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Executivo da mineradora coloca condições para aumentar o retorno aos acionistas, e banco revela também se há chance de distribuição de dividendos extraordinários
Os resultados do segundo trimestre da Vale também trouxeram o pagamento bilionário de proventos que, junto com o guidance (orientação futura), ajudam as ações VALE3 a subirem mais de 1% nesta sexta-feira (1) — e novidades relacionadas aos dividendos estão por vir.
Ao comentar o desempenho financeiro da mineradora entre abril e junho, o CFO Marcelo Bacci afirmou que se o minério de ferro seguir cotado a cerca de US$ 100, deve haver mais margem para pagamento de dividendos ou recompra de ações na segunda metade do ano.
O executivo ressaltou ainda que, no caso de a dívida da companhia ficar abaixo dos US$ 15 bilhões, previstos no guidance, isso também favorece um retorno maior aos acionistas.
Na noite de ontem (31), a Vale anunciou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), no valor de US$ 1,448 bilhão, ou R$ 1,895387417 bruto por ação. O Seu Dinheiro contou quem tem direito a receber e os prazos de pagamento.
Em relatório, o analista da Ativa Ilan Arbetman destaca que, juntamente com os resultados, a Vale divulgou proventos ligeiramente superiores ao esperado, ampliou a flexibilidade para acelerar o programa de recompra de ações e revisou para baixo o guidance de custos no segmento de cobre.
"Acreditamos que estes anúncios tendem a favorecer uma reação positiva das ações", afirma.
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Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, chama atenção para o aumento do fluxo de caixa livre da Vale, que permitiu o pagamento de proventos.
“O fluxo de caixa livre recorrente cresceu de US$ 197 milhões no segundo trimestre de 2024, para US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2025, reflexo de menor investimento em capital de giro e menor capex também. Com isso, a Vale aproveitou para anunciar US$ 1,45 bilhão em juros sobre capital próprio, o que equivale a um yield anualizado de 7%”, afirma.
Sobre a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, quem dá a pista do que pode acontecer é o Safra. Segundo o banco, a administração da Vale poderia reduzir ainda mais a dívida líquida expandida antes de pagar proventos adicionais.
Entre abril e junho, a dívida líquida expandida — que inclui provisões relativas a Brumadinho e Samarco/Fundação Renova — atingiu US$ 17,448 bilhões, 19% maior do que o do segundo trimestre de 2024, mas 4% abaixo do período de janeiro a março deste ano em razão, principalmente, da geração de fluxo de caixa livre.
O analista do Safra, Ricardo Monegaglia, viu com bons olhos a decisão da mineradora de usar instrumentos financeiros em apoio ao programa de recompra de ações.
Por volta de 12h40, as ações da Vale subia 1,98%, cotadas a R$ 54,52.
A Vale reportou uma queda de 23% do lucro líquido no segundo trimestre de 2025, em base anual, para US$ 2,135 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, houve alta de 53%.
Já o atribuído aos acionistas — acompanhado mais de perto pelo mercado — alcançou US$ 2,117 bilhões, o que representa uma queda de 24% em termos anuais, mas uma alta de 52% trimestre contra trimestre.
Os resultados vieram acima das projeções do mercado, mas apesar do desempenho e das boas notícias — proventos e guidance —, Arbetman segue cético quanto à dinâmica do mercado siderúrgico na China.
"Enxergamos uma relação oferta e demanda por minério de ferro ainda folgada para os próximos anos. Apesar de as recentes sinalizações de maior racionalização no setor siderúrgico chinês serem positivas, elas ainda não são suficientes para alterar nossa visão", diz.
Diante da perspectiva de pagamento de mais dividendos no futuro, a pergunta que muito investidor pode estar se fazendo é: comprar VALE3 agora?
Hungria, da Empiricus, diz que a mineradora apresentou números sólidos, dado o contexto ainda difícil do setor, e vem colhendo frutos positivos de investimentos em eficiência nos últimos anos, por isso a recomendação é ter os papéis na carteira.
“Por apenas 4x o Ebitda esperado para 2025, Vale faz parte da série Vacas Leiteiras”, diz o analista, referindo-se à carteira focada em dividendos da Empiricus.
O Citi também manteve a recomendação de compra para os ADRs (American Depositary Receipts), os papéis da Vale negociados em Nova York. O preço-alvo é de US$ 12, o que representa potencial de valorização de 25,9% em relação ao último fechamento.
Na mesma linha, o Goldman Sachs seguiu com a indicação de compra para a Vale, com preço-alvo inalterado de US$ 15,50 para os ADRs da mineradora.
O Safra se juntou ao grupo e manteve a recomendação de compra para as ações VALE3, com preço-alvo de R$ 68.
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