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Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

A bolsa brasileira abriu o ano em ritmo de recorde. Em janeiro, investidores estrangeiros despejaram R$ 26,3 bilhões na B3 — um fluxo que não se via desde o início de 2022. Para se ter ideia da magnitude, esse volume sozinho já superou os R$ 25,5 bilhões aportados durante todo o ano de 2025.
O impacto foi imediato: o Ibovespa, principal índice da B3, disparou 12,6% no primeiro mês do ano, registrando o melhor janeiro em duas décadas e o maior salto mensal desde novembro de 2020.
O motor por trás dessa enxurrada de dólares foi a rotação global de capitais. Com tensões geopolíticas crescendo — lideradas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em cenários como Venezuela, Groenlândia e Irã — investidores decidiram reduzir a exposição aos ativos norte-americanos e buscar refúgio em mercados alternativos.
“Diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguem reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica”, destacaram os estrategistas do Itaú BBA, Victor Natal e Mathias Venosa.
Segundo os especialistas do banco, o peso dos EUA no mercado acionário mundial (cerca de metade de todas as ações globais) fez com que o movimento fosse intenso não apenas para o Brasil, mas também para outros emergentes.
Na avaliação da XP, o Brasil passou a se descolar de forma mais relevante de seus pares, à medida que uma fase de performance relativamente superior mais intensa se traduziu em uma expansão mais visível dos múltiplos relativos.
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Ainda segundo a corretora, o mercado brasileiro continua se destacando entre os mercados globais de ações, combinando valuations relativamente mais atrativos com fundamentos corporativos sólidos.
*Com informações do Money Times
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