Como fica o credor da Raízen, as tensões entre EUA e Irã e os indicadores que mexem com os mercados nesta semana
Entenda o que acontece com quem tem debêntures ou CRAs da Raízen em meio à reestruturação da empresa e ao interesse de gestoras em uma participação na gigante de açúcar e etanol

Toda a história da Raízen (RAIZ4) tem tons de grandiosidade. Ela nasceu em 2011 como uma joint venture entre a Cosan, uma das maiores holdings da região, e a gigante britânica Shell.
Com uma década de aquisições e expansão, ela se tornou a maior produtora de açúcar e etanol do Brasil. A promessa do etanol de segunda geração, produzido a partir do bagaço da cana-de-açúcar, era tentadora, ao aumentar a produção de combustível sem precisar de mais área plantada.
Também se tornou sócia da Femsa na rede de conveniência Oxxo — e vimos um mercadinho amarelo e vermelho abrir em cada esquina.
Atraídos por essa tese de crescimento, milhares de investidores pessoas físicas investiram em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), debêntures e títulos em moeda estrangeira (bonds) da companhia.
Depois de alguns anos de problemas na safra e alta nos juros, até a recuperação extrajudicial da Raízen é a maior da história do Brasil, ao buscar reestruturar R$ 65 bilhões em dívidas.
Outra prova da sua relevância é a quantidade de gestoras de olho nesses débitos, em busca de uma participação na gigante de açúcar, etanol e combustíveis.
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No entanto, entre a recuperação extrajudicial e possível venda para gestoras, os credores ficam sem saber o que vai acontecer com o valor que foi investido na empresa.
A repórter Monique Lima conversou com advogados e outras fontes de mercado para explicar como fica o investidor no meio dessa disputa. Confira nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
A temperatura caiu em São Paulo. Mas quem acompanha os mercados não vai passar frio: o clima entre EUA e Irã voltou a esquentar, colocando os investidores em modo cautela.
No fim de semana, Teerã informou que o Estreito de Ormuz estava, novamente, fechado para tráfego marítimo por tempo indeterminado.
Já o presidente Donald Trump afirmou que a região continua operando, e o governo norte-americano realizou uma nova ofensiva com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações.
Em meio às tensões no Oriente Médio, os preços do petróleo voltaram a subir fortemente nesta manhã.
Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta segunda-feira (13) sem direção única. Além do conflito entre EUA e Irã, o dia foi marcado por uma forte correção em ações de semicondutores por lá.
Os mercados europeus também começam a semana em tom de cautela, com os principais índices da região oscilando próximo da estabilidade. Em Wall Street, os futuros de Nova York amanhecem no vermelho.
A agenda econômica também não dá trégua. Nos EUA, as atenções se voltam para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) e o início da temporada de balanços, com publicação dos números de grandes bancos.
Além disso, os investidores acompanham o depoimento de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), ao Congresso. O discurso pode dar pistas para as apostas para os juros no país.
Já no Brasil, os holofotes se voltam para uma sequência de indicadores, com destaque para o IBC-Br, considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e para as eleições de 2026, em meio à divulgação da nova pesquisa eleitoral do BTG/Nexus.
E não para por aí: os investidores começam a se preparar para a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026, que ganha tração na semana que vem.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
DE VOLTAIRE A VUITTON
Saint-Germain-des-Prés: o bairro da guilhotina na corda bamba entre o luxo e a herança intelectual. De livrarias e cafés históricos a lojas de luxo e hotéis cinco-estrelas, o bairro no sexto arrondissement de Paris é a encarnação do capital cultural… e da gentrificação.
AGENDA CARREGADA
Prévia do PIB do Brasil, inflação nos EUA e dados da China: o que pode mexer com os mercados nesta semana. No Brasil, investidores monitoram serviços, varejo e o IBC-Br em busca de sinais sobre o ritmo da atividade.
RENDA PASSIVA
Nem Tesouro Direto nem CDB: BTG aposta em fundos listados com isenção de IR, que pagam até 19,8% ao ano. Entre fundos imobiliários e fundos de infraestrutura, carteira do banco foca em renda passiva com benefício tributário.
FLUXOS GLOBAIS
A culpa é da China? País acumula saída de capital e arrasta emergentes para o vermelho. Fluxo para mercados emergentes ficou negativo em junho após investidores retirarem recursos da China; renda fixa ajudou a limitar as perdas, segundo o IIF.
MANSÃO FLUTUANTE
Como é o novo brinquedo de Neymar, um iate de R$ 120 milhões com heliponto e 6 suítes. Batizado de Enejota, as iniciais do jogador, o novo superiate aposta em um projeto personalizado com 800 m² de área para navegar do Nordeste ao Sul do Brasil.
DIA DO LÁMEN
Além da Liberdade: lámens imperdíveis para provar em São Paulo. De Pinheiros ao Tatuapé, casas especializadas mostram que a sopa japonesa já ultrapassou as fronteiras do bairro oriental da capital.
DANÇA DAS CADEIRAS
Quem entra e quem sai do Ibovespa? BofA aponta duas possíveis novidades na carteira. Bank of America faz as primeiras apostas para a nova carteira do principal índice da B3, cuja prévia será divulgada em 3 de agosto.
COM A PALAVRA, ROBIN BROOKS
Irã ganhou fôlego com petróleo e EUA deveriam retomar bloqueio, diz ex-economista-chefe do IIF. Robin Brooks estima que Teerã exportou até 80 milhões de barris desde a suspensão da medida e alerta para os riscos no Estreito de Ormuz.
ORIENTE MÉDIO
Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz, mas EUA dizem que tráfego continua fluindo. Trump afirma que a hidrovia permanece acessível a embarcações comerciais, enquanto Guarda Revolucionária diz ter atingido um navio que tentou cruzar a passagem sem autorização.
PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR
‘Apostar faz você perder dinheiro’: governo federal determina novas regras para publicidade de bets. Propaganda de bets terá que emitir alertas claros sobre riscos e novas regras proíbem mídia enganosa; objetivo é proteger consumidores e prevenir vícios.
COPA 2026
França será campeã da Copa do Mundo? Dados mostram que o verdadeiro vencedor já está colhendo os frutos do torneio. Nem França, nem Argentina. Até aqui, os maiores vencedores da Copa do Mundo de 2026 parecem ser as cidades que receberam os jogos.
FINANÇAS PESSOAIS
Vídeo: Adeus, poupança? Comparamos a rentabilidade do Tesouro IPCA+ 8% contra a da caderneta. Tesouro IPCA+ oferece juros reais de até 8%, bem acima da caderneta de poupança; confira as simulações no vídeo abaixo.
MELHOR SER TEMIDO…
‘O Príncipe’ dos investimentos: como Maquiavel ajuda a pensar patrimônio e estratégia. A obra mais famosa de Maquiavel pode ser lida como um manual de estratégia para quem precisa lidar com mercado, risco e exploração de oportunidades.
LUTA PELO DINHEIRO
A Arte da Guerra na bolsa: como Sun Tzu ensina a vencer o mercado sem lutar. Entre cálculos, terreno e disciplina, Sun Tzu oferece uma leitura estratégica para quem quer investir sem brigar com cada movimento de mercado.
CORTE VEM AÍ?
Boa notícia para o bolso: inflação cai mais do que o esperado e já permite sonhar com juros menores. Surpresa com inflação de 0,16% em junho leva grandes bancos a projetar novos cortes na taxa Selic em agosto.
FILOSOFIA DO DINHEIRO
O que os estoicos ensinam sobre dinheiro, risco e decisões financeiras: 4 conceitos para aplicar nos seus investimentos. O estoicismo não ensina qual ação comprar, mas pode ajudar investidores a lidar melhor com volatilidade, risco e disciplina em busca de melhores retornos.
RESUMO SEMANAL
CSN Mineração (CMIN3) dispara 20% na semana e lidera ganhos do Ibovespa, que também subiu após surpresa na inflação. IPCA abaixo do esperado reforçou as apostas de corte da Selic em agosto e ajudou a bolsa brasileira a superar a volatilidade causada pelo petróleo, pelo Fed e pela saída de investidores estrangeiros.
CARTA MARCADA
Com 200 rótulos, Wine Bar da Casa La Pastina inaugura como um mapa para iniciantes e veteranos do vinho. De carona na alta do consumo nacional, novo espaço da octogenária casa paulistana leva vinho de 15 países da adega para a vitrine.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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