Vem reajuste por aí? Petrobras (PETR4) reafirma compromisso com preços competitivos, mas defasagem pode forçar aumento
Circulam notícias indicando que a estatal discute um aumento da gasolina em 9% e do diesel em 11%, mas governo tenta barrar — entenda os motivos

Sabe aquela história que diz: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? A Petrobras (PETR4) tem vivido dias assim.
A nova disparada dos petróleo no mercado internacional coloca a estatal em uma situação ainda mais difícil.
De um lado, o governo de Jair Bolsonaro pressiona para que os preços dos combustíveis não aumentem, o que alimenta a inflação em um ano eleitoral.
Do outro, a defasagem do preço dos combustíveis no mercado interno com relação ao mercado internacional — que os especialistas dizem estar em 16% — torna quase inevitável que a Petrobras não promova novos reajustes.
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Especulações sobre o aumento da Petrobras (PETR4)
E é nessa encruzilhada que a Petrobras (PETR4) veio à público na noite nesta terça-feira (14) reafirmar o compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado.
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A declaração ocorre após a imprensa noticiar que a estatal estaria avaliando um reajuste nos valores dos combustíveis ainda nesta semana.
No comunicado de hoje, a Petrobras disse ainda que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.
"A Petrobras monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais", diz a nota.
Câmbio e petróleo em alta pressionam
Com o petróleo e o câmbio em alta, a defasagem do preço dos combustíveis praticados aqui e no exterior está em cerca de 16%.
E a tendência é que o cenário se agrave. Nesta semana, o barril do petróleo tipo Brent — usado como referência global e também pela Petrobras — ultrapassou a marca de US$ 120.
Analistas já preveem que atinja US$ 130 até o final do mês e US$ 150 até o final do ano.
Com isso, o preço dos derivados, como gasolina e diesel, acompanham o movimento de alta, se distanciando cada vez mais dos preços praticados nas refinarias da estatal.
O governo no caminho da Petrobras (PETR4)
O governo não quer reajuste no momento. Mas o que circula na imprensa é que a Petrobras (PETR4) discute um aumento da gasolina em 9% e do diesel em 11%.
O temor em Brasília é de que essa elevação dos preços dos combustíveis anule os esforços para a aprovação do Projeto de Lei Complementar 18.
O PLP 18 coloca um teto de 17% para o ICMS sobre energia elétrica e combustíveis. POr isso, o governo prefere que a Petrobras aguarde mais tempo para subir os preços para não atrapalhar a votação.
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