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DEPOIS DA TEMPESTADE…

Oportunidade em Vale: bancão diz que risco-recompensa melhorou e que é hora de comprar as ações VALE3

O UBS BB elevou a recomendação da mineradora de neutra para compra e subiu o preço-alvo do American Depositary Receipt (ADR) de US$ 13 para US$ 15 — o que representa um potencial de valorização de 19,14% sobre o fechamento de segunda-feira (6)

Vale VALE3 na balança: compra ou venda 1t24 resultados balanço
Imagem: Freepik/Montagem: Julia Shikota.

Depois da tempestade sempre vem a bonança — para os acionistas. As ações da Vale (VALE3) amargam uma queda de 12% no ano, mas, segundo o UBS BB, o sol começa a aparecer entre as nuvens para a mineradora. 

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Por isso, o banco suíço elevou a recomendação da Vale de neutra para compra e subiu o preço-alvo do American Depositary Receipt (ADR) de US$ 13 para US$ 15 —- o que representa um potencial de valorização de 19,14% sobre o fechamento de segunda-feira (6).

 "Acreditamos que o risco-recompensa geral para Vale melhorou [após a ação acumular queda de 28% desde o início de 2023], com o desempenho operacional forte até abril e algumas das principais preocupações envolvendo ESG prestes a se moderar", disse o UBS em relatório. 

O banco destaca ainda que a Vale teve uma performance inferior em relação a pares como Rio Tinto (-25%) e Fortescue Metals (-45%) desde o início de 2023.

As ações VALE3 subiram 0,55%, cotadas a R$ 64,53 na B3. Em Nova York, os ADRS avançaram 0,79%, a US$ 12,69. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.

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 Os desastres da Vale

A melhora na recomendação da Vale vem na esteira da expectativa de que a mineradora alcance um acordo final para a Samarco, após mais de três anos de negociações. 

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"Ainda há uma incerteza significativa em torno disso após a proposta de US$ 25 bilhões (R$ 127 bilhões) ter sido rejeitada pelos governos federal e do Espírito Santo (não por Minas Gerais); no entanto, observamos que a Vale e seu parceiro expressaram o desejo de resolver isso no primeiro semestre de 2024", diz o UBS BB. 

Nesta terça-feira (7), a Advocacia-Geral da União (AGU) bateu na porta de Vale, Samarco e BHP via Justiça Federal de Belo Horizonte com um pedido de cumprimento provisório de sentença para obrigar as três empresas a pagar R$ 79,6 bilhões em até 15 dias por conta da ação relativa ao desastre de Mariana.

A cobrança chega alguns dias após a União rejeitar a proposta de R$ 127 bilhões apresentada pelas mineradoras no âmbito de processo de mediação que corre no Tribunal Regional Federal para concluir as reparações pelo desastre.

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A AGU explicou que as mineradoras já foram condenadas ao pagamento de R$ 47,6 bilhões em danos morais coletivos. Com a atualização, a cifra alcança os R$ 79,6 bilhões pleiteados. 

O UBS estima que a Vale gere um rendimento de fluxo de caixa livre (FCF) de cerca de 10%, considerando um preço do minério de ferro a US$ 100 por tonelada e pós-pagamentos sobre acordo final para Samarco.

"Esperamos que a Vale mantenha uma disciplina de capital e devolva o excesso de caixa aos acionistas", disse o banco.

Agora o FUTURO da VALE (VALE3) depende DISTO

Sucessão, concessões e licenças

A lista de problemas da Vale não inclui apenas os bilhões que a mineradora precisará pagar por conta dos desastres ambientais. A companhia enfrenta ainda a polêmica sucessão do CEO, questões financeiras ligadas às concessões ferroviárias e licenças em Sossego e Onça Puma. 

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Segundo o UBS, a gestão da mineradora parece confiante de que esses problemas podem ser resolvidos nos próximos meses. 

Além disso, os riscos envolvendo sucessão do CEO parecem moderados, com o conselho seguindo o Estatuto e sendo transparente.

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