papel em 2026.
CENÁRIO INCERTO
Casas Bahia (BHIA3) virou a página da dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora. A varejista finalmente conseguiu deixar para trás a crise financeira, que levou ao pedido de recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.
GOD SAVE THE SPURS
Um rombo bilionário: 9º clube mais rico do mundo vive crise sem precedentes e rebaixamento pode decretar nova era. A equipe ainda não venceu nenhuma partida pela Premier League em 2026, acumula cinco derrotas consecutivas na competição e olha para o precipício.
MUDANÇAS NO CONDADO
Mais uma estação do Metrô de SP tem naming rights vendidos — veja quais têm seus nomes associados a empresas. No total, já são 13 as linhas na capital paulista que adotaram o sobrenome de companhias.
ISSO É MUITO BLACK MIRROR
‘Mas eu já faço isso de graça’: startup oferece US$ 100 por hora para profissional xingar e irritar chatbots de IA. A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de inteligência artificial realmente lembrem do que foi perguntado.
JANTAR NAS ESTRELAS
Quanto custa comer no Fifty Seconds, o novo restaurante duas estrelas de Portugal pelo Guia Michelin. Situado no prédio mais alto de Lisboa, endereço de Rui Silveira teve a maior elevação do Guia Michelin Portugal 2026.
NA CORDA BAMBA
CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço? Resultado negativo chega a R$ 721 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas.
VAI PAGAR?
Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas. O plano da companhia poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária.
SXSW 2026
O que esperar e como assistir o maior evento de inovação do mundo. Festival completa 40 anos em 2026, reúne temas de tecnologia, cinema e música em Austin, Texas.
BATALHA DE PIZZAS
Pizza do Rio ou pizza de São Paulo: qual a melhor? Chefs respondem. Fellipe Zanuto, da A Pizza da Mooca; Matheus Ramos, da QT Pizza; Pedro Siqueira, da Sìsì; e Pierluigi Russo, da Bento Pizzeria, explicam as principais diferenças entre as pizzas paulistas e cariocas – e qual delas sai na frente.
RESULTADO
Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano. Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação.
A UNIÃO FAZ A FORÇA
Lotofácil 3633 e Quina 6973 fazem juntas 12 novos milionários; Mega-Sena promete R$ 65 milhões para hoje. Lotofácil é dividida entre dois ganhadores. Quina desencanta e sai para bolão com dez participantes. Todas as demais loterias sorteadas pela Caixa Econômica Federal na noite de quarta-feira (11) acumularam.
O CUSTO DO PROGRESSO
A nova corrida da IA: Brasil quer virar polo de data centers — mas há um problema ambiental no caminho. Gigantes da tecnologia anunciam projetos bilionários no país, mas o consumo massivo de energia e água levanta alertas entre especialistas.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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A bolsa tem bons motivos para continuar subindo, mas a WEG (WEGE3) serve como alerta
23 de outubro de 2026 - 6:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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