Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

A semana terminou com os mercados globais em alerta após uma forte alta do petróleo, impulsionada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio.
No Brasil, o movimento pressionou ativos financeiros e levou o governo a tentar conter os efeitos sobre os combustíveis — ainda que sem evitar um reajuste no diesel anunciado pela Petrobras (PETR4).
O aumento da commodity dominou o noticiário internacional e trouxe mais incerteza para investidores. Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão temporária de sanções ao petróleo russo, medida que também entrou no radar do mercado.
Petróleo e tensão geopolítica pressionam mercados
O avanço do petróleo ao longo da semana refletiu o temor de interrupções no fluxo global da commodity, especialmente no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
Nesse cenário de aversão ao risco, o mercado brasileiro também sentiu os efeitos da turbulência externa.
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O Ibovespa encerrou a semana com queda de 0,95%. Já o dólar norte-americano avançou 1,38%, enquanto as taxas dos contratos futuros de juros subiram.
A leitura predominante entre investidores é de que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã pode trazer novas pressões inflacionárias, especialmente por meio do preço da energia.
Em relatório sobre a semana, analistas do Itaú BBA destacaram que, além do conflito no Oriente Médio, os investidores também reagiram a indicadores domésticos.
Entre eles estão dados mais fortes de varejo e serviços em janeiro, a alta do índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) em fevereiro e pesquisas eleitorais que apontam uma disputa apertada para a eleição presidencial de 2026.
Da taxa de juros ao preço da gasolina: como a guerra no Irã mexe com seu bolso?
O que esperar da próxima semana
A agenda econômica promete manter os investidores atentos.
O principal evento será a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros na quarta-feira (18). O mercado está dividido entre um corte de 0,25 ponto percentual ou de 0,50 ponto na Selic.
Ainda no Brasil, será divulgado o IBC-Br de janeiro — indicador calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Também estão no calendário o IGP-10 de março e a segunda prévia do IGP-M.
No exterior, o foco será a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) também na próxima quarta. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Antes disso, será divulgado o índice de preços ao produtor (PPI) do país de janeiro. A semana também terá decisões de política monetária no Reino Unido e no Japão, previstas para quinta-feira (19).
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