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Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso
O Ibovespa viveu uma verdadeira montanha-russa, mas conseguiu encerrar a semana com ganho acumulado de 3% — o primeiro após uma sequência de quatro semanas no vermelho. Além dos efeitos da guerra entre EUA e Irã, o investidor encara agora uma série de dados de emprego aqui e lá que podem determinar o futuro dos juros, especialmente no caso do Federal Reserve (Fed).
Por aqui, a segunda-feira (30) começa movimentada com a divulgação do Caged de fevereiro. A expectativa, segundo o Bradesco BBI, é de um resultado resiliente, com a criação de cerca de 80 mil vagas formais (dado dessazonalizado), mantendo o ritmo do mês anterior.
Ainda na segunda, o mercado calibra as expectativas fiscais com a nota de crédito e o resultado primário do Governo Central. Na quinta-feira (2), o foco vira para a indústria, com a projeção de um avanço de 0,7% na produção industrial de fevereiro em relação a janeiro.
Já Wall Street viverá uma verdadeira semana do emprego. A sequência de indicadores servirá para medir a temperatura da maior economia do mundo, e deve ajudar o banco central norte-americano a definir a rota dos juros daqui para frente.
Anote na agenda:
Este último é o dado mais aguardado pelo mercado e pelo Fed para balizar os próximos passos da política monetária norte-americana.
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Além disso, a quarta-feira (1) ainda reserva dados do ISM (Institute for Supply Management) — indicadores econômicos mensais dos EUA, que medem a saúde dos setores de manufatura e serviços — e de vendas no varejo.
Na Europa, a terça-feira (31) traz a prévia da inflação de março, dado crucial para entender a pressão sobre os preços no continente.
Enquanto os dados econômicos fluem, a guerra entre EUA e Irã segue como um fator de risco onipresente. O reflexo desse conflito já aparece nas comunicações das autoridades monetárias.
No Chile, por exemplo, a ata da última reunião do Banco Central (BCCh), que será divulgada na quarta-feira (1), deve detalhar como o conselho avalia o balanço de riscos diante do conflito. Vale lembrar que o BC chileno manteve os juros em 4,50%, mas deixou a porta aberta para altas caso o cenário piore.
Ainda na região, atenção redobrada aos dados de confiança (IMEF e PMI) do México na quarta-feira (1), em meio a sinais de que o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre pode fechar no negativo.
Na semana que passou, o Ibovespa interrompeu a sequência negativa e acumulou valorização de 3,03%, encerrou a última sessão aos 181.556,76 pontos.
Já o dólar à vista terminou a R$ 5,2417 (-0,28%), com desvalorização de 1,27% ante o real no acumulado na semana.
No cenário doméstico, as perspectivas para a inflação concentraram as atenções. A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, acima da estimativa de alta de 0,29%.
Em 12 meses, o IPCA-15 subiu 3,90% — dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.
Além disso, o Banco Central revisou para cima as projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.
Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por MBRF (MBRF3), beneficiada por fluxo comprador.
Com a forte valorização, as ações do frigorífico zeraram as perdas do ano e passaram a acumular valorização de 9,26%.
O destaque da semana, porém, foi Petrobras (PETR4), que engatou cinco altas consecutivas e renovou a marca histórica de R$ 673,22 bilhões em valor de mercado. Mais de R$ 50 bilhões foram acrescentados na companhia apenas nesta semana.
Com a forte valorização do Ibovespa, apenas 11 ações encerraram em queda. A ponta negativa foi encabeçada por Braskem (BRKM5).
A petroquímica reportou um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões entre outubro e dezembro, resultado 82% maior do que as perdas do mesmo período de 2024.
O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.
Segundo analistas, os resultados da Braskem apontam continuidade na tendência de queima de caixa, liquidez restrita e números impactados negativamente pelo ciclo de baixa do setor petroquímico.
Confira abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa na semana:
| Ação | Acumulado na semana |
|---|---|
| MBRF (MBRF3) | +31,51% |
| Vamos (VAMO3) | +18,18% |
| Assaí (ASAI3) | +18,07% |
| Brava Energia (BRAV3) | +15,81% |
| Minerva (BEEF3) | +11,81% |
Confira abaixo as cinco maiores baixas do Ibovespa na semana:
| Ação | Acumulado na semana |
|---|---|
| Braskem (BRKM5) | -11,27% |
| Azzas (AZZA3) | -8,45% |
| Eneva (ENEV3) | -4,32% |
| Direcional (DIRR3) | -3,28% |
| Magazine Luiza (MGLU3) | -3,00% |
*Com informações do Money Times
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