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Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

Depois de um período marcado por ajustes operacionais e financeiros, a Casas Bahia (BHIA3) começou a dar sinais de recuperação no fim de 2025.
A varejista conseguiu reduzir significativamente o prejuízo no quarto trimestre, ao mesmo tempo em que ampliou receita, melhorou margens e ganhou participação de mercado em categorias relevantes.
O prejuízo líquido ajustado da companhia chegou a R$ 79 milhões no período, uma redução de 82,5% em relação ao mesmo período de 2024.
O desempenho veio acompanhado de uma melhora relevante nos indicadores operacionais. A receita líquida somou R$ 8,4 bilhões no trimestre, crescimento de 6,1% na comparação anual.
Já o Ebitda ajustado — indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional — alcançou R$ 826 milhões, alta de 29,1% frente ao mesmo período do ano anterior.
Com isso, a margem Ebitda ajustada subiu para 9,8%, avanço de 1,8 ponto porcentual (p.,p) na comparação anual.
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Ao Estadão, o CEO, Renato Franklin, afirmou que os números refletem a evolução da rentabilidade da operação e a continuidade do processo de reestruturação iniciado nos últimos anos.
Do lado do endividamento, a Casas Bahia terminou o quarto trimestre com uma dívida líquida de R$ 1,13 bilhão, uma redução de 75% na base anual.
Com isso, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses, chegou a 0,4 vez.
Segundo a varejista, a melhora sequencial do indicador é resultado da evolução dos indicadores operacionais, da conversão de dívidas em ações no montante de R$ 2 bilhões e da renegociação de dívidas, com desconto de aproximadamente R$ 610 milhões e demais efeitos contábeis.
Outro destaque do trimestre foi a expansão do volume de vendas. O volume bruto de mercadorias (GMV) — indicador que mede o total de produtos vendidos pela plataforma — atingiu R$ 13,1 bilhões, alta de 8,7% na comparação anual.
Parte desse crescimento foi impulsionada pelo avanço das vendas no e-commerce, área que tem ganhado peso na estratégia da companhia.
Mesmo diante de um ambiente de consumo ainda pressionado pelos juros elevados, a empresa também conseguiu ganhar participação de mercado em algumas categorias-chave.
“Em linha branca e televisão, por exemplo, chegamos a ganhar mais de três pontos porcentuais de participação”, afirmou Franklin ao jornal.
Do lado da geração de caixa, a Casas Bahia registrou fluxo de caixa livre de R$ 1,8 bilhão no quarto trimestre, movimento impulsionado pela melhora operacional e pela sazonalidade mais forte do período — tradicionalmente o mais importante para o varejo, por causa das vendas de fim de ano.
O desempenho reforça a estratégia da companhia de equilibrar crescimento de vendas com maior disciplina financeira, um dos pilares da reestruturação em andamento.
No acumulado de 2025, os números também indicam uma melhora relevante no desempenho da Casas Bahia.
A receita líquida anual atingiu R$ 29,1 bilhões, crescimento de 7,3% em relação a 2024.
Já o Ebitda ajustado somou R$ 2,5 bilhões, avanço de 29,7% na comparação anual, refletindo a melhora gradual das margens e da eficiência operacional.
Apesar da evolução desses indicadores, o resultado final do ano ainda permaneceu no vermelho. O prejuízo líquido ajustado de 2025 chegou a R$ 1,5 bilhão, aumento de 47,2% em relação ao resultado negativo de 2024.
Segundo a companhia, parte relevante do prejuízo anual foi influenciada por um ajuste contábil relacionado a impostos, sem impacto no caixa da empresa.
Isso porque a varejista decidiu registrar uma provisão ligada ao imposto de renda diferido, em um movimento considerado conservador diante do cenário macroeconômico mais incerto.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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