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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

Carolina Gama
28 de março de 2026
11:32 - atualizado às 9:32
dinheiro real cdi
Imagem: Freepik

O mercado de câmbio está em movimento, e o Bank of America (BofA) Securities já escolheu o cavalo vencedor entre os emergentes. Em relatório recente, o real aparece como um provável destaque positivo, especialmente em uma estratégia de comparação direta com o peso mexicano

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Para os analistas do BofA, a moeda brasileira carrega um conjunto de fatores que a tornam atraente no curto prazo.  

O principal motor dessa tese é o carry trade — o ganho com o diferencial de juros —, que deve seguir favorecendo o Brasil na comparação com o México

Comprado em real, vendido em peso 

A recomendação técnica do BofA é clara: uma posição comprada em real contra o peso mexicano. 

O alvo é de 3,8 pesos mexicanos e um patamar de stop — um nível de preço pré-definido para limitar perdas ou proteger lucros — de 3,2 pesos mexicanos.  

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Na sexta-feira (27), a cotação real/peso mexicano estava em 3,4551 pesos mexicanos. 

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O diagnóstico é que o real está "barato" e oferece um retorno nominal mais elevado. Além disso, o Brasil possui uma vantagem estrutural no cenário atual: a forte vinculação da economia às commodities. 

O trunfo do petróleo e o fantasma da inflação 

Um dos pilares que sustenta o otimismo do BofA é a correlação positiva do real com os preços do petróleo.  

Em uma região onde a energia está em patamares elevados, o real tende a apresentar um desempenho superior aos seus pares latinos devido a essa conexão estreita. 

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No entanto, o investidor precisa manter um olho no radar de riscos. Embora o cenário de preços de energia favoreça a moeda, ele traz consigo o desafio da inflação, que permanece como um risco latente para a estratégia. 

Eleições: risco e oportunidade 

O cenário político brasileiro também entrou na conta. O BofA enxerga uma assimetria favorável na relação risco/retorno das eleições. 

Segundo o banco, o cenário de um governo "pouco amigável" para o mercado seria um prolongamento do status quo, enquanto um cenário amigável para o mercado representaria uma melhora significativa para a diretriz política econômica. 

Pesquisas recentes, ainda de acordo com o BofA, indicam uma probabilidade gradual, mas considerável, de um desfecho positivo para o mercado.  

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Do lado mexicano, o risco ficaria por conta de uma guinada mais conservadora do Banco Central do país, o que poderia frear a vantagem do real. 

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