El Niño pode ‘secar’ uma ação na bolsa — e turbinar outra: Safra revela vencedores e perdedores na B3
Para analistas, fenômeno climático deixa de ser só risco para o agro e passa a redesenhar a as apostas no setor de logística na B3

Quando o investidor ouve falar em El Niño, o pensamento costuma voar direto para as lavouras de soja ou para o preço do milho. Afinal, se o clima não ajuda, a safra sofre. Mas, para o Safra, o estrago — e a oportunidade — pode ir muito além do agronegócio ou da porta da fazenda.
O banco acendeu um alerta amarelo para os corredores logísticos do país. Segundo os analistas, o fenômeno climático deve redesenhar o mapa do transporte de carga no Brasil no fim de 2026.
A expectativa dos analistas é de um jogo de vencedores e perdedores na B3 neste ano.
De um lado, empresas que dependem do nível dos rios podem ver a operação “secar” os resultados. De outro, operadores ferroviários podem capturar o fluxo desviado e transformar um evento climático adverso em ganho de volume e receita.
El Niño vira variável de mercado em 2026
A preocupação ganhou força com a atualização mais recente do Climate Prediction Center (CPC).
Segundo o CPC, as chances de um El Niño de intensidade moderada a muito forte entre setembro e dezembro de 2026 subiram para algo entre 87% e 89%.
Leia Também
Mais preocupante ainda é o avanço da categoria "muito forte", que agora tem 33% de chance de se concretizar no último trimestre do ano.
Para o Safra, isso deixa de ser apenas um dado meteorológico e passa a funcionar como um verdadeiro “vetor microeconômico” — capaz de influenciar diretamente volumes transportados, custos operacionais e margens das companhias de logística.
Uma ação no olho do furacão (ou da seca)
Na leitura do Safra, se o cenário climático se confirmar, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) aparece como a empresa mais exposta — e mais vulnerável. A tese é que, sem água suficiente, não há transporte hidroviário eficiente.
Os sinais já começaram a aparecer. Em maio de 2026, os níveis dos rios do Norte estavam entre 4% e 7% abaixo da média histórica. E o histórico joga contra: episódios de El Niño mais intensos costumam reduzir a profundidade desses rios em mais de 30%.
Isso coloca em risco justamente o período mais relevante para o escoamento da safra.
“Com rios já operando abaixo da média e maior probabilidade de um evento climático mais severo no segundo semestre, cresce a chance de restrições de navegabilidade justamente em um período relevante para o escoamento da safra”, afirma o Safra.
Na prática, isso significa uma combinação delicada, com menor capacidade de transporte, custos mais altos e perda de previsibilidade operacional.
Diante desse cenário, o Safra mantém uma postura cautelosa para a ação da Hidrovias do Brasil, com recomendação neutra.
Para os analistas, a "assimetria é limitada" diante do risco de interrupções prolongadas que podem golpear o volume transportado e os custos da empresa.
“Para uma empresa cuja eficiência depende diretamente da navegabilidade dos corredores do Norte, a deterioração do ambiente climático tende a pesar mais sobre a percepção de risco dos investidores”, dizem os analistas.
Nas projeções do Safra, se esse cenário se confirmar, a Hidrovias do Brasil poderá enfrentar limitações operacionais até o fim de 2026.
Isso significa não apenas risco de menor fluidez logística, mas também potencial impacto sobre volumes transportados, previsibilidade de receita e custos operacionais.
Ação da Rumo (RAIL3) como porto seguro
Se a seca pode travar uma rota, ela inevitavelmente fortalece outra. É exatamente esse o ponto que sustenta a tese positiva do Safra para a Rumo (RAIL3).
Segundo os analistas, quando os corredores do Arco Norte perdem competitividade por restrições de navegabilidade, o fluxo de grãos tende a migrar para os portos do Arco Sul.
Esse redirecionamento, na visão do Safra, beneficia diretamente a malha ferroviária da Rumo.
“Em períodos de restrição nos corredores do Norte, parte relevante das exportações é redirecionada para o Sul”, destaca o Safra.
Esse movimento cria um ambiente de maior demanda pelos ativos logísticos da empresa, em um momento em que a capacidade alternativa já é naturalmente mais limitada.
Por isso, a expectativa dos analistas é que a Rumo tenha um quarto trimestre de 2026 marcado pelo crescimento adicional de volumes — e potencial melhora de preços.
APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR