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FOLGA OU HOME OFFICE?

Copa do Mundo expõe queda de braço entre empresas e trabalhadores por flexibilidade, mostra pesquisa

Levantamento mostra que a maioria dos profissionais defende home office, horários flexíveis ou até folga nos dias de jogos do Brasil, enquanto grande parte das empresas pretende manter a rotina normal

Jovem empresário sentado torcendo e feliz surpresa para o futebol usando as mídias sociais via internet wi-fi no computador portátil no espaço de trabalho mesa na moderna sala de escritório
Jovem empresário empreendedor torcendo laptop notebook - Imagem: DINphotogallery/iStock

Levantamento mostra que a maioria dos profissionais defende home office, horários flexíveis ou até folga nos dias de jogos do Brasil, enquanto grande parte das empresas pretende manter a rotina normal

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Em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, a maioria dos brasileiros quer horários flexíveis no trabalho ou regime home office. É isso que mostra uma pesquisa realizada pela plataforma de empregos Infojobs.

Segundo o estudo, 38,4% dos profissionais gostariam de ter horário flexível nos dias de jogos. Apesar da partida desta sexta-feira (19) acontecer algumas horas depois do turno comercial, às 21h30, a demanda se refere principalmente aos outros jogos que acontecem mais cedo.

Já 21,5% dos trabalhadores defendem folga total em dias de jogo do Brasil durante a Copa do Mundo, enquanto 34,3% preferem manter a rotina normal de trabalho.

Queda de braço entre empresa e funcionários durante a Copa do Mundo?

Mas se de um lado existe a demanda dos funcionários, de outro, boa parte das companhias não devem alterar a jornada.

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Para quem trabalha presencial, somente 6,6% das empresas confirmaram a liberação do home office nos dias de jogos do Brasil.

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Já na contramão estão 45,9% companhias, que já disseram que não vão autorizar o trabalho em casa durante a Copa do Mundo.

O problema, no entanto, não é a decisão de liberar ou vetar o home office dos profissionais, na visão de Hosana Azevedo, gerente da Redarbor Brasil, empresa dona do Infojobs. Para ela, o mais importante é a companhia dar clareza de qual será a medida adotada.

Para 26,4% dos funcionários brasileiros, ainda não se sabe qual é a política adotada durante cada partida da Copa.

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“O colaborador tende a compreender limitações operacionais quando elas são comunicadas com transparência. O que costuma gerar desconforto é a falta de previsibilidade ou a percepção de tratamento desigual entre áreas”, afirma a executiva.

Atitude da empresa durante o mundial também impacta sua imagem

A flexibilização da jornada durante eventos como a Copa do Mundo também pode pesar na imagem que uma empresa transmite aos profissionais.

Segundo a pesquisa, 70,4% dos entrevistados afirmam considerar mais atraentes as companhias que adaptam a rotina de trabalho em momentos de grande mobilização nacional. Dentro desse grupo, mais da metade (54,6%) diz que essas empresas se tornam muito mais atrativas como potenciais empregadoras.

A pesquisa também sugere que a Copa pode funcionar como uma oportunidade para fortalecer a convivência entre colegas de trabalho. Para 73,3% dos entrevistados, assistir às partidas ou participar de ações relacionadas ao torneio com a equipe ajuda a melhorar o ambiente profissional.

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A avaliação reforça a ideia de que momentos de mobilização coletiva podem ter reflexos que vão além da torcida. Na visão dos participantes, acompanhar os jogos em conjunto contribui para aproximar equipes, estimular a interação e tornar o clima organizacional mais leve.

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