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Analistas ponderam sobre a consistência do rali diante da megaobra chinesa e mantêm cautela para o setor de mineração e siderurgia no Brasil
A notícia do início da construção daquela que deve ser a maior barragem hidrelétrica do mundo, no Tibete, gerou um mini-rali nos preços do minério de ferro e do aço.
O mercado interpretou o anúncio como um sinal de estímulo econômico, visto que o projeto tem um investimento estimado em pelo menos US$ 167 bilhões.
O setor de metais e mineração teve um desempenho superior logo após o anúncio, baseado no potencial impulso do consumo de aço. CSN Mineração (CMIN3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) foram os destaques do pregão de segunda-feira (22).
Nesta terça (22), Usiminas registra o maior salto, com alta de 7,23%, seguida por Vale (VALE3), que sobe 2,89%.
No entanto, analistas do BTG Pactual recomendam cautela ao perseguir esse rali incipiente. Para eles, a notícia é mais especulativa e deve resultar em um aumento limitado de demanda.
Apesar da magnitude do projeto no Tibete, que terá uma capacidade instalada de 60 GW – quase três vezes a da Usina de Três Gargantas, que atualmente é a maior hidrelétrica do mundo e também pertence à China –, seu impacto real na demanda de aço é limitado.
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Assumindo uma intensidade de aço similar à do projeto das Três Gargantas, a nova barragem poderia exigir entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de toneladas de aço no total, ou cerca de 140 mil a 190 mil toneladas por ano na próxima década.
Este volume representaria menos de 0,5% da produção total anual de aço bruto da China.
Isso significa que, embora o projeto possa trazer transbordamentos positivos para a economia chinesa, os analistas não acreditam que ele altere a sobrecapacidade estrutural mais ampla no setor siderúrgico, um problema persistente que deve continuar a pesar sobre os preços do minério de ferro e do aço.
O ceticismo persiste em relação aos fundamentos. O rali recente tem sido impulsionado mais por fluxos especulativos do que por uma melhoria nos fundamentos, segundo o relatório do BTG.
A intenção do governo chinês de cortar o excesso de capacidade de aço é apenas uma fração da sobrecapacidade estrutural (estimada entre 200 milhões e 300 milhões de toneladas), e historicamente, tais anúncios nem sempre se concretizam.
Além disso, os analistas apontam que qualquer apoio macroeconômico na China provavelmente se concentrará no consumo das famílias, e não em setores intensivos em aço.
Para as empresas brasileiras, a perspectiva é de cautela.
O BTG continua a ver a Vale como uma empresa bem gerida e competitiva, mas operando em um ambiente macro difícil. Os preços do minério de ferro, na visão dos analistas, devem eventualmente cair para menos de US$ 90 a tonelada, pressionando naturalmente o desempenho das ações.
No setor siderúrgico, a sobrecapacidade global é um problema, e a postura pessimista em relação às siderúrgicas brasileiras permanece inalterada. A Gerdau continua a ser uma exceção notável devido à sua forte exposição ao mercado dos EUA.
Os analistas do BTG, inclusive, mantêm uma visão pessimista para outras gigantes do setor, como a Usiminas e a CSN. A projeção é de valorização das ações da Gerdau e de queda das ações de Usiminas e CSN.
“No geral, embora reconheçamos os potenciais impactos de curto prazo sobre o setor, ainda não temos convicção de uma recuperação significativa ou sustentada, visto que os fundamentos gerais permanecem sob pressão”, diz o relatório.
| Empresa (ticker) | Recomendação BTG | Preço atual | Preço-alvo |
|---|---|---|---|
| Vale (VALE3) | Neutro | R$ 57,67 | R$ 65,00 |
| CSN (CSNA3) | Neutro | R$ 8,50 | R$ 10,00 |
| CSN Mineração (CMIN3) | Neutro | R$ 5,36 | R$ 6,50 |
| Gerdau (GGBR4) | Compra | R$ 16,97 | R$ 20,00 |
| Usiminas (USIM5) | Neutro | R$ 4,30 | R$ 7,00 |
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