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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

BOLSA NA SEMANA

Petz (PETZ3) zera as perdas do ano enquanto CVC (CVCB3) despenca quase 15% — veja o que foi destaque na bolsa na semana

Ibovespa teve uma sequência de seis quedas com a disparada do dólar em meio às incertezas sobre os juros nos EUA

Liliane de Lima
20 de abril de 2024
12:50 - atualizado às 14:37
NÃO USAR ibovespa mercado CVC

A semana foi mais uma daquelas agitada no mercado financeiro, com os holofotes no conflito do Oriente Médio e a trajetória dos juros nos Estados Unidos. O Ibovespa acompanhou a volatilidade dos mercados e o fraco desempenho dos índices de Wall Street na semana — mas sem deixar de repercutir o cenário doméstico.

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Com a agenda mais escassa de dados econômicos — apenas com o IBC-BR, considerado a prévia do PIB, que avançou acima do esperado em fevereiro , os destaques da semana ficaram por conta do cenário corporativo.

Petz confirmou a fusão com a Cobasi e em reação, PETZ3 avançou mais de 50% durante o pregão. Além disso, os credores da Oi aprovaram na madrugada o plano de recuperação judicial da companhia. 

Na última sessão da Ibovespa, reacendeu a expectativa sobre o pagamento dos dividendos da Petrobras (PETR4) referentes ao quarto trimestre de 2023, com a aprovação da distribuição de até 50% dos proventos pelo conselho de administração da companhia. O tema será votado na próxima reunião da assembleia geral ordinária (AGO), no próximo dia 25.

Além disso, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deu novas pistas sobre a trajetória da Selic.

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Entre as declarações, RCN chamou atenção para a inflação de serviços no Brasil. “Um dos fatores que ainda não convergiram é a inflação de serviços, que segue alta porque o mercado de trabalho está apertado”, disse ele, acrescentando que “de forma geral, a inflação está em linha com o que esperamos”.

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Com novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio — com impactos no petróleo e no dólar — e a inflação persistente nos Estados Unidos, o dirigente do BC brasileiro afirmou que "não tem medo de fazer o que é necessário" para a convergência da inflação à meta — o que fez o mercado precificar um corte menor, de 0,25 ponto percentual, já na reunião do Copom em maio.

Outro destaque foi a mudança na meta fiscal de 2025.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou na segunda-feira (15) que o governo definiu a meta do ano que vem como déficit primário zero, assim como o alvo de 2024. Até então, a equipe econômica afirmava buscar um superávit primário de 0,5% do PIB no ano que vem.

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Por fim, o Ibovespa acumulou queda de 0,65%, acumulado nos cinco pregões da semana, e encerrou aos 125.124,30 pontos.

Já o dólar comercial avançou 1,53% e fechou o última sessão a R$ 5,1994.

Confira a seguir as maiores altas e quedas do Ibovespa entre 15 e 19 de abril:

Sobe do Ibovespa

Na ponta positiva, a Petz (PETZ3) liderou os ganhos com o anúncio de um acordo para a união dos negócios com a rede de pet shop Cobasi. Cada uma terá 50% de participação na empresa combinada.

A "fusão animal" formará uma rede de 483 lojas, com faturamento de aproximadamente R$ 6,9 bilhões e um Ebitda (indicador que o mercado usa para medir a capacidade de geração de caixa) ajustado de R$ 464 milhões.

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A Petrobras (PETR4) avançou com a perspectiva de "volta atrás" da decisão sobre o congelamento dos dividendos referentes ao quarto trimestre de 2023.

Poucas horas após o término do pregão da sexta-feira (19), a estatal anunciou a aprovação do pagamento de proventos pelo conselho de administração (CA) da companhia.

Já as ações da BRF (BRFS3) subiram quase 5% após o JP Morgan atualizar sua visão sobre o frigorífico.

Para os analistas, os papéis da dona da Sadia e da Perdigão estão baratos e podem subir ainda mais na bolsa brasileira. 

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Os analistas elevaram a recomendação para as ações BRFS3 para “overweight” — equivalente a “compra” —, com preço-alvo de R$ 20 para o fim de 2024, implicando em um potencial de valorização de 23% em relação ao último fechamento.

Confira as dez maiores altas da semana:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
PETZ3Petz ONR$ 4,8031,15%
PETR3Petrobras ONR$ 42,726,00%
BRFS3BRF ONR$ 17,054,92%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,304,54%
SBSP3Sabesp ONR$ 84,494,50%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 10,984,47%
PETR4Petrobras PNR$ 40,534,08%
GGBR4Gerdau PNR$ 19,223,39%
VALE3Vale ONR$ 63,362,81%
BRAP4Bradespar PNR$ 21,192,71%

LEIA MAIS: Crises geopolíticas, guerra no Oriente Médio, juros altos ao redor do mundo, Risco Brasil “dando as caras”... como proteger os seus investimentos? 

Desce da bolsa

Com o avanço do dólar — que chegou a bater R$ 5,25 ao longo da semana — , as ações da CVC (CVCB3) sofreram com uma forte pressão vendedora e caíram por dez pregões consecutivos no Ibovespa.

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A segunda maior queda do Ibovespa foi a da Azul (AZUL4), também pela valorização da moeda norte-americana. Isso porque a maior parte dos custos dessas empresas é atrelado ao dólar.

Além disso, a companhia aérea foi penalizada pela forte volatilidade do petróleo, referência para o custo do querosene de aviação.

Confira as maiores quedas da semana no Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVARSEM
CVCB3CVC ONR$ 1,92-14,29%
AZUL4Azul PNR$ 9,94-10,93%
COGN3Cogna ONR$ 1,97-10,05%
BHIA3Casas Bahia ONR$ 6,22-9,33%
VAMO3Vamos ONR$ 7,39-8,77%
CYRE3Cyrela ONR$ 20,89-8,05%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 1,54-7,23%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,60-7,22%
LWSA3LWSA ONR$ 4,87-6,53%
BRKM5Braskem PNR$ 22,30-6,18%
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