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O CEO da mineradora, Rodrigo Barbosa, afirmou que o foco da empresa está na na criação de valor, ao unir pagamentos robustos de dividendos, recompras de ações e iniciativas de crescimento

A Aura Minerals (AURA33) vai adotar um mecanismo queridinho de investidores em meio à baixa do preço das ações. Ela irá iniciar um programa de recompra de até US$ 200 milhões em ações, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (18).
O papel acumula queda de 40% em relação às máximas do ano, registradas em abril. Já no último mês, a cotação do ouro caiu 7,39%.
Nos últimos 12 meses, no entanto, as ações da mineradora com foco em ouro dispararam 123%, enquanto o ouro subiu 26%.
Em comunicado, o CEO da mineradora, Rodrigo Barbosa, afirmou que o foco da empresa está na disciplina de capital e na criação de valor por meio de uma abordagem equilibrada, que combina pagamentos robustos de dividendos, recompras de ações e iniciativas de crescimento.
O executivo também destacou o histórico de remuneração aos acionistas da companhia. Segundo ele, o retorno ao acionista — incluindo dividendos e recompras — chegou a 13% em 2021 e a 6% em 2022 e 2023, seguido por distribuições em 2024 e 2025, com yields frequentemente superiores a 6% e 9% em períodos recentes. O último pagamento representou um yield de 4,5%, após a distribuição de US$ 0,78 por ação.
“Esta nova iniciativa de recompra reflete a confiança que temos em nosso momentum operacional e na forte geração de caixa proveniente de nossa base de produção em expansão”, afirmou.
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Segundo Barbosa, a empresa busca remunerar os acionistas sem deixar de investir em sua operação. “Continuamos a impulsionar o crescimento sustentável por meio do desenvolvimento de projetos greenfield, extensões da vida útil das minas (LOM), expansão de recursos e reservas e aquisições seletivas.”
Desde o início do conflito no Oriente Médio, os ativos ligados ao ouro têm apresentado elevada volatilidade. O ouro caiu 21% nesse período, refletindo os riscos inflacionários para o ambiente global de juros — particularmente nos Estados Unidos.
No caso da Aura, as ações caíram 25% desde o início do conflito, enquanto recua 40% em relação às máximas recentes.
Para os analistas da XP, porém, trata-se de um ponto de entrada atrativo. Há potencial de valorização para os preços do ouro, à medida que as tensões entre EUA e Irã diminuam. A XP se mantém otimista para a cotação do ouro, que acredita que pode chegar a US$ 4.500 até o final do ano — hoje, o valor é de US$ 4.173.
Além disso, o relatório aponta que o balanço confortável da mineradora deve abrir espaço para novas operações de fusões e aquisições com potencial de geração de valor.
Por fim, os analistas ressaltam que os gatilhos operacionais permanecem intactos, incluindo o projeto de Almas, a recuperação da MSG, o avanço de Era Dorada e a potencial inclusão da Aura em ETFs ligados ao ouro.
A companhia não é a única a adotar um programa de recompra de ações. Apenas nas últimas semanas, Iguatemi (IGTI11), Nubank (ROXO34), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Grupo Ultra (UGPA3), Moura Dubeux (MDNE3), Cyrela (CYRE3), Mater Dei (MATD3), SmartFit (SMFT3) e outras anunciaram programas semelhantes, com valores milionários.
Esse é um movimento comum quando as ações estão baratas na bolsa de valores, com múltiplos baixos entre preço da ação e rentabilidade, por exemplo.
Para o JP Morgan, a onda de recompras de ações que vem ganhando força na B3 pode revelar algo que parte do mercado ainda não enxergou: oportunidades relevantes em companhias negociadas com desconto.
É uma maneira de trazer retorno ao acionista em tempos de baixa para o mercado de renda variável.
Com valuations deprimidos e poucas emissões de novas ações no mercado, as recompras tendem a ampliar o lucro por ação, favorecer uma reprecificação dos papéis e criar condições para que algumas empresas superem o desempenho médio das bolsas nos próximos meses.
Com Money Times
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