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Liliane de Lima

É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.

DESTAQUE DA BOLSA

Oi (OIBR3) deixa de ser ‘penny stock’ (por enquanto) com disparada de mais de 40% das ações na B3 

A companhia acumula alta de quase 76% apenas nesta semana; o novo plano de recuperação judicial é um dos motivos

Liliane de Lima
8 de fevereiro de 2024
12:34 - atualizado às 12:35
Logo da Oi em verde, com gráfico de alta de ações ao fundo nas cores verde e vermelho
Imagem: Wikimedia Commons/Montagem Seu Dinheiro

A expectativa de dias melhores para os acionistas da Oi (OIBR3) viraram realidade — ainda que por um breve período de tempo. Enquanto o principal índice da bolsa brasileira amarga perdas nesta quinta-feira (8), os papéis da companhia de telefonia renovam máximas intraday. 

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Por volta de 11h (horário de Brasília), as ações OIBR3 ultrapassaram a cotação de R$ 1,00 na B3 pela primeira vez desde o fechamento do dia 10 de agosto de 2023. Cerca de uma hora depois, os papéis registravam alta de 41,86%, a R$ 1,22. 

A repentina recuperação das ações da companhia de telefonia na B3 tem ao menos uma explicação: o anúncio de um novo plano de recuperação judicial na última terça-feira (6), na segunda reestruturação de dívidas na história da Oi. 

Isso é o que defende a empresa. “Pode ter contribuído para tais oscilações possíveis expectativas dos investidores com relação à nova versão do plano de recuperação judicial apresentada [...] em 06 de fevereiro”, afirma a Oi em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) hoje. 

O blow out, que é uma apresentação detalhada de informações discutidas com credores, também tem sua parcela de apoio à forte valorização recente.

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Na semana, as ações da Oi acumulam ganhos de quase 76%. No ano, o avanço é de cerca de 67%, mesmo com a alta volatilidade dos papéis. Siga os mercados.

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Oi: O novo plano de recuperação judicial 

O novo plano, apresentado nesta semana, prevê um novo financiamento de US$ 650 milhões — o que equivale a cerca de R$ 3,2 bilhões no câmbio atual — e a venda de ativos avaliados em mais de R$ 15 bilhões.

Entre os produtos que foram colocados na prateleira estão a operação de banda larga (Oi Fibra), a participação na V.tal e imóveis. 

Com isso, há a expectativa de que a redução total da dívida financeira chegue à casa de 75%.

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O atraso para a conclusão do plano se deve à complexidade da negociação e à dificuldade de acordo entre a empresa e seus credores — que até agora não teve uma conclusão. 

Segundo a Oi, o novo plano não deve comprometer a operação e a expansão de seus negócios no segmento de fibra óptica, principal produto da companhia.

Vale lembrar que a primeira versão do plano foi apresentada em maio do ano passado, e a empresa esperava assinar até julho um Acordo de Apoio à Reestruturação (RSA, na sigla em inglês) com os credores, o que não aconteceu. O RSA tem a função de angariar o apoio necessário para a aprovação do plano. 

O Grupo Oi entrou em recuperação judicial pela segunda vez em março de 2023, com dívidas de R$ 44,3 bilhões. O processo inclui as subsidiárias, como Portugal Telecom International Finance B.V e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A, e corre na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

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*Com informações de Estadão Conteúdo

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