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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
27 de abril de 2026
20:09
Ilustração 3D de cenário financeiro em queda: barras de gráfico descendentes e uma seta vermelha apontando para baixo, ao lado de um símbolo de dólar e um globo, sobre uma mesa com gráficos, tendo ao fundo um mapa-múndi digital e uma cidade desfocada
Inter reduz projeção para o dólar - Imagem: ChatGPT

Entre tensões geopolíticas, petróleo nas alturas e decisões de bancos centrais no radar, o mercado começou a semana ajustando posições — e o dólar perdeu força. Sem avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã e com o Estreito de Ormuz ainda sob restrições, a moeda norte-americana seguiu em queda no cenário global.

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Nesta segunda-feira (27), o dólar até reduziu parte das perdas ao longo do dia, acompanhando o impasse diplomático, mas não conseguiu inverter o sinal. A moeda à vista fechou em R$ 4,9821, recuo de 0,32%. Na mínima, chegou a R$ 4,9642 (-0,68%).

Nesse ambiente de dólar mais fraco, o Banco Inter revisou as projeções para o câmbio em 2026, de R$ 5,40 para R$ 5,10.

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Segundo Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter, e André Valério, gerente de pesquisa macroeconômica, a mudança reflete o “enfraquecimento global do dólar e a melhora nos termos de troca da balança comercial brasileira”.

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Ao mesmo tempo, o petróleo em níveis elevados favorece países exportadores como o Brasil, reforçando esse movimento.

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Pressão inflacionária ganha força

Se por um lado o conflito pressiona o dólar, por outro também piora as expectativas de inflação e reduz o espaço para cortes de juros, com o Inter elevando a projeção para o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) de 2026, de 4,3% para 4,9%.

“O conflito gerou um choque de oferta relevante, com alta superior a 50% no preço do petróleo, parcialmente compensada pela valorização recente do real. A inflação de março já surpreendeu, com alta de 0,88%, e esperamos uma leitura ainda mais forte em abril, próxima de 1%”, afirma o banco.

A avaliação é de que um eventual recuo do petróleo pode aliviar os preços no segundo semestre, mas o cenário externo segue incerto. Com isso, a inflação mais alta em 2026 tende a carregar efeitos para 2027, reduzindo o espaço para cortes adicionais na taxa Selic no curto prazo.

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E os juros, para onde vão?

A semana concentra decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, colocando os bancos centrais no centro das atenções. Por aqui, a expectativa é de mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%, na quarta-feira (29).

Mesmo com a inflação pressionada, o Inter avalia que o Banco Central deve manter o ritmo gradual de afrouxamento. A projeção é de que a taxa básica encerre 2026 em 12,75% — ainda em um nível considerado restritivo.

“As projeções mais longas para a inflação seguem mostrando convergência, ainda que lenta, para a meta, o que permite a atual calibragem”, afirmam os analistas.

Nos Estados Unidos, o cenário é de pausa. O mercado aposta que na quarta-feira (29) haverá a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na faixa entre 3,50% e 3,75%.

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O Inter também vê o Fed parado pelo menos até junho, mas enxerga espaço para a retomada de um a dois cortes ao longo do segundo semestre.

PIB e balança comercial

O Inter manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 1,8%. Para o primeiro trimestre, a estimativa é de alta de cerca de 0,8% na comparação trimestral e de 1,6% em base anual, com impulso vindo principalmente do agronegócio e da indústria extrativa.

Ao longo do ano, no entanto, a tendência é de desaceleração do consumo das famílias, refletindo condições de crédito mais apertadas.

Em contrapartida, a balança comercial deve ganhar força em 2026. A expectativa é de um superávit acima de US$ 80 bilhões, sustentado por exportações de soja e petróleo e por importações mais contidas.

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Risco fiscal entra no radar

O pano de fundo fiscal segue como ponto de atenção. O banco destaca o aumento das incertezas diante da possibilidade de ampliação de estímulos ao consumo em ano eleitoral.

“Novos subsídios e linhas de crédito podem manter a demanda aquecida e espalhar a inflação para outros bens e serviços, o que pode levar inclusive a uma pausa no ciclo de cortes”, afirmam os analistas.

As contas públicas também preocupam. A projeção é de déficit primário de 0,7% do PIB em 2026, enquanto o déficit nominal deve alcançar 9% do PIB, elevando o custo da dívida. A dívida bruta, por sua vez, pode chegar a 83% do PIB — um avanço de 10 pontos percentuais em quatro anos.

Estados Unidos: economia resiliente, mas sob pressão

Nos Estados Unidos, os dados mais recentes indicam uma economia ainda resiliente, com geração consistente de empregos no primeiro trimestre. Ao mesmo tempo, o Inter ressalta que os efeitos do conflito com o Irã já aparecem na inflação, principalmente via energia.

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Em março, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,9%, puxado pelos combustíveis, com a gasolina avançando mais de 21%. O núcleo da inflação, por outro lado, segue mais comportado, com alta de 0,2%.

Os analistas do banco destacam que começam a surgir sinais de pressão inflacionária mais espalhada, tanto em bens quanto em serviços. Além disso, o Inter alerta para indícios de aceleração dos salários, possivelmente ligados à menor oferta de mão de obra.

Com o petróleo acima de US$ 100 e o Estreito de Ormuz ainda fechado, o risco inflacionário segue elevado. Ao mesmo tempo, cresce a chance de desaceleração global, à medida que estoques diminuem e aumentam os riscos de racionamento.

Nos EUA, as estimativas para o crescimento do PIB no primeiro trimestre já recuaram de 3,1% para 1,2%.

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Ainda assim, os dados agregados continuam apontando para uma economia robusta, com desempenho desigual entre grandes empresas mais expostas ao comércio internacional e pequenos negócios voltados ao mercado doméstico.

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