Treinamento em IA vale mais que MBA? Para 86% dos executivos, sim — e isso já está pesando no salário
Segundo levantamento da PwC, 91% das empresas afirmam que estão aumentando a remuneração de funcionários que possuem habilidades em IA

Durante anos, um MBA foi visto como um dos principais diferenciais para conquistar boas vagas e crescer na carreira. Mas, para muitas empresas do setor financeiro, essa lógica começa a mudar.
Uma pesquisa da PwC com mais de mil executivos de instituições financeiras dos Estados Unidos mostra que 86% acreditam que um treinamento em inteligência artificial (IA) vale mais do que um MBA para muitos novos profissionais. E essa mudança de percepção já está chegando ao bolso dos trabalhadores.
Segundo o levantamento, 91% das empresas afirmam que estão aumentando a remuneração de funcionários que possuem habilidades em IA. Além disso, 58% pretendem atrelar parte da remuneração diretamente à produtividade gerada pelo uso da inteligência artificial.
Os dados fazem parte da edição de 2026 da pesquisa sobre força de trabalho e IA no setor financeiro, que ouviu 1.004 executivos de empresas nos Estados Unidos com faturamento superior a US$ 500 milhões.
Empresas querem profissionais que saibam usar IA
O levantamento mostra que as instituições financeiras estão acelerando seus planos para incorporar inteligência artificial ao dia a dia dos negócios e, junto com isso, mudando o perfil dos profissionais que procuram.
Para suprir essa demanda:
Leia Também
- 62% planejam contratar profissionais que já tenham competências específicas em IA no próximo ano;
- 61% pretendem capacitar ou requalificar os funcionários atuais;
- 57% afirmam que vão recorrer a fornecedores ou prestadores de serviços especializados para complementar essas habilidades.
Na avaliação da PwC, o treinamento em IA deve deixar de ser um curso pontual para fazer parte da rotina de trabalho, com aprendizado contínuo e focado nas necessidades de cada função.
Corrida contra o tempo
Apesar dos investimentos, a sensação entre os executivos é de que as empresas ainda estão atrasando nessa corrida. A pesquisa aponta que:
- 90% acreditam que o setor precisa se acostumar a tomar decisões mais rapidamente na era da IA;
- 70% dizem que suas empresas já aceleraram o ritmo para permanecer competitivas;
- mesmo assim, 77% consideram que suas organizações ainda não acompanham a velocidade da inovação em inteligência artificial.
Entre os obstáculos mais citados aparecem tanto questões regulatórias quanto a resistência dos próprios funcionários.
Segundo o levantamento:
- 44% dizem que os empregados estão preocupados com possíveis perdas de emprego ou mudanças de função;
- 43% afirmam que muitos colaboradores usam IA apenas quando são obrigados;
- 40% dizem que parte da equipe se sente sobrecarregada pela velocidade das mudanças.
Além disso, 34% apontam a chamada "fadiga da mudança" como uma das principais barreiras para expandir o uso da inteligência artificial em toda a empresa.
Empresas projetam equipes menores
Ao mesmo tempo em que investem em treinamento, muitas instituições já fazem contas sobre o impacto da IA no tamanho de suas equipes. A pesquisa mostra que 42% dos executivos já realizaram estudos em toda a empresa para estimar como a inteligência artificial deve alterar a necessidade de mão de obra.
Mesmo assim, a PwC afirma que poucas organizações avançaram para etapas mais complexas, como redesenhar cargos, criar novos planos de carreira ou redefinir quais habilidades serão necessárias daqui para frente. Entre as empresas que fizeram esse tipo de modelagem, apenas metade analisou como processos e fluxos de trabalho precisarão ser redesenhados com a IA.
O resultado dessas projeções é um consenso crescente entre os líderes do setor: quase oito em cada dez esperam reduzir sua força de trabalho em pelo menos 20% nos próximos cinco anos.
Os cargos considerados mais vulneráveis são os de entrada, apontados por 30% dos executivos, seguidos pela gerência intermediária, mencionada por 26%.
IA aumenta produtividade, mas retorno financeiro ainda não aparece
A expectativa das empresas é que a inteligência artificial ajude principalmente a aumentar a produtividade, reduzir tarefas repetitivas e integrar a tecnologia ao trabalho diário.
As maiores oportunidades de ganho são vistas nas áreas de tecnologia e engenharia de software, gestão de riscos e operações.
Apesar disso, transformar esses ganhos em resultados financeiros ainda é um desafio.
Segundo a pesquisa, 77% dos executivos afirmam que a maior parte dos investimentos em IA ainda não está gerando retorno mensurável sobre o investimento (ROI).
Para a PwC, isso acontece porque muitas empresas correram para adotar a tecnologia sem estabelecer indicadores claros de desempenho ou metas financeiras antes da implementação.
Uso de IA fora das ferramentas oficiais preocupa
Outro tema que ganhou destaque na pesquisa foi a governança da inteligência artificial dentro das empresas.
Embora quase nove em cada dez executivos afirmem que suas organizações já definiram quem é responsável pelas decisões tomadas por agentes de IA, ainda não existe consenso sobre onde deve ficar a responsabilidade caso essas ferramentas provoquem algum dano.
Mas a preocupação mais imediata é outra: o crescimento da chamada "shadow AI".
O termo é usado para descrever situações em que funcionários recorrem a ferramentas de inteligência artificial por conta própria, sem utilizar as plataformas autorizadas pela empresa.
Isso pode significar, por exemplo, copiar documentos internos, contratos, planilhas ou informações de clientes para serviços públicos de IA ou usar aplicações que não passaram pela avaliação da área de tecnologia e de compliance.
Segundo a pesquisa, esse comportamento já é relativamente comum. Mais da metade dos executivos afirma que ele ocorre em grau moderado dentro das empresas, enquanto 35% dizem que acontece de forma significativa.
A principal preocupação é que essas ferramentas funcionem fora dos mecanismos de controle da organização. Como não seguem as políticas internas de segurança, privacidade e conformidade, elas podem aumentar os riscos regulatórios e dificultar o monitoramento do uso da inteligência artificial.
Não por acaso, 90% dos executivos entrevistados afirmam que o uso de ferramentas de IA fora das plataformas oficialmente aprovadas cria riscos regulatórios para as instituições financeiras.
Diante desse cenário, a PwC destaca que as empresas tendem a reforçar suas políticas de governança, limitando quais ferramentas podem ser utilizadas pelos funcionários, estabelecendo regras sobre o uso de agentes de IA e criando mecanismos de controle para reduzir o uso da prática.
DUAS FOLGAS POR SEMANA
Fim da escala 6×1 aprovada: quando a nova lei começa a valer na carga horária dos trabalhadores?
15 de outubro de 2026 - 12:07FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Salário acima de R$ 32 mil: Câmara dos Deputados abre concurso para engenheiros, jornalistas, museólogos e outras áreas
14 de outubro de 2026 - 15:02ESGOTAMENTO MENTAL
Saúde mental no trabalho: pesquisa da Robert Half mostra os 4 fatores que mais geram burnout no país
9 de outubro de 2026 - 15:43VISTOS SUSPENSOS
Trabalhar nos EUA vai ficar mais difícil: Trump restringe Microsoft e outras big techs de contratarem estrangeiros
8 de outubro de 2026 - 19:45COMPANHIAS DESEJADAS
Emprego dos sonhos em 2026: veja as 10 empresas mais desejadas pelos jovens
7 de outubro de 2026 - 15:10TRABALHO EM CASA
Home office acabou? Não para essas empresas: Localiza, PagBank, Wellhub e mais 6 estão com vagas CLT abertas
7 de outubro de 2026 - 11:02Conteúdo BTG Pactual
Geração Atendimento ao Assessor: BTG Pactual abre vagas de trabalho ligadas ao atendimento de alta renda
2 de outubro de 2026 - 12:04VOTAÇÃO SE APROXIMA
Eleições 2026: empresa pode impedir funcionário de votar durante o expediente? Veja os direitos de quem trabalha no dia
29 de setembro de 2026 - 19:01VOTO SOB PRESSÃO
Seu chefe está tentando influenciar seu voto? Entenda o que é assédio eleitoral e como denunciar
28 de setembro de 2026 - 13:21DIREITOS TRABALHISTAS
Alexandre de Moraes e ministros do STF mudam regras da licença-maternidade; entenda como fica agora
23 de setembro de 2026 - 18:43VEJA COMO SE INSCREVER
Trainee e estágio com salário de chefe: estas 12 vagas pagam até R$ 18.900 por mês
23 de setembro de 2026 - 15:01Conteúdo Empiricus
Veja como os agentes de IA podem ser o próximo grande salto de produtividade para empreendedores e profissionais autônomos
21 de setembro de 2026 - 9:00ALERTA NAS EMPRESAS
Saúde mental tira quase 1 milhão de horas de trabalho no primeiro semestre; afastamentos longos concentram maior impacto
15 de setembro de 2026 - 19:20HACKTOWN 2026
Inteligência artificial vai mesmo acabar com o trabalho de júnior? Gestora diz qual é o profissional que deve sobreviver no mercado
4 de setembro de 2026 - 14:24Conteúdo Empiricus
Quem é Alex Hisatomi? Conheça a história do analista de dados que triplicou o salário em 5 anos usando a inteligência artificial
29 de agosto de 2026 - 9:00Conteúdo Empiricus
‘Ele tem 8 anos e conseguiu construir um site praticamente sozinho’, diz head de BI da Empiricus sobre ensinar inteligência artificial ao seu filho
28 de agosto de 2026 - 9:00LEIS TRABALHISTAS
O que pode gerar demissão por justa causa no trabalho? Bets, álcool e preguiça estão na lista, mas há ressalvas
27 de agosto de 2026 - 14:30Conteúdo Empiricus
Hoje (26): 2ª aula gratuita sobre inteligência artificial é liberada pela Empiricus; saiba como acompanhar
26 de agosto de 2026 - 15:00Conteúdo Empiricus
A fase de testes acabou: Enquanto grandes empresas utilizam IA para reduzir custos milionários, profissionais especializados buscam multiplicar seus salários
24 de agosto de 2026 - 15:30Conteúdo Empiricus