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O teste-piloto, financiado pelo governo português, conta com a participação de 39 companhias, e um pouco mais de mil trabalhadores

Depois dos primeiros testes no Reino Unido, a semana com quatro dias de trabalho e três de descanso está expandindo as fronteiras para outros países.
Enquanto o Brasil segue na expectativa de dar início a um piloto ainda neste ano, Portugal deu um passo adiante e iniciou, nesta semana, a implementação da jornada, também em caráter experimental.
O estudo, financiado pelo governo português, conta com a participação de 39 companhias, e um pouco mais de mil trabalhadores.
Entre as companhias participantes do teste-piloto estão um berçário, uma casa de repouso, um banco de células-tronco, um centro de pesquisa e desenvolvimento, além de empresas de manufatura, varejo, tecnologia e setores sem fins lucrativos.
E, assim como no Brasil, o programa está sendo coordenado pela organização 4 Day Week Global.
Vale lembrar que a semana de quatro dias úteis “passou no teste” no Reino Unido. Por lá, a jornada de trabalho menor, sem a redução da remuneração, contou com a participação de 70 empresas, entre junho e dezembro do ano passado.
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Entre os resultados obtidos pelo teste-piloto, 92% das companhias participantes continuaram com a semana de quatro dias úteis.
Além disso, 15% dos colaboradores disseram que não trocariam o emprego por um com jornada semanal de cinco dias úteis por nenhuma quantia de dinheiro.
O anúncio de que Portugal seria palco para o teste da semana de quatro dias úteis aconteceu há aproximadamente um ano.
A iniciativa faz parte da chamada Agenda do Trabalho Digno que, entre outras medidas, tem o objetivo de promover a valorização dos jovens no mercado de trabalho e a promoção do emprego sustentável, aprovada em maio do ano passado.
E, na época, a expectativa era que o teste-piloto tivesse a adesão de 100 empresas, atingindo quase 20 mil funcionários. Contudo, apenas 39 companhias quiseram avançar à implementação da iniciativa — que entrou em vigor nesta semana.
Por fim, o governo português deve desembolsar cerca de 350 mil euros (R$ 1,8 milhão aproximadamente) para despesas e encargos, sob a responsabilidade do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
A semana de quatro dias úteis vai começar a ser testada em solo brasileiro, de fato, apenas em novembro deste ano.
Segundo o calendário previsto pela organização 4 Day Week Global, as empresas que quiserem participar do programa precisam manifestar interesse até agosto; os treinamentos preparatórios começam em setembro para as participantes.
Por fim, a implementação do teste não será gratuita: as empresas participantes deverão arcar com alguns custos — e os valores ainda serão definidos.
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