Tchau, Ozempic? Empiricus corta Novo Nordisk e outras gigantes de carteira para abril — e reforça aposta em IA, streaming e petróleo
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio

Amazon, Alibaba, Novo Nordisk. Três gigantes globais — agora fora da carteira. A Empiricus Research promoveu uma reviravolta em sua carteira internacional de BDRs (recibos de ações) de abril ao abrir mão de nomes consagrados.
O objetivo dos analistas foi dar espaço a apostas que, na visão da casa, oferecem uma relação mais atraente entre risco e retorno neste momento.
No lugar das gigantes, entram teses mais diretamente expostas aos temas que hoje dominam o mercado global. Ao mesmo tempo, uma posição já existente ganhou ainda mais peso — um sinal de convicção reforçada.
Quem deu tchau à carteira da Empiricus em abril
Segundo os analistas, a saída do trio de gigantes não representa, necessariamente, uma mudança estrutural de visão sobre as companhias — mas sim uma recalibração de timing.
No caso do Alibaba, gigante do comércio eletrônico na China e dona do AliExpress, a Empiricus mantém uma leitura construtiva no longo prazo, especialmente pelo avanço da empresa em inteligência artificial dentro do mercado chinês.
O problema está no presente: os resultados do primeiro semestre foram considerados “insuficientes para dar ânimo aos investidores”, o que reduz o apelo da ação no curto prazo.
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Já a saída da Amazon segue uma lógica mais tática. Segundo os analistas, há outras teses dentro do universo de big techs que oferecem, neste momento, uma relação risco-retorno mais interessante.
Ainda assim, a porta não está fechada. A Empiricus sinalizou que a companhia pode voltar à carteira em revisões futuras.
Enquanto isso, a retirada da Novo Nordisk reflete um cenário mais apertado, com aumento da concorrência e incertezas no setor farmacêutico, além de frustrações recentes com resultados abaixo do esperado em fases de testes — um conjunto de fatores que elevou o nível de risco da tese.
A aposta que dobrou: Baidu e o “empurrão” da IA
Enquanto algumas posições saíram da carteira da Empiricus, outras ganharam mais espaço.
A casa dobrou a exposição ao Baidu, elevando o peso de 5% para 10%. A decisão acompanha o avanço consistente da companhia em inteligência artificial — tema que segue como um dos principais vetores de valorização no mercado global, na visão dos analistas.
As novatas da carteira: crescimento, disciplina e ciclo favorável
Entre as novidades da carteira, três nomes ajudam a entender para onde os analistas estão olhando.
Uma das novatas é a Netflix. Para os analistas, após um período mais turbulento, a companhia começa a recuperar a confiança do mercado, especialmente no que diz respeito à disciplina financeira.
A decisão de não avançar na aquisição da Warner Bros. Discovery foi vista como um sinal positivo de foco e controle de capital — algo que pode se traduzir em melhor desempenho das ações à frente.
Já a Nvidia chega como uma das apostas mais diretas no tema que tem guiado o mercado: inteligência artificial. A empresa é vista como peça central na infraestrutura tecnológica que sustenta esse avanço, com expectativa de crescimento acelerado nos próximos anos.
Fechando o trio, a SLB entra surfando um cenário mais favorável para o setor de energia. Para a Empiricus, com preços do petróleo em patamares elevados, a demanda por serviços ligados à exploração e produção tende a crescer — o que pode beneficiar diretamente a companhia.
O que ficou — e o novo desenho da carteira
Com as mudanças, a carteira mantém uma diversificação entre tecnologia, consumo, serviços financeiros e energia, mas com um viés mais claro para temas estruturais como IA e ciclo de commodities.
Confira a composição atual:
- Alphabet (GOGL34) – 10%
- Baidu (BIDU34) – 10%
- Berkshire Hathaway (BERK34) – 10%
- Coinbase (C2OI34) – 10%
- Microsoft (MSFT34) – 10%
- Netflix (NFLX34) – 10%
- Nvidia (NVDC34) – 10%
- SLB (SLBG34) – 5%
- Taiwan Semiconductor (TSMC34) – 15%
- Visa (VISA34) – 10%
*Com informações do Money Times.
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