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CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.

CB, mascote das Casas Bahia, uma das redes da Via (VIIA3)
CB, mascote das Casas Bahia. - Imagem: Reprodução YouTube

Com melhora nas margens e uma redução drástica no endividamento, a Casas Bahia (BHIA3) parece ter virado a página de sua crise financeira. No entanto, o cenário ainda não está fácil para as varejistas, o que deve continuar pressionando a companhia.

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A empresa anunciou seu nono trimestre consecutivo de avanço nas margens operacionais, alta de 8,7% no volume total de vendas, para R$ 13,1 bilhões, crescimento no comércio eletrônico por cinco trimestres seguidos, entre outros indicadores positivos.

Em relação às suas dívidas, houve redução de 75% na dívida líquida e da alavancagem de 1,9x para
0,4x em relação ao Ebitda, com renegociações e conversão de dívida em ações. Essa mudança no seu perfil de dívida levou a efeitos positivos de R$ 725 milhões no trimestre.

Ao Estadão, o CEO, Renato Franklin, afirmou que os números refletem a evolução da rentabilidade da operação e a continuidade do processo de reestruturação iniciado nos últimos anos.

O prejuízo da companhia foi de R$ 1,53 bilhão no trimestre e de quase R$ 3 bilhões no ano, por conta de um ajuste contábil de R$ 1,45 bilhão. A empresa reduziu a previsão da recuperabilidade de seus ativos fiscais diferidos, mas sem efeito no caixa.

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Esse ajuste aconteceu depois que a companhia realizou testes de estresse, dado o contexto geopolítico e os potenciais riscos para a inflação e as taxas de juros, entre outras variáveis macroeconômicas.

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Após os testes, “por prudência e conservadorismo”, a empresa decidiu fazer a provisão, afirmou o diretor financeiro da varejista, Elcio Ito, à Reuters.

Excluindo esses efeitos, o prejuízo ajustado da empresa foi de R$ 79 milhões no trimestre e de R$ 1,54 bilhão no ano.

Isso significa que a Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página da sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em junho de 2024, com R$ 4,1 bilhões em dívidas? A resposta não é tão simples.

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Resultado ainda fraco e futuro desanimador

Ainda que o balanço da empresa esteja mais forte, o que vai pesar agora é o cenário competitivo entre as empresas, tanto no varejo físico quanto no comércio eletrônico, e os juros ainda restritivos.

"A linha de receitas sustenta a tendência de melhoras vista nos últimos trimestres e, combinado a ganhos de eficiência nas despesas, entregou melhoras bem-vindas nos resultados operacionais", diz o BTG Pactual.

"Ainda assim, ainda vemos um cenário desafiador com as taxas de juros ainda altas e uma forte competitividade, o que continua a pesar na tese", afirma o banco em relatório. O banco tem recomendação neutra para a ação e preço-alvo de R$ 3,06, mais baixo que o valor atual de R$ 3,16.

Confira aqui os resultados completos da Casas Bahia

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Alongamento da dívida e aumento de capital

A empresa anunciou, ainda, o alongamento de dívida com uma nota comercial no valor de R$ 1,4 bilhão, com prazo de dois anos.

De acordo com o comunicado, o destino dos recursos será a liquidação de operações de risco sacado atualmente mantidas com a instituição financeira, resultando na substituição de passivos de curto prazo por uma estrutura de financiamento com prazo mais alongado.

O risco sacado é uma operação financeira em que bancos pagam os fornecedores e posteriormente a varejista paga o banco. Na prática, a companhia conseguiu um financiamento para reorganizar a dívida existente com a instituição financeira, que não foi especificada no anúncio.

A Casas Bahia também aumentou seu capital em R$ 69 milhões com a conversão de 18,61 milhões de debêntures em ações.

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Com Money Times.

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