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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

SE CORRER O BICHO PEGA…

Vem reajuste por aí? Petrobras (PETR4) reafirma compromisso com preços competitivos, mas defasagem pode forçar aumento

Circulam notícias indicando que a estatal discute um aumento da gasolina em 9% e do diesel em 11%, mas governo tenta barrar — entenda os motivos

dividendos petrobras petr4
Imagem: Adobe Stock/Shutterstock/Montagem Giovanna Figueredo

Sabe aquela história que diz: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? A Petrobras (PETR4) tem vivido dias assim. 

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A nova disparada dos petróleo no mercado internacional coloca a estatal em uma situação ainda mais difícil

De um lado, o governo de Jair Bolsonaro pressiona para que os preços dos combustíveis não aumentem, o que alimenta a inflação em um ano eleitoral. 

Do outro, a defasagem do preço dos combustíveis no mercado interno com relação ao mercado internacional — que os especialistas dizem estar em 16% — torna quase inevitável que a Petrobras não promova novos reajustes. 

Especulações sobre o aumento da Petrobras (PETR4)

E é nessa encruzilhada que a Petrobras (PETR4) veio à público na noite nesta terça-feira (14) reafirmar o compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado.

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A declaração ocorre após a imprensa noticiar que a estatal estaria avaliando um reajuste nos valores dos combustíveis ainda nesta semana.

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No comunicado de hoje, a Petrobras disse ainda que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais. 

"A Petrobras monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais", diz a nota. 

Câmbio e petróleo em alta pressionam

Com o petróleo e o câmbio em alta, a defasagem do preço dos combustíveis praticados aqui e no exterior está em cerca de 16%. 

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E a tendência é que o cenário se agrave. Nesta semana, o barril do petróleo tipo Brent — usado como referência global e também pela Petrobras — ultrapassou a marca de US$ 120.

Analistas já preveem que atinja US$ 130 até o final do mês e US$ 150 até o final do ano. 

Com isso, o preço dos derivados, como gasolina e diesel, acompanham o movimento de alta, se distanciando cada vez mais dos preços praticados nas refinarias da estatal.

O governo no caminho da Petrobras (PETR4)

O governo não quer reajuste no momento. Mas o que circula na imprensa é que a Petrobras (PETR4) discute um aumento da gasolina em 9% e do diesel em 11%.

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O temor em Brasília é de que essa elevação dos preços dos combustíveis anule os esforços para a aprovação do Projeto de Lei Complementar 18

O PLP 18 coloca um teto de 17% para o ICMS sobre energia elétrica e combustíveis. POr isso, o governo prefere que a Petrobras aguarde mais tempo para subir os preços para não atrapalhar a votação.

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