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Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

A dona da bolsa decidiu dar um agrado aos acionistas: na noite de quinta-feira (26), a B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalentes à R$ 0,07434043 por ação.
Como de costume nesse tipo de remuneração, o valor pago tem tributação de Imposto de Renda com a alíquota de 17,5%, retido direto na fonte.
Com o imposto, o valor líquido para cada papel B3SA3 será de R$ 0,06133086. O montante faz parte dos dividendos obrigatórios de 2026, segundo o plano de pagamento aos acionistas da companhia.
O dinheiro cairá na conta no dia 13 de abril e quem tiver ações da B3 na carteira até dia 31 de março ainda é considerado entre os contemplados.
A partir de 1º de abril, as ações passam a ser negociadas “ex-JCP” e tendem a sofrer ajustes na cotação.
Isso significa que o investidor pode optar por adquirir ações B3SA3 até a data de corte e ter direito à remuneração, ou esperar pelo dia seguinte (1º) e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.
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As ações da B3 acumulam um desempenho bastante positivo neste ano. Desde o início de 2026, os papéis sobem 31,6% — no mesmo período, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou alta de 13,7%.
Há um mês, a B3 divulgou seus resultados referentes ao balanço do 4º trimestre de 2025. No período, a empresa apresentou lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão no 4T25, acima do consenso medido pela Bloomberg — que esperava uma cifra de R$ 1,2 bilhão. Na comparação anual, a alta foi de 22%.
A receita líquida também ficou acima do estimado pelo mercado e alcançou R$ 2,9 bilhões, aumento de 10,6% em relação ao mesmo período de 2024, “com crescimento em todos os segmentos”.
O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente foi de R$ 1,8 bilhão, em linha com o mercado e com alta anual de 14,5%. A margem Ebitda também subiu 1,75 ponto percentual, para 69%.
Após o balanço, os analistas do Bradesco BBI mantiveram postura neutra para a tese à espera de maior clareza sobre a consistência do crescimento das receitas e sobre a capacidade de monetização dos novos produtos da companhia.
Já o UBS BB e a Genial Investimentos têm perspectivas positivas para o papel e recomendam a compra.
O UBS BB calcula um preço-alvo de R$ 19,50 em 12 meses, enquanto a Genial estima que a ação pode chegar a R$ 21,60. Hoje, a ação é negociada por volta de R$ 17.
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