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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa é embalado por balanços e fecha em alta, enquanto dólar tem leve queda; Suzano (SUZB3) despenca 12%

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7 de maio de 2024
17:24 - atualizado às 14:36

RESUMO DO DIA: Na véspera da decisão do Copom, a política monetária ficou em segundo plano em dia de repercussão de balanços trimestrais e poucas notícias nos mercados internacionais.

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O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,58%, aos 129.210 pontos. Já o dólar à vista fechou a R$ 5,0673, com leve queda de 0,13%.

Por aqui, os investidores não puderam se queixar de um dia morno no mercado acionário. Vamos (VAMO3), Rede D'Or (RDOR3) e Vivara (VIVA3) figuraram como as maiores altas do Ibovespa em reação aos números dos balanços do primeiro trimestre e ofuscaram os resultados do Itaú (ITUB4).

Mas outras companhias também dividiram as atenções: Suzano (SUZB3) caiu mais de 12% com rumores de aquisição da International Paper na antevéspera dos resultados do período entre janeiro e março.

Vale (VALE3) vivenciou um 'morde-assopra' com o pedido de cobrança de quase R$ 80 bilhões no processo do desastre de Mariana (MG) ao mesmo tempo que um banco gringo elevou a recomendação das ações da mineradora. 

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Apesar do dia agitado no cenário corporativo, os investidores continuaram a acompanhar os impactos da crise climática no Rio Grande do Sul e as articulações do governo para mitigar as consequências das enchentes.

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Amanhã (8), o Copom divulga a decisão de política monetária. A expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, reduzindo a Selic de 10,75% a 10,50% ao ano. As chances de corte de 0,50 ponto percentual não são descartadas pelo mercado.  

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (7): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, as ações da Vamos (VAMO3) lideraram os ganhos do Ibovespa desde a abertura das negociações, em reação aos números do primeiro trimestre divulgados ontem (6).

A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 183 milhões no primeiro trimestre de 2024, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2023. A empresa atribui o resultado principalmente ao segmento de locação.

Rede D'Or (RDOR3) e Vivara (VIVA3) também subiram na esteira dos resultados do período entre janeiro e março.

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
VAMO3Vamos ONR$ 8,2112,77%
RDOR3Rede D'Or ONR$ 29,759,33%
BRFS3BRF ONR$ 16,934,64%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,044,12%
VIVA3Vivara ONR$ 24,014,07%

Na ponta negativa, Suzano (SUZB3) liderou as perdas com reação dos investidores aos rumores de que a companhia brasileira fez uma proposta de aquisição da International Paper (IP) por US$ 15 bilhões. Na avaliação do mercado, a compra reduziria o ritmo de desalavancagem da fabricante de celulose.

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
SUZB3Suzano ONR$ 52,18-12,27%
IRBR3IRB Brasil ONR$ 39,28-8,63%
TIMS3Tim ONR$ 17,41-6,15%
CVCB3CVC ONR$ 2,32-2,11%
GGBR4Gerdau PNR$ 19,27-1,88%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa fechou com alta de 0,58%, aos 129.210,48 pontos.

O principal índice da bolsa brasileira sustentou o tom positivo desde o início do pregão, com apoio de Nova York e a repercussão de balanços corporativos.

A Vale (VALE3) avançou após o UBS elevar a recomendação de neutra para compra, mesmo após a AGU pedir o bloqueio e proibição da distribuição dos lucros da mineradora, da Samarco e da BHP no processo sobre o desastre de Mariana (MG).

No cenário corporativo, Suzano (SUZB3) liderou as perdas após rumores de que a companhia propôs a aquisição da International Paper por US$ 15 bilhões.

Vamos (VAMO3) e Rede D'Or (RDOR3) disputaram a ponta positiva em reação aos balanços trimestrais. Vivara (VIVA3) também figurou entre as maiores altas do Ibovespa na repercussão dos resultados do primeiro trimestre.

Hoje também foi o primeiro dia de reunião do Copom. O colegiado divulga amanhã (8) a decisão de política monetária.

A expectativa é de que o BC reduz a Selic em 0,25 ponto percentual, de 10,75% para 10,50%. Contudo, o mercado está dividido com a possibilidade de corte de 0,50 ponto percentual.

Por fim, os investidores seguiram monitorando os desdobramentos da crise climática no Rio Grande do Sul e a articulação do governo para o enfrentamento da situação.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York terminaram o pregão majoritariamente em tom positivo, em dia morno com a ausência de indicadores econômicos e falas de dirigentes do Federal Reserve.

O índice Dow Jones registrou a maior sequência de altas desde dezembro.

Confira como fecharam os índices de Nova York:

  • Dow Jones: +0,08%, aos 38.884,26 pontos;
  • S&P 500: +0,13%, aos 5.187,70 pontos;
  • Nasdaq: -0,10%, aos 16.332,56 pontos.
FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar terminou a R$ 5,0673, com queda de 0,13%, no mercado à vista.

A moeda norte-americana ganhou força com o recuo do petróleo e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed).

O presidente da unidade do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas caso a inflação, o crescimento econômico e o mercado de trabalho continuem fortes, em entrevista à Bloomberg TV.

Ainda que Kashkari não tenha direito ao voto nas decisões do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês e equivalente ao Copom brasileiro), as declarações do dirigente costumam ser acompanhadas pelo mercado, já que ele é considerado um porta-voz da ala hawkish do Fed.

SUZANO (SUZB3) LIDERA PERDAS

Com os investidores ponderando o possível aumento do endividamento da companhia, as ações da Suzano (SUZB3) lideram as perdas do Ibovespa com queda superior a 12%.

A cautela deve-se a rumores de que a Suzano propôs a aquisição da International Paper (IP) por US$ 15 bilhões.

Apenas no pregão desta terça-feira (7), a companhia de celulose perdeu R$ 10 bilhões em valor de mercado e a menor cotação da ação, de R$ 52,05, desde fevereiro. Além disso, o volume financeiro médio superou os R$ 2,451 bilhões, a maior cifra em um intervalo de cinco anos.

SUZB3 cai 12,91%, a R$ 51,80.

FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo terminou o dia no tom negativo, com foco no conflito no Oriente Médio após a invasão de tropas israelenses em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. O fortalecimento do dólar também pressionou a commodity.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent com vencimento para julho fecharam com baixa de 0,20%, a US$ 83,16 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).

Já os contratos futuros do petróleo WTI com vencimento para junho encerraram as negociações com queda de 0,13%, a US$ 78,38 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

REAÇÃO AO BALANÇO: VIVARA (VIVA3)

Entre as maiores altas do Ibovespa, Vivara (VIVA3) sobe 5,11%, a R$ 24,25.

Os papéis da companhia repercutem os números do primeiro trimestre de 2024. A Vivara registrou lucro líquido de R$ 35,809 milhões entre janeiro e março, queda de 7,2% ante o mesmo período de 2023.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 57,247 milhões, queda de 1,4% em um ano. O ajuste foi feito pela despesa de aluguel dos contratos classificados pelo IFRS/16, bem como por efeitos não recorrentes.

Na avaliação da XP, os resultados foram fracos, mas ligeiramente melhor do que as estimativas. Para os analistas, a empresa teve "um sólido desempenho na receita ofuscado por margens pressionadas".

VAMOS (VAMO3) COLOCA O “PÉ NA ESTRADA” E DISPARA NA B3 APÓS BALANÇO. É HORA COMPRAR AS AÇÕES?

A Vamos (VAMO3) colocou o “pé na estrada” da B3 nesta terça-feira (7). As ações da empresa de aluguel de máquinas e caminhões dispararam no pregão, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com o balanço do primeiro trimestre de 2024.

Na avaliação do BTG Pactual, a empresa do grupo Simpar registrou resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre, reflexo do desempenho do segmento de locação e melhores margens das concessionárias. 

Para o banco, após um ano difícil, a ação da Vamos (VAMO3) está barata e é hora de colocar na carteira. Os analistas fixaram o preço-alvo de R$ 20 para os próximos 12 meses — um potencial de valorização de 174% em relação ao último fechamento.

Os papéis subiram 12,91% na bolsa brasileira, negociados a R$ 8,22. No ano, as ações acumulam desvalorização de 18,4%. A empresa vale hoje pouco mais de R$ 9 bilhões na B3.

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REAÇÃO AO BALANÇO: REDE D’OR (RDOR3)

As ações da Rede D'Or (RDOR3) são a segunda maior alta do Ibovespa desde o início do pregão, com reação aos números do balanço. RDOR3 sobe 9,52%, a R$ 29,80.

A companhia de saúde Luiz encerrou o primeiro trimestre de 2024 com lucro líquido de R$ 840,3 milhões. O número considera a incorporação da SulAmérica, concluída em dezembro de 2022. O resultado representa uma alta de 176% ante o mesmo período de 2023.

Já o lucro líquido ajustado, com a exclusão do efeito contábil da amortização do valor das carteiras assumidas em combinações de negócios com a SulAmérica, somou R$ 892,9 milhões no período entre janeiro e março, avanço de 138,8%.

DÓLAR ZERA PERDAS

O dólar zerou as perdas do dia e opera com leve alta após declarações do presidente da unidade do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari.

O dirigente afirmou que o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas caso a inflação, o crescimento econômico e o mercado de trabalho continuem fortes, em entrevista à Bloomberg TV.

Ainda que Kashkari não tenha direito ao voto nas decisões do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês e equivalente ao Copom brasileiro), as declarações do dirigente costumam ser acompanhadas pelo mercado, já que ele é considerado um porta-voz da ala hawkish do Fed.

O dólar à vista sobe 0,02%, a R$ 5,0753.

Já a moeda norte-americana na comparação com uma cesta de seis divisas globais, o indicador DXY sobe 0,36%.

UBS BB: CHEGOU A HORA DE COMPRAR VALE (VALE3)

Depois da tempestade sempre vem a bonança — para os acionistas. As ações da Vale (VALE3) amargam uma queda de 12% no ano, mas, segundo o UBS BB, o sol começa a aparecer entre as nuvens para a mineradora. 

Por isso, o banco suíço elevou a recomendação da Vale de neutra para compra e subiu o preço-alvo do American Depositary Receipt (ADR) de US$ 13 para US$ 15 —- o que representa um potencial de valorização de 19,14% sobre o fechamento de segunda-feira (6).

 "Acreditamos que o risco-recompensa geral para Vale melhorou [após a ação acumular queda de 28% desde o início de 2023], com o desempenho operacional forte até abril e algumas das principais preocupações envolvendo ESG prestes a se moderar", disse o UBS em relatório. 

O banco destaca ainda que a Vale teve uma performance inferior em relação a pares como Rio Tinto (-25%) e Fortescue Metals (-45%) desde o início de 2023.

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SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Na ponta positiva, Vamos (VAMO3) opera em alta superior a 13% e lidera os ganhos do Ibovespa em reação aos números do balanço do primeiro trimestre.

Rede D'Or (RDOR3) e Vivara (VIVA3) também sobem na esteira dos resultados do período entre janeiro e março.

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
VAMO3Vamos ONR$ 8,2813,74%
RDOR3Rede D'Or ONR$ 29,779,41%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,105,67%
VIVA3Vivara ONR$ 24,315,37%
BRFS3BRF ONR$ 16,783,71%

Na ponta negativa, Suzano (SUZB3) lidera as perdas com queda de quase 12%, com reação dos investidores aos rumores de que a companhia brasileira fez uma proposta de aquisição da International Paper (IP) por US$ 15 bilhões. Na avaliação do mercado, a compra reduziria o ritmo de desalavancagem da fabricante de celulose.

IRB Re (IRBR3) recua com os investidores precificando os impactos da crise climática do Rio Grande do Sul nas receitas da resseguradora.

Confira as maiores quedas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
SUZB3Suzano ONR$ 52,70-11,40%
IRBR3IRB Brasil ONR$ 40,11-6,70%
TIMS3Tim ONR$ 17,66-4,80%
CVCB3CVC ONR$ 2,30-2,95%
PCAR3GPA ONR$ 3,41-2,01%
A JUSTIÇA BATE NA PORTA E VALE (VALE3), SAMARCO E BHP DEVEM PAGAR QUASE R$ 80 BILHÕES EM 15 DIAS

A Advocacia-Geral da União (AGU) bateu na porta de Vale (VALE3), Samarco e BHP via Justiça Federal de Belo Horizonte com um pedido de cumprimento provisório de sentença para obrigar as três empresas a pagar R$ 79,6 bilhões em até 15 dias por conta da ação relativa ao desastre de Mariana.

A cobrança chega alguns dias após a União rejeitar a proposta de R$ 127 bilhões apresentada pelas mineradoras no âmbito de processo de mediação que corre no Tribunal Regional Federal para concluir as reparações pelo desastre.

Caso Vale, Samarco e BHP não cumpram o prazo do depósito em juízo, a Justiça deve determinar o bloqueio de ativos financeiros das empresas. 

  • Os balanços do 1T24 já estão sendo publicados: receba em primeira mão a análise dos profissionais da Empiricus Research e saiba quais ações comprar neste momento. É totalmente gratuito – basta clicar aqui.

Se ainda assim a medida for insuficiente, as restrições se estendem a bloqueio de bens imóveis, da distribuição de lucros e dividendos a acionistas e penhora de 5% do faturamento, de acordo com o pedido.

Leia mais.

SABESP (SBSP3) SOBE 1%

Após a o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspender a liminar que anulou a votação da privatização da Sabesp (SBSP3) na última sexta-feira (3), as ações da companhia avançam mais de 1% no Ibovespa.

SBSP3 sobe 1,12%, a R$ 80,64.

COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa sustenta alta desde o início do pregão, com apoio das ações da Vale (VALE3), o desempenho positivo de Nova York e a repercussão de balanços corporativos.

A Vale (VALE3) avança após o UBS elevar a recomendação de neutra para compra, mesmo após a AGU pedir o bloqueio e proibição da distribuição dos lucros da mineradora, da Samarco e da BHP no processo sobre o desastre de Mariana (MG).

No cenário corporativo, Suzano (SUZB3) lidera as perdas com recuo acima de 10% após rumores de que a companhia propôs a aquisição da International Paper por US$ 15 bilhões.

Vamos (VAMO3) e Rede D'Or (RDOR3) disputam a ponta positiva, com alta de 14% e 8% respectivamente, em reação aos balanços trimestrais. Vivara (VIVA3) também figura entre as maiores altas do Ibovespa na repercussão dos resultados do primeiro trimestre.

Hoje também é o primeiro dia de reunião do Copom. O colegiado divulga amanhã (8) a decisão de política monetária.

A expectativa é de que o BC reduz a Selic em 0,25 ponto percentual, de 10,75% para 10,50%. Contudo, o mercado está dividido com a possibilidade de corte de 0,50 ponto percentual.

Por fim, os investidores seguem monitorando os desdobramentos da crise climática no Rio Grande do Sul e a articulação do governo para o enfrentamento da situação.

Confira:

  • Ibovespa: +0,87%, aos 129.577 pontos;
  • Dólar à vista: -0,15%, a R$ 5,0664;
  • DIs: os juros futuros recuam em toda a curva, acompanhando o desempenho dos Treasurys e na expectativa pelo Copom.
FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas europeias encerraram em alta acima de 1%, com apoio de resultados fortes de bancos.

Entre eles, o UBS superou as expectativas dos analistas com a inversão do prejuízo em lucro líquido após dois trimestres de perdas.

Confira o fechamento dos principais índices europeus:

  • DAX (Frankfurt): +1,45%, aos 18.438,53 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): +1,22%, aos 8.313,67pontos;
  • CAC 40 (Paris): +0,99%, aos 8.075,68 pontos;
  • Stoxx 600: +1,15%, aos 514,04 pontos.
SUZANO (SUZB3) RECUA 10% APÓS FAZER PROPOSTA BILIONÁRIA A INTERNATIONAL PAPER

A temporada de resultados é marcada pela alta volatilidade das ações, com a reação dos investidores aos números e ao que se espera da companhia em um futuro próximo. Mas a Suzano (SUZB3) não precisou dos números do balanço. 

Na antevéspera da divulgação dos resultados do primeiro trimestre, os papéis da companhia de celulose e papel renovaram a mínima intraday na B3 com recuo de mais de 12% na B3, o que resultou na perda de quase R$ 10 bilhões em valor de mercado. Os ativos terminaram o dia com baixa de 12,24%, a R$ 52,20.

Mas a forte queda deve-se a outro evento. Segundo a Reuters, a Suzano abordou a empresa norte-americana International Paper (IP) com a uma proposta de aquisição de quase US$ 15 bilhões (R$ 76,08 bilhões no câmbio atual), o que equivale a cerca de US$ 42 por ação. 

Ontem (6), as ações da International Paper encerraram as negociações em Nova York a US$ 36,92. Sendo assim, a oferta da Suzano prevê uma valorização de quase 14% dos papéis. 

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CEO DA EMBRAER (EMBR3) COMENTA POSSÍVEL PLANO DE JATO DE GRANDE PORTE PARA COMPETIR BOIENG E AIRBUS

Nos dias que antecederam a divulgação do balanço da Embraer (EMBR3), uma notícia movimentou o mercado: a de que fabricante brasileira de aeronaves estuda desenvolver um novo modelo de avião para competir com os sucessores dos dois grandes jatos que dominam o mercado atualmente: o 737 MAX, da companhia americana Boeing, e o A320, da europeia Airbus.

Como não podia ser diferente, o tema foi abordado na teleconferência de resultados da Embraer na manhã desta terça-feira (7). 

“Sempre avaliamos possíveis opções no nosso setor, mas agora nós estamos na época de colheita, então estamos nos concentrando em vender e entregar a nossa carteira de produtos atual, que é altamente competitiva”, disse o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, ao ser questionado sobre a possibilidade de a Embraer desenvolver novos jatos de corredor único (narrow body) para competir com Boeing e Airbus.

Enquanto o futuro segue em aberto, a Embraer (EMBR3) conseguiu sustentar o voo no primeiro trimestre de 2024, em um período normalmente turbulento para as fabricantes de aeronaves — e o balanço já sinaliza que a empresa deve terminar o ano “nas alturas”, segundo o CEO.

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GIRO DO MERCADO

ITAÚ (ITUB4) LUCRA R$9,8 BILHÕES NO 1T24 | MERCADOS OTIMISTAS APÓS DADOS DOS EUA

O Itaú (ITUB4) registrou lucro recorrente gerencial de R$9,8 bilhões, alta de 15,8% ante o mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (6).

O analista Júlio Borba, da Benndorf Research, comenta o resultado do banco e revela suas perspectivas para o futuro do Itaú.

Os mercados digerem os balanços de uma série de empresas e os investidores aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de amanhã (8). Além disso, o dólar ronda a estabilidade frente ao real, em linha com o alívio externo sobre as perspectivas de afrouxamento monetário nos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, o foco estava no ritmo de redução da Selic a ser adotado pelo Banco Central.

O analista João Piccioni, fala sobre o cenário nacional e internacional e nos conta o que podemos esperar ao longo da semana.

ACOMPANHE AO VIVO:

BANRISUL E IRB SÃO OS MAIS EXPOSTOS A TRAGÉDIA NO RS

As fortes chuvas que se abateram sobre o Rio Grande do Sul nos últimos dias provocaram a morte de quase cem pessoas e deixaram mais de 200 mil desabrigados. Além disso, dezenas de pessoas seguem desaparecidas.

A maior parte das imagens vem de Porto Alegre e de cidades médias embaixo d’água, mas a situação no campo e em cidades menores é tão grave quanto.

Isolados, pequenos agricultores do Estado perderam as casas e também as plantações. As perdas são qualificadas como “sem precedentes”.

Diante da extensão do desastre humanitário provocado pela catástrofe climática, o banco JP Morgan decidiu reavaliar a exposição do setor financeiro brasileiro à tragédia.

Leia mais.

IRB (IRBR3) RECUA 6%

As ações da resseguradora IRB (IRBR3) lideram as perdas do Ibovespa. IRBR3 cai 6,12%, a R$ 40,30.

Os papéis repercutem a visão do JP Morgan de que a companhia é a empresa mais exposta no setor de seguro à crise climática no Rio Grande do Sul.

De acordo com o banco, o estado gaúcho é responsável por aproximadamente 5% dos prêmios de automóveis segurados pela Porto Seguro.

REAÇÃO AO BALANÇO: VAMOS (VAMO3)

As ações da Vamos (VAMO3) lideram os ganhos do Ibovespa desde a abertura das negociações com alta próxima a 10%. VAMO3 sobe 8,65%, a R$ 7,90.

Os papéis reagem aos números do primeiro trimestre divulgados ontem (6) depois do fechamento dos mercados.

A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 183 milhões no primeiro trimestre de 2024, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2023. A empresa atribui o resultado principalmente ao segmento de locação.

O Ebitda consolidado da empresa subiu 24,4% entre janeiro e março na comparação anual, para R$ 819,8 milhões. Já o lucro Operacional (Ebit) registrou alta de 18,3%, atingindo R$ 640,9 milhões no trimestre.

O que, na visão do BTG Pactual, ficou acima do esperado, sendo o reflexo do sólido desempenho do segmento de aluguel e melhores margens da concessionária.

ABERTURA EM NOVA YORK

As bolsas de Nova York operam em leve alta após a abertura, com os investidores aguardando novas declarações de dirigentes do Federal Reserve e monitorando o conflito no Oriente Médio.

  • S&P 500: +0,12%;
  • Dow Jones: +0,16%;
  • Nasdaq: +0,02%
SOBE E DESCE DA ABERTURA

Na ponta positiva do Ibovespa, as ações da Rede D'Or, Vamos e Vivara avançam em reação aos números do balanço do primeiro trimestre, que foram divulgados ontem (6) depois do fechamento dos mercados.

Confira as maiores altas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
RDOR3Rede D'Or ONR$ 28,785,77%
VAMO3Vamos ONR$ 7,705,77%
HAPV3Hapvida ONR$ 4,033,87%
VIVA3Vivara ONR$ 23,813,21%
AZUL4Azul PNR$ 11,263,02%

Na ponta negativa, IRB lidera as perdas na primeira hora do pregão, com os impactos da crise climática no Rio Grande do Sul.

Tim e Embraer repercutem os balanços trimestrais.

Confira as maiores quedas do Ibovespa após a abertura:

CÓDIGONOMEULTVAR
IRBR3IRB Re ONR$ 42,25-1,72%
TIMS3Tim ONR$ 18,35-1,08%
EMBR3Embraer ONR$ 34,13-0,64%
TOTS3Totvs ONR$ 27,77-0,50%
CPFE3CPFL Energia ONR$ 32,63-0,49%
ITAÚ (ITUB4) PODE DISTRIBUIR MAIS DIVIDENDOS EXTRAORDINÁRIOS, DIZ CEO

Depois de distribuir R$ 11 bilhões em dividendos extraordinários sobre o resultado de 2023, o Itaú Unibanco (ITUB4) pode usar o excesso de capital para voltar a agraciar os acionistas neste ano. A afirmação é de Milton Maluhy Filho, CEO do maior banco privado brasileiro.

O Itaú encerrou o primeiro trimestre com um índice de capital nível 1 de 13%. Esse indicador é superior aos 11,5% que o banco definiu como mínimo para operar.

"Nossa política será trabalhar com capital adequado. Não tenho meta de dividendo, mas em tendo sobra [de capital] a ideia é distribuir, sim, e fazer um novo dividendo extraordinário", afirmou Maluhy, em teleconferência com a imprensa para comentar os resultados do trimestre.

O CEO do Itaú lembrou que uma série de mudanças regulatórias nos próximos anos devem ter impacto sobre o capital. Mas disse que todas elas são "absorvíveis" nas simulações do banco.

Leia mais.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera em alta de 0,59%, aos 129.219 pontos após a abertura.

Hoje é o primeiro dia de reunião do Copom. O colegiado deve divulgar a decisão de política monetária amanhã (8) depois do fechamento dos mercados.

A expectativa é de que o BC reduz a Selic em 0,25 ponto percentual, de 10,75% para 10,50%. Contudo, o mercado está dividido com a possibilidade de corte de 0,50 ponto percentual.

Por aqui, os investidores seguem monitorando os desdobramentos da crise climática no Rio Grande do Sul e a articulação do governo para o enfrentamento da situação. Ontem (6), o governo enviou ao Congresso uma decreto para destinar recursos ao estado gaúcho — o que afastou o temor do mercado de uma PEC à la pandemia.

No cenário corporativo, Itaú e Rede D'Or são os destaques do dia, com os números do primeiro trimestre divulgados ontem (6).

ADRS DE VALE E PETROBRAS

Os recibos de ações (ADRs) das companhias brasileiras Vale e Petrobras operam em tom positivo no pré-mercado em Nova York.

  • Petrobras (PBR): +0,42%, a US$ 16,71
  • Vale (VALE): +1,45%, a US$ 12,78
MERCADO DE COMMODITIES

O mercado de commodities opera em tom negativo nesta terça-feira.

O minério de ferro encerrou as negociações com baixa de 0,06% e tonelada cotada a US$ 122,97 em Dalian, na China.

Já os contratos mais líquidos do petróleo Brent recuam 0,48%, a US$ 82,93 o barril na Intercontinental Exchange (ICE).

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

ENTRE OS NOVOS RUÍDOS NO ORIENTE MÉDIO E A AJUDA AO RIO GRANDE DO SUL

Os mercados ocidentais iniciaram o dia em alta, com os principais índices europeus e os futuros dos mercados americanos apresentando valorização, embora os últimos de forma mais moderada.

Esse aumento vem após uma sessão positiva na Ásia nesta terça-feira, impulsionada pelo otimismo contínuo de que as taxas de juros nos EUA possam ser reduzidas, com destaque para os índices do Japão e da Coreia do Sul, que se sobressaíram em uma fase de recuperação.

Na Austrália, as ações também tiveram ganhos significativos após o Banco Central adotar uma postura menos agressiva do que o esperado, reforçando a expectativa de que não haverá mais aumentos de taxas em 2024.

No Oriente Médio, o dia também foi marcado por desenvolvimentos significativos: o Hamas aceitou uma proposta de cessar-fogo intermediada por Qatar e Egito, mas o governo israelense a rejeitou, o que reintroduziu volatilidade à região, especialmente à medida que se aproxima a possível invasão israelense de Rafah.

Além disso, dados importantes serão acompanhados, incluindo o crédito ao consumo nos EUA referente a março, as vendas no varejo do Reino Unido de abril e as encomendas industriais alemãs de março.

Até o momento, os números divulgados foram positivos, sugerindo que há margem para que os mercados internacionais mantenham o otimismo com a perspectiva de cortes nas taxas de juros já a partir de setembro.

A ver…

00:41 — O necessário apoio ao estado do Rio Grande do Sul entra no debate

No Brasil, o Ibovespa fechou o dia de ontem praticamente estável, registrando uma leve queda de 0,03%, atingindo 128.466 pontos, contrastando com o desempenho positivo das bolsas em Nova York.

No cenário local, o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará hoje sua reunião, cujas deliberações influenciarão a decisão sobre a taxa Selic a ser anunciada amanhã.

O mercado se encontra dividido: alguns ainda apostam num corte de 50 pontos-base, como sinalizado no último comunicado do Copom, enquanto outros consideram mais provável uma redução para 25 pontos, ajustando o ritmo de flexibilização monetária.

Os efeitos do recente desastre climático e humanitário no Rio Grande do Sul também serão considerados, tanto sob a perspectiva fiscal quanto pela pressão inflacionária do provável aumento nos preços dos alimentos.

A catástrofe no Rio Grande do Sul será um divisor de águas nas projeções de mercado, afetando desde a safra até o emprego e a atividade econômica em geral, não apenas localmente mas em todo o país. O primeiro impacto é na inflação: espera-se que os preços de soja, milho, leite, frutas e arroz subam.

Até este momento, estima-se que cerca de 4% da produção nacional de soja deste ano, que seria de aproximadamente 148 milhões de toneladas, foi perdida, equivalendo a 25% da safra do RS.

Problemas de abastecimento também foram relatados em algumas indústrias de outros estados, como a automobilística, que dependem de componentes fabricados no RS. Tudo isso deve adicionar pelo menos 0,10 ponto percentual ao IPCA.

Além das preocupações com a inflação, há um debate acerca do necessário apoio financeiro ao estado. Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de decreto legislativo (PDL) proposto pelo presidente Lula para acelerar a liberação de recursos destinados à recuperação dos danos causados pelas enchentes.

O PDL permite que esses recursos sejam liberados fora das regras fiscais estabelecidas, uma medida adotada pelo Ministério da Fazenda para evitar alterações na meta. Posteriormente, haverá ainda a conta da reconstrução do estado.

A imprevisibilidade dos impactos financeiros nas contas públicas traz preocupações adicionais, especialmente em um contexto fiscal já delicado. Isso reforça a expectativa de uma postura mais conservadora por parte do Banco Central na decisão de amanhã.

01:59 — A saga do acordo entre o Mercosul e a União Europeia

O acordo de comércio entre a União Europeia e o Mercosul continua em progresso, apesar de declarações desfavoráveis de figuras políticas como o presidente da França, Emmanuel Macron.

De acordo com Rupert Schlegelmilch, o negociador-chefe da UE, cerca de 95% das negociações já foram concluídas. Schlegelmilch tem se dedicado a encontros nos países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — realizando o que ele descreve como última "lição de casa".

O objetivo é ter todos os aspectos técnicos alinhados para aproveitar qualquer oportunidade política que possa surgir e assim avançar na formalização do acordo.

Apesar das aparentes incertezas, a Comissão Europeia, que é o órgão executivo da UE, mantém-se ativa nas negociações. Este órgão possui um mandato claro de todos os Estados-membros, incluindo a França, para continuar o processo.

Uma vez concluídas, as negociações deverão ser reportadas ao Parlamento Europeu e aos Estados-membros, que então emitirão suas opiniões.

Contudo, é a Comissão que conduz as negociações, aguardando-se que os Estados-membros avaliem o acordo proposto ao final do processo.

O Brasil desempenha um papel crucial nessas negociações, destacando-se como um importante produtor de commodities agrícolas e minerais, com o intuito de expandir a influência dos países emergentes no comércio mundial por meio deste acordo.

02:45 — A reta final da temporada de resultados

À medida que a temporada de lucros nos Estados Unidos se aproxima do fim, observamos que a maioria das empresas (mais de 70%) superou as expectativas de lucro.

No entanto, as perspectivas futuras são mistas. De acordo com o JPMorgan, as previsões de crescimento de lucros de dois dígitos para este ano para as empresas do S&P 500 parecem excessivamente otimistas, dado que estas empresas enfrentarão desafios associados às altas taxas de juros.

Atualmente, as projeções dos analistas indicam que os lucros do S&P 500 devem crescer 17% do primeiro ao quarto trimestre, o que exigiria um crescimento de receita significativo ou uma expansão notável.

Por outro lado, a BlackRock sustenta que os sólidos resultados financeiros deste trimestre justificam os elevados múltiplos das ações, apesar das pressões das taxas de juros e das altas expectativas.

Essa divergência de opiniões ocorre em um momento em que as bolsas de valores dos EUA registraram sua melhor recuperação em três dias desde novembro, impulsionadas pela especulação de que o Federal Reserve poderá reduzir as taxas de juros ainda este ano.

O S&P 500 aumentou 1% para fechar acima de 5.180 pontos, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos caíram dois pontos base para 4,49%.

Um detalhe técnico notável é que o S&P 500 fechou acima de sua média móvel de 50 dias, um indicativo que pode reforçar a confiança na recuperação recente do mercado e aliviar preocupações sobre futuras quedas.

Essa foi a primeira vez que o índice fechou acima dessa marca desde 12 de abril, oferecendo um alívio bem-vindo após a tumultuada decisão do Fed na semana anterior.

03:37 — A questão da imigração

As recentes revisões nas estimativas populacionais dos Estados Unidos pelo Congressional Budget Office (CBO), que incluem um aumento previsto na imigração, podem lançar luz sobre a inesperada resiliência econômica observada em 2023.

Se essas projeções do CBO se confirmarem, poderemos ver taxas de crescimento do emprego sustentavelmente mais altas do que as habitualmente esperadas.

Este fenômeno ocorre em um contexto onde, apesar das intensas discussões sobre imigração ilegal e os desafios legais recentes do estado do Texas contra as decisões da Suprema Corte dos EUA, o país continua a investir esforços significativos para atrair imigrantes qualificados, como pesquisadores e empreendedores.

Historicamente, os EUA reconheceram que uma estratégia eficaz para acelerar o crescimento econômico e a geração de riqueza é atraírem os talentos mais destacados de outras nações.

Um estudo realizado pela National Foundation for American Policy (NFAP), intitulado "Immigrant entrepreneurs and US billion-dollar companies", revela que mais da metade das startups americanas avaliadas em um bilhão de dólares ou mais foram iniciadas por imigrantes.

Além disso, cerca de 64% dessas empresas foram fundadas ou co-fundadas por imigrantes ou seus descendentes. Avaliar o impacto total da imigração é complexo, dada a diversidade de fatores culturais, políticos e sociais envolvidos.

No entanto, parece claro que, mesmo considerando esses elementos não econômicos, os benefícios econômicos trazidos pela admissão de trabalhadores imigrantes resultam em um saldo positivo para os Estados Unidos.

04:23 — Sem cessar-fogo

Ontem, o preço do petróleo Brent registrou alta à medida que as tensões no Oriente Médio se intensificaram novamente, com Israel rejeitando uma proposta de cessar-fogo para a Faixa de Gaza.

O grupo palestino Hamas havia aceitado uma proposta de trégua, mas o conselho de guerra israelense a recusou unanimemente, alegando que a proposta não atendia às exigências necessárias de Israel.

Em resposta, Israel afirmou que continuará suas operações militares em Rafah para pressionar o Hamas, mas também indicou que enviará representantes para se reunirem com mediadores na tentativa de explorar todas as possibilidades de um acordo.

Essa movimentação ocorre em um contexto no qual o Hamas ainda mantém reféns do ataque do ano passado.

Nesse mesmo dia, as Forças de Defesa de Israel anunciaram novos ataques aéreos contra alvos do Hamas na região de Rafah.

O presidente dos EUA, Joe Biden, apelou ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que evite iniciar uma ofensiva total em Rafah, destacando suas preocupações com a possibilidade de uma invasão nessa área do sul da Faixa de Gaza, onde mais de um milhão de civis se refugiam dos estragos da guerra.

Uma operação militar completa em Rafah certamente intensificaria ainda mais as tensões na região, que já experimentou períodos de estresse no último mês. A única alteração potencial na dinâmica do conflito poderia surgir de um acordo de defesa concreto entre os EUA e a Arábia Saudita.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Na véspera da decisão do Copom, os juros futuros abriram com viés de queda em toda a curva, ajustando o forte avanço da sessão anterior e acompanhando o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys.

Confira o desempenho dos DIs na abertura:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,24%10,23%
DI1F26DI Jan/2610,43%10,45%
DI1F27DI Jan/2710,76%10,77%
DI1F28DI Jan/2811,03%11,05%
DI1F29DI Jan/2911,24%11,27%
DI1F30DI Jan/3011,36%11,42%
DI1F31DI Jan/3111,45%11,48%
ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista começou o dia em alta de 0,05%, cotado a R$ 5,0767.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro começou o dia em leve alta de 0,02%, aos 129.695 pontos

RESERVAS INTERNACIONAIS DA CHINA CAEM ALÉM DO ESPERADO

As reservas internacionais da China recuaram mais do que o esperado em abril, à medida que o yuan seguiu se desvalorizando em meio a tendência de fortalecimento do dólar.

Dados publicados nesta terça-feira, 7, pela Safe, como é conhecido o órgão regulatório de câmbio da China, mostram que as reservas da segunda maior economia do mundo diminuíram 1,4% no mês passado, ou US$ 44,83 bilhões, a US$ 3,201 trilhões.

Fatores como a taxa de câmbio e mudanças nos preços de ativos contribuíram para o declínio em abril, detalhou a Safe. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor das reservas em abril, a US$ 3,230 trilhões, ante US$ 3,246 trilhões em março.

FUTUROS DE NOVA YORK SOBEM

Os futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta nesta terça-feira, a exceção do Nasdaq, que sofre ajuste após ganhos mais robustos recentemente.

Os investidores reagem também à temporada de balanços, no aguardo de novos resultados das empresas listadas em bolsa.

Confira:

  • S&P 500 futuro: +0,03%
  • Dow Jones futuro: +0,17%
  • Nasdaq futuro: -0,15%

BOLSAS DA EUROPA OPERAM EM ALTA APÓS BALANÇOS

Os principais índices da Europa amanheceram em alta nesta terça-feira.

Os balanços de grandes bancos como o UBS, UniCredit e o espanhol BBVA animaram os investidores nas primeiras horas da manhã.

Em Zurique, a ação do UBS saltava 8,4%, após o banco suíço garantir seu primeiro lucro trimestral desde que assumiu o controle do Credit Suisse.

Já a do UniCredit subia 3,3% em Milão, após o segundo maior banco italiano superar expectativas de lucro e receita.

Ainda na indústria bancária, o espanhol BBVA tinha alta de quase 2% em Madri, após o concorrente local Sabadell (-1,2%) recusar sua proposta de fusão.

Já no setor de óleo e gás, os resultados da BP decepcionaram, e a ação da petrolífera britânica apresentava leve viés de baixa em Londres.

Confira:

  • DAX (Frankfurt): +0,75%
  • CAC 40 (Paris): +0,40%
  • FTSE 100 (Londres): +1,07%
  • Euro Stoxx 600: +0,69%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM ALTA

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, após Wall Street acumular ganhos pelo terceiro pregão seguido.

Liderando os ganhos na região asiática, o índice sul-coreano Kospi voltou de um feriado com alta de 2,16% em Seul, a 2.734,36 pontos, impulsionado pelo bom desempenho de ações de chips e de transporte marítimo.

Também ao retornar de um feriado, o japonês Nikkei subiu 1,57% em Tóquio, a 38.835,10 pontos, com a ajuda de ações de corretoras e ligadas a eletrônicos.

Ontem, as bolsas de Nova York fecharam em alta generalizada pelo terceiro pregão consecutivo, com destaque para o setor de tecnologia, em boa parte animadas pela possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) comece a reduzir juros em setembro, diante de sinais de arrefecimento no mercado de trabalho americano.

Na China continental, as bolsas tiveram altas modestas hoje, também sustentadas ainda pelos últimos sinais de uma reunião do Politburo na semana passada, que enfatizou o papel dos mercados de capitais.

Em outras partes da Ásia, o Taiex subiu 0,63% em Taiwan, a 20.653,53 pontos, mas o Hang Seng ignorou o viés positivo e caiu 0,53% em Hong Kong, a 18.479,37 pontos, pressionado por ações de tecnologia e interrompendo uma sequência de dez sessões de ganhos.

Confira:

Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas:

  • Xangai: +0,22%
  • Tóquio: +1,47%
  • Hong Kong: -0,53%
  • Kospi: +2,16%
  • Taiwan: +0,63%
O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

Começou mais uma semana decisiva para os juros no Brasil. O Copom reúne-se na próxima quarta-feira (8) e é esperado um novo corte na Selic. Mas enquanto o dia não chega, os investidores acompanharam os desdobramentos da crise climática no Rio Grande do Sul e os possíveis impactos no cenário fiscal.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,03%, aos 128.465 pontos. Já o dólar terminou a R$ 5,0741, com alta de 0,08% no mercado à vista.

Além da preocupação com o estado gaúcho e a expectativa pelo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que reduziria os juros de 10,75% a 10,50% ao ano, as atenções são divididas com a temporada de balanços. O Itaú divulga os resultados do primeiro trimestre após o fechamento dos mercados.

No cenário corporativo, Braskem liderou as perdas do Ibovespa com recuo de 15% após a Adnoc desistir de comprar a fatia da Novonor na petroquímica.

Lá fora, os índices de Nova York ainda repercutiram o desaquecimento do mercado de trabalho no país. Isso leva o mercado a considerar que o início de um ciclo de corte de juros nos EUA esteja mais próximo.

Confira o que movimentou os mercados nesta segunda-feira (6).

O DILEMA DO COPOM

A última semana foi caracterizada por uma acentuada volatilidade nos mercados globais, com investidores atentos às recentes notícias econômicas vindas dos Estados Unidos, em especial aquelas ligadas ao mercado de trabalho.

A coletiva de imprensa de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, que ocorreu após a reunião de política monetária de quarta-feira, teve um papel fundamental em mitigar as preocupações.

Isso se deu especialmente depois que o índice de custo de emprego para o primeiro trimestre mostrou um aumento acima do esperado.

Durante a coletiva, Powell reduziu as expectativas de um aumento nas taxas de juros para este ano, trazendo alívio aos mercados que temiam exatamente essa possibilidade.

Leia mais.

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