O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

Pouco mais de um mês depois de rebaixar as ações da Braskem (BRKM5) para venda/alto risco, o Citi mudou de opinião sobre a empresa e elevou o papel para neutra/alto risco.
O banco também aumentou o preço-alvo para os papéis da petroquímica, de R$ 8 para R$ 10, o que representa um potencial de alta de 6,38% em relação ao fechamento de ontem (31).
A revisão vem na esteira de uma melhora no cenário global para o setor petroquímico. Segundo o Citi, os fundamentos da indústria se apertaram entre o fim de fevereiro e março, impulsionados por interrupções de oferta de matérias-primas ligadas ao conflito no Oriente Médio.
O efeito foram preços e spreads mais altos, com produtores conseguindo repassar custos e espaço para novos aumentos no curto prazo.
Segundo os analistas, esse ambiente mais favorável tende a aliviar um dos principais pontos de atenção da tese: a geração de caixa e o nível de alavancagem da companhia.
Com spreads mais elevados — isto é, a diferença entre o custo para produzir e o preço de venda dos produtos — o banco passou a projetar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mais robusto nos próximos trimestres, o que pode reduzir a pressão financeira no curto e médio prazo.
Leia Também
Com isso, as ações da companhia sobem 4,57% por volta das 11h30, a R$9,83.
A dinâmica para o setor não é homogênea entre regiões. O Citi destaca que empresas das Américas, como a Braskem, tendem a se beneficiar do cenário, ao passo que produtores da Ásia e do Oriente Médio enfrentam gargalos logísticos, custos mais altos de insumos e restrições operacionais.
Nesse contexto, a petroquímica brasileira deve capturar ganhos em seus principais mercados — Brasil, México, Estados Unidos e Europa — em meio a uma recomposição das taxas de utilização globais.
Enquanto isso, players asiáticos perdem competitividade e redirecionam a produção para atender a demanda doméstica, abrindo espaço para concorrentes de outras regiões.
Outro ponto relevante é o impacto direto nas cadeias de polietileno (PE) e polipropileno (PP), dois dos principais produtos da Braskem.
Segundo o banco, as restrições de oferta podem atingir até 19 milhões de toneladas por ano no caso do PE e até 10 milhões no PP, o que representa uma fatia relevante da capacidade global — sustentando os spreads em níveis mais elevados e impulsionando a receita da brasileira.
Apesar da melhora operacional, o Citi mantém cautela com a tese. A recomendação neutra reflete, principalmente, as incertezas ainda presentes na estrutura de capital da companhia.
O mercado segue acompanhando possíveis movimentos de reestruturação, como uma eventual injeção de capital ou até um “haircut” da dívida, além das discussões sobre uma possível mudança de controle para a IG4.
Na avaliação do banco, o cenário mais benigno para os spreads pode até reduzir a urgência dessas medidas no curto prazo, mas não elimina os riscos estruturais.
Por outro lado, há também um vetor positivo adicional no radar: caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou intensifique as restrições de oferta, os preços podem subir acima do cenário-base do Citi, o que abriria espaço para revisões adicionais nas estimativas e, potencialmente, na própria recomendação.
Ainda na manhã desta quarta-feira (1), a Bloomberg publicou que a Braskem avalia recorrer à Justiça brasileira para buscar proteção contra credores em meio à deterioração recente de sua situação financeira.
De acordo com a agência, a companhia considera a adoção de uma medida cautelar, mecanismo que oferece proteção temporária contra cobranças, e não descarta, em último caso, um processo de falência.
As discussões ainda estão em estágio preliminar e nenhuma decisão final foi tomada, podendo haver mudanças no plano.
Além disso, o cenário é agravado pela indefinição envolvendo a possível entrada do fundo IG4 Capital no controle da companhia. A operação ainda depende de aprovação de autoridades antitruste europeias e, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, dificilmente será concluída antes de maio.
DIAS DIFÍCEIS NA BOLSA
PESSIMISMO NO MERCADO
PETRÓLEO NA FOZ DO AMAZONAS
PRÊMIO ELEITORAL
Conteúdo Empiricus
ESTRATÉGIA DA EMPIRICUS
PODCAST TOUROS E URSOS
LONGO PRAZO
HORA DE COMPRAR
Conteúdo Empiricus
NÃO TEM MAIS GÁS?
SURPRESA POSITIVA
VALORIZAÇÃO + DIVIDENDOS
CEM ANOS DE JBS?
O QUE MUDA?
FARMÁCIAS AMEAÇADAS?
NÃO PERDE ESPAÇO NO ROTEIRO
CÂMBIO
Conteúdo Empiricus
NOVO INDICADOR