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No resultado ajustado, a empresa reportou lucro líquido de R$ 1,8 milhão e enxerga isso como uma consolidação da estratégia de se blindar do cenário macro
Sob a Selic de 15% ao ano, o Magazine Luiza (MGLU3) corre para se tornar um negócio à prova de juros, mas ainda sentiu o peso da taxa básica no maior patamar em mais de uma década nos resultados do segundo trimestre de 2025.
A varejista reportou um prejuízo líquido de R$ 24,4 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o lucro de R$ 23,6 milhões no mesmo período de 2024. A cifra veio pior que as projeções de mercado compiladas pela Bloomberg, que apontavam para um lucro de R$ 13 milhões.
Em termos ajustados, excluindo efeitos não recorrentes, a varejista teve lucro de R$ 1,8 milhão, queda de 95,3% na base anual.
Ao Seu Dinheiro, Lucas Ozorio, diretor de Relações com Investidores da varejista, explicou que o principal vilão dos resultados foi justamente a Selic, que saltou de 10% no segundo trimestre de 2024 para 15% no mesmo período este ano.
Apesar disso, para ele, o Magalu já é um negócio à prova de juros. “Tanto que esse é mais um trimestre consecutivo de lucro líquido [ajustado] mesmo com a taxa básica saltando nessa dimensão. Se fosse no passado, nós jamais teríamos conseguido isso. O que vivemos hoje é a consolidação do nosso ecossistema”, disse.
Além disso, o Magazine Luiza segue priorizando a rentabilidade sobre o volume de vendas, como forma de lutar contra a maré da Selic nas alturas.
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A varejista encerrou o primeiro semestre com prejuízo de R$ 11,6 milhões, frente ao lucro de R$ 51,5 milhões nos seis primeiros meses de 2024. Na base ajustada, o Magalu teve lucro de R$ 13 milhões, quase 81% a menos do que no espaço entre janeiro e junho de 2024.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 4,9% ano a ano, para R$ 687,1 milhões ao final de junho de 2025, também abaixo dos R$ 742 milhões esperados pelo mercado, de acordo com o consenso da Bloomberg.
Já a receita líquida cresceu 1,4%, para R$ 9,134 bilhões, com margem de 30,5% — queda de 0,2 ponto percentual (p.p) frente ao segundo trimestre de 2024. A expectativa medida pela Bloomberg era de R$ 9,318 bilhões.
A geração de caixa operacional foi de R$ 596,9 milhões no trimestre, versus R$ 370,9 milhões no intervalo entre abril e junho do ano passado.
Ozorio afirmou que esse resultado é uma prova de que a companhia vem “fazendo o dever de casa”. “A contínua evolução do ecossistema, que é o que está sob nosso controle, estamos fazendo muito bem”, disse em entrevista.
As vendas totais somaram R$ 15,291 bilhões no trimestre, com queda de 2,1% no desempenho do e-commerce total, que correspondeu a R$ 10,5 bilhões do montante. A vilã, nesse caso, foi a baixa de 6,4% nas vendas no marketplace (3P), para R$ 4 bilhões.
Nesse segmento, o Magalu atua apenas como intermediário da venda, sem fazer a compra ou estoque do produto — o que geralmente é mais barato, mas tem margem menor. O Mercado Livre é quem domina esse tipo de operação no Brasil e tem sofrido na concorrência de preços com players como a Shopee.
Assim, segundo Ozorio, a queda faz parte da estratégia do Magazine Luiza de priorizar produtos com ticket médio mais alto, acima de R$ 1.000,00, com os quais a varejista pode ter maior ganho de margem e sofrer menos com a concorrência estrangeira.
“Essa decisão estratégica de priorizar categorias de maior valor agregado foi fundamental e reafirmou o nosso compromisso com a expansão da rentabilidade”, disse ao Seu Dinheiro.
Por outro lado, a companhia reverteu a sequência de retrações no e-commerce (1P), com alta de 0,8% neste segundo trimestre, para R$ 6,5 bilhões.
Ainda assim o e-commerce seguiu como principal motor do Magazine Luiza. O crescimento de vendas totais em lojas físicas foi de 3%, para R$ 4,7 bilhões. Já o aumento de vendas mesmas lojas (SSS), indicador importante para o varejo, já que mostra a capacidade da empresa de gerar receita em sua base de lojas existente, foi de 3,5%, com uma base de comparação forte no ano passado, quando essa linha viu uma alta de 15,6%.
Dentro do ecossistema da varejista, a Luizacred foi destaque ao reportar um lucro líquido de R$ 102 milhões no trimestre, com rentabilidade (ROE) anualizada de 19,5%, impulsionada por uma melhora nos indicadores de inadimplência ano a ano.
A carteira de crédito com atrasos entre 15 e 90 dias representou apenas 2,7% do total em junho de 2025, uma redução de 0,3 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior. Para atrasos acima de 90 dias, a taxa de inadimplência foi de 8,4%, uma melhora de 0,8 ponto percentual em relação a junho de 2024.
O MagaluAds, serviço de anúncios do Magazine Luiza, teve aumento de 66% nas receitas em relação ao mesmo período do ano anterior, com avanço do ticket médio por anunciante — o que significa que os mesmos clientes estão pagando mais para aparecer em anúncios da plataforma.
O Magalu Cloud, serviço de armazenamento em nuvem da companhia, expandiu a base de clientes em 40%, para mil.
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