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Apesar da situação, o envolvimento de Sicupira com a Light é bem diferente de sua participação na Americanas (AMER3)
Dizem que dois raios não caem no mesmo lugar. Trata-se mais de uma crendice do que de um fato, embora improvável. Mais comuns são os casos de pessoas que são atingidas por mais de um raio na vida. Parece ser o caso do investidor Carlos Alberto Sicupira em 2023.
O calote anunciado pela Light (LIGT3) na noite de sexta-feira é o segundo ocorrido este ano entre empresas de capital aberto que contam com Beto Sicupira no quadro societário.
O outro calote envolveu a Americanas (AMER3), que já se encontra em recuperação judicial.
Mas o envolvimento do investidor com a Light é bem diferente de sua participação na Americanas.
Na varejista, Sicupira integra o trio de sócios de referência ao lado Jorge Paulo Lemann e de Marcel Telles.
Na companhia dos sócios, Sicupira comprou a Americanas nos anos 1980 e durante décadas atuou diretamente na condução da empresa.
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Segundo reportagem do Estadão, as “ordens do Beto” moldaram a cultura corporativa da Americanas ao longo dos anos.
Em meio ao escândalo da Americanas, circulou amplamente o trecho de um “livro de cabeceira” do empresário que continha entre seus “ensinamentos” atrasar o pagamento a fornecedores.
A convite do também investidor Ronaldo Cesar Coelho (sim, ele é irmão do ex-árbitro e comentarista de futebol Arnaldo Cesar Coelho), Beto Sicupira começou a investir na Light em outubro de 2020.
Depois de ingressar com uma participação de 5%, ele elevou sua fatia na concessionária de energia elétrica a aproximadamente 10% das ações.
Ainda assim, se na Americanas Sicupira é um sócio de referência ao lado de Lemann e Telles, na Light (LIGT3) ele é um acionista minoritário.
Além disso, o investidor não participa ativamente da gestão da companhia.
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