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Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco
Entre tensões geopolíticas, petróleo nas alturas e decisões de bancos centrais no radar, o mercado começou a semana ajustando posições — e o dólar perdeu força. Sem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e com o Estreito de Ormuz ainda sob restrições, a moeda norte-americana seguiu em queda no cenário global.
Nesta segunda-feira (27), o dólar até reduziu parte das perdas ao longo do dia, acompanhando o impasse diplomático, mas não conseguiu inverter o sinal. A moeda à vista fechou em R$ 4,9821, recuo de 0,32%. Na mínima, chegou a R$ 4,9642 (-0,68%).
Nesse ambiente de dólar mais fraco, o Banco Inter revisou as projeções para o câmbio em 2026, de R$ 5,40 para R$ 5,10.
Segundo Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, e André Valério, gerente de pesquisa macroeconômica, a mudança reflete o “enfraquecimento global do dólar e a melhora nos termos de troca da balança comercial brasileira”.
Ao mesmo tempo, o petróleo em níveis elevados favorece países exportadores como o Brasil, reforçando esse movimento.
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Se por um lado o conflito pressiona o dólar, por outro também piora as expectativas de inflação e reduz o espaço para cortes de juros, com o Inter elevando a projeção para o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) de 2026, de 4,3% para 4,9%.
“O conflito gerou um choque de oferta relevante, com alta superior a 50% no preço do petróleo, parcialmente compensada pela valorização recente do real. A inflação de março já surpreendeu, com alta de 0,88%, e esperamos uma leitura ainda mais forte em abril, próxima de 1%”, afirma o banco.
A avaliação é de que um eventual recuo do petróleo pode aliviar os preços no segundo semestre, mas o cenário externo segue incerto. Com isso, a inflação mais alta em 2026 tende a carregar efeitos para 2027, reduzindo o espaço para cortes adicionais na taxa Selic no curto prazo.
A semana concentra decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, colocando os bancos centrais no centro das atenções. Por aqui, a expectativa é de mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%, na quarta-feira (29).
Mesmo com a inflação pressionada, o Inter avalia que o Banco Central deve manter o ritmo gradual de afrouxamento. A projeção é de que a taxa básica encerre 2026 em 12,75% — ainda em um nível considerado restritivo.
“As projeções mais longas para a inflação seguem mostrando convergência, ainda que lenta, para a meta, o que permite a atual calibragem”, afirmam os analistas.
Nos Estados Unidos, o cenário é de pausa. O mercado aposta que na quarta-feira (29) haverá a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na faixa entre 3,50% e 3,75%.
O Inter também vê o Fed parado pelo menos até junho, mas enxerga espaço para a retomada de um a dois cortes ao longo do segundo semestre.
O Inter manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 1,8%. Para o primeiro trimestre, a estimativa é de alta de cerca de 0,8% na comparação trimestral e de 1,6% em base anual, com impulso vindo principalmente do agronegócio e da indústria extrativa.
Ao longo do ano, no entanto, a tendência é de desaceleração do consumo das famílias, refletindo condições de crédito mais apertadas.
Em contrapartida, a balança comercial deve ganhar força em 2026. A expectativa é de um superávit acima de US$ 80 bilhões, sustentado por exportações de soja e petróleo e por importações mais contidas.
O pano de fundo fiscal segue como ponto de atenção. O banco destaca o aumento das incertezas diante da possibilidade de ampliação de estímulos ao consumo em ano eleitoral.
“Novos subsídios e linhas de crédito podem manter a demanda aquecida e espalhar a inflação para outros bens e serviços, o que pode levar inclusive a uma pausa no ciclo de cortes”, afirmam os analistas.
As contas públicas também preocupam. A projeção é de déficit primário de 0,7% do PIB em 2026, enquanto o déficit nominal deve alcançar 9% do PIB, elevando o custo da dívida. A dívida bruta, por sua vez, pode chegar a 83% do PIB — um avanço de 10 pontos percentuais em quatro anos.
Nos Estados Unidos, os dados mais recentes indicam uma economia ainda resiliente, com geração consistente de empregos no primeiro trimestre. Ao mesmo tempo, o Inter ressalta que os efeitos do conflito com o Irã já aparecem na inflação, principalmente via energia.
Em março, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,9%, puxado pelos combustíveis, com a gasolina avançando mais de 21%. O núcleo da inflação, por outro lado, segue mais comportado, com alta de 0,2%.
Os analistas do banco destacam que começam a surgir sinais de pressão inflacionária mais espalhada, tanto em bens quanto em serviços. Além disso, o Inter alerta para indícios de aceleração dos salários, possivelmente ligados à menor oferta de mão de obra.
Com o petróleo acima de US$ 100 e o Estreito de Ormuz ainda fechado, o risco inflacionário segue elevado. Ao mesmo tempo, cresce a chance de desaceleração global, à medida que estoques diminuem e aumentam os riscos de racionamento.
Nos EUA, as estimativas para o crescimento do PIB no primeiro trimestre já recuaram de 3,1% para 1,2%.
Ainda assim, os dados agregados continuam apontando para uma economia robusta, com desempenho desigual entre grandes empresas mais expostas ao comércio internacional e pequenos negócios voltados ao mercado doméstico.
O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.
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