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Em meio à crise econômica e desemprego, seguir carreira no exterior pode ser uma alternativa viável; 47% dos jovens desejam sair do Brasil
Já pensou em sair do Brasil e trabalhar lá fora? Uma das mudanças que o trabalho remoto trouxe foi a possibilidade de atuar profissionalmente em qualquer lugar, como seguir carreira no exterior sem sair do país.
Mas ganhar em reais pode ser inviável dependendo de onde se quer viver. Por isso, o ideal é conseguir vaga em uma empresa estabelecida no exterior e ganhar na moeda local.
Trabalhar fora do país vai além de um mero desejo de conhecer outras culturas. Diante da crise econômica e do desemprego ainda alto, 47% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos querem deixar o Brasil, segundo o levantamento Atlas das Juventudes da FGV Social, publicado em junho de 2021.
Esse sentimento se reflete nos dados de migração de brasileiros para outros países. De acordo com o levantamento do Ministério das Relações Exteriores, aumentou o número de comunidades brasileiros no exterior. Os dados são de 2020, publicados no ano passado.
Fora do Brasil, existem mais de 4,2 milhões de cidadãos, sendo 600 mil pessoas a mais em relação à estimativa realizada em 2018. Os países de maior interesse dos brasileiros são: Estados Unidos, Portugal, Paraguai, Reino Unido e Japão.
Seja qual for a razão que você queira trabalhar no exterior, saiba que a carreira na área de tecnologia é, sem dúvida, uma das mais promissoras.
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Nos Estados Unidos, por exemplo, a posição de analista de Engenharia de Software é a 7ª posição com melhor remuneração, cerca de US$ 177.588 (R$ 830 mil) por ano, segundo o Glassdoor.
Posição de desenvolvimento de softwares e de aplicativos, arquiteto de dados e soluções, experiência do usuário, engenharia de confiabilidade de sites e nuvem, segurança de informação são alguns dos cargos com melhores remunerações nos Estados Unidos. Ao todo, 13 dos 25 maiores salários do país são para profissionais de tecnologia.
Mas se você não é chegado a um computador, existem outras carreiras que possuem profissionais desejados fora do país. Em geral, as melhores profissões para quem quer seguir carreira no exterior variam conforme o país de destino.
Em Portugal, outro destino preferido pelos brasileiros nos últimos anos, as profissões que envolvem o setor de serviços e comunicação são as mais procuradas, além dos cargos de tecnologia.
Ao contrário do que muita gente pensa, os melhores países para trabalhar não são os da América do Norte. Apesar de os Estados Unidos ser a “galinha dos ovos de ouro” dos brasileiros na busca por um emprego, o país não entra nem entre os dez melhores lugares.
Pensando no trabalho remoto e na qualidade de vida proporcionada por esse modelo, a plataforma de viagens Kayak fez um levantamento sobre os melhores países para trabalhar. Segundo o Índice de trabalho remoto, eles são:
A classificação levou em conta 22 fatores diferentes, divididos entre seis categorias: saúde, segurança, custo de vida local, vida social, custeio de viagens, condições de trabalho remoto e clima. Ao todo, o levantamento inclui 111 países.
Contudo, os Estados Unidos ainda continuam sendo uma boa opção quando analisados por região. De acordo com a Kayak, o país estadunidense ocupa a 7ª posição no ranking da América do Norte e Central, à frente do Canadá, por exemplo.
Outros países reúnem o maior número de brasileiros no exterior, como no caso de Portugal - com mais de 270 mil brasileiros - e do Japão - com mais de 211 mil -, que, por sua vez, ocupam o top 10 mundial.
Apesar dos problemas socioeconômicos, o Brasil segue na lista ocupando a 24ª posição no ranking mundial - os Estados Unidos ficou no 60º lugar - e é o melhor país para se trabalhar na América do Sul.
O diretor da Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior, Marcos Vinicius Tatagiba, dá algumas dicas de como conseguir emprego fora do Brasil. São elas:
Por fim, plataformas de emprego como a Glassdoor, além do LinkedIn, são ferramentas úteis para quem busca um emprego no exterior, sem precisar sair do país.
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