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FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

Ranking de fundos imobiliários
Ranking de fundos imobiliários - Imagem: IA/Copilot

Em um início de ano marcado por uma enxurrada de recursos estrangeiros no país, o Ibovespa registrou recorde atrás de recorde, marcando um dos melhores bimestres das últimas décadas. Os fundos imobiliários, porém, ficaram para trás.

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Esse movimento pode ser explicado por fatores técnicos e setoriais, mas que pode abrir espaço para oportunidades à medida que o mercado passa a discutir o início de um ciclo de cortes da Selic

“Diferentemente do mercado de ações, os fundos imobiliários tiveram uma performance mais modesta em 2026, com alta próxima de 3% para o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix)”, afirma Caio Araújo, analista da Empiricus Research

Segundo ele, um dos fatores por trás desse descompasso é a forte presença de capital estrangeiro nas empresas listadas na bolsa — fluxo que impulsiona o mercado acionário, mas tem impacto limitado no universo dos FIIs. 

Esse cenário deixa muitos investidores com uma dúvida inevitável: afinal, o que fazer agora com os fundos imobiliários? 

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No ranking deste mês dos FIIs mais recomendados pelas corretoras e casas de análise, um nome dominou sozinho os holofotes: o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11)

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Com quatro recomendações, o fundo é focado em ativos de renda fixa imobiliária, principalmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI)

Confira as escolhas para o mês de março:

Ativa Kinea Índices de Preços (KNIP11) Kinea Hedge Fund (KNHF11) HSI Malls (HSML11) 
Daycoval XP Logística (XPLG11) Guardian Logística (GARE11) Kinea Rendimentos
Imobiliários (KNCR11) 🥇 
Santander Tellus Properties (TEPP11) Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11) Kinea Rendimentos 
Imobiliários (KNCR11) 🥇 
Empiricus Bresco Logística (BRCO11) Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) Kinea Securities (KNSC11) 
EQI Hedge Top FOFII 3 FII (HFOF11) Maua Capital Real Estate (MCRE11) Vectis Juros Real (VCJR11) 
Monte Bravo Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) BTG Pactual Logistica (BTLG11) JS Real Estate (JSRE11) 
RB Capital Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) 🥇 Kinea Índices de Preços (KNIP11) RBR High Grade (RBRR11) 
Terra Investimentos Capitania Securities II (CPTS11) JS Real Estate (JSRE11) Vectis Juros Real (VCJR11) 
XP Investimentos Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) RBR High Grade (RBRR11) Kinea Rendimentos
Imobiliários (KNCR11) 🥇 
Rico XP Crédito Imobiliário FII (XPCI11) RBR Plus Multiestratégia (RBRX11) Tellus Properties (TEPP11) 

*Entendendo o FII do Mês: Todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são suas apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 fundos imobiliários, os analistas indicam os seus três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com mais indicações.  

KNCR11 é o queridinho das gestoras 

Com um patrimônio líquido de R$ 10,97 bilhões, o KNCR11 é visto como uma alternativa defensiva em um ambiente de juros elevados no Brasil

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A estratégia tende a preservar a geração de renda em cenários de Selic alta e a reduzir a volatilidade em momentos de estresse no mercado de fundos de tijolo

“Pela ótica quantitativa, o KNCR11 apresenta histórico consistente de distribuição [de dividendos], risco de crédito controlado, elevada liquidez de mercado e um perfil de renda ajustado à taxa básica de juros — o que garante correlação positiva com a Selic e reduz impactos de mudanças no ciclo monetário”, afirma Gabriel Augusto Mollo, analista do Daycoval

“Mesmo em um ambiente de queda gradual dos juros, o fundo segue competitivo frente a alternativas de crédito privado e tende a preservar atratividade, beneficiando-se de spreads saudáveis, renegociações seletivas e potencial de manutenção de dividendos acima da média dos FIIs de papel”, acrescenta. 

Para o banco, o KNCR11 permanece bem posicionado como uma opção defensiva para investidores que buscam renda estável, preservação de capital e menor volatilidade no curto e médio prazo. 

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XP Investimentos também recomenda o fundo com base em alguns pilares: equipe de gestão experiente, carteira de crédito pulverizada e de baixo risco, estrutura robusta de garantias e um carrego ainda atrativo diante da perspectiva de juros elevados — além de menor volatilidade em relação a outros fundos do segmento. 

Fundos imobiliários: os setores em destaque 

Segundo a XP, o destaque do último mês ficou com os fundos de tijolo, que avançaram 1,65%, puxados principalmente pelos fundos de shoppings (+2,20%) e de logística (+2,16%). 

Os fundos de fundos (FoFs) também tiveram desempenho positivo, com alta de 1,73%, enquanto os fundos multiestratégia subiram 0,54%. 

Já os fundos de papel avançaram 1,22%, mesmo em um período historicamente pressionado pela sazonalidade mais baixa da inflação — que costuma reduzir as distribuições nos primeiros meses do ano. 

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Apesar disso, muitos desses fundos ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial e oferecem rentabilidades implícitas consideradas atrativas. 

TEPP11 — o “ouro escondido” 

Os fundos de lajes corporativas, como o TEPP11, tiveram desempenho mais moderado em fevereiro, com alta de 0,43%. Ainda assim, os fundamentos do segmento seguem positivos, impulsionados pela retomada gradual do trabalho presencial

“O que reforça nossa preferência aqui é a combinação de preço de negociação atrativo, dividend yield convidativo, perspectiva de aumento dos rendimentos em 2026 e uma gestão ativa eficiente”, afirma Maria Giulia Figueiredo, analista de research da Rico

Santander também aumentou sua exposição ao TEPP11 em março. Segundo o banco, o fundo reúne um dos portfólios mais relevantes de escritórios corporativos dentro do universo de FIIs. 

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