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Cerca de 55% dos profissionais estão satisfeitos com os benefícios oferecidos pelas empresas; os principais auxílios desejados são voltados à saúde e à alimentação

Muito tem se falado sobre as mudanças no ambiente de trabalho no pós-pandemia. Maior preocupação com a saúde mental, busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de políticas de inclusão e diversidade.
E nesse contexto, o interesse dos colaboradores no momento de admissão também mudou. Segundo a pesquisa da consultoria Robert Half, divulgada nesta quinta-feira (1), os benefícios flexíveis são considerados importantes na hora de aceitar uma proposta de emprego para 53% das pessoas que estão à procura de trabalho — mas não como único fator decisivo.
Já entre os profissionais empregados, o percentual aumenta. Para 57% dos trabalhadores, caso os auxílios oferecidos não sejam compatíveis com o seu interesse, negociariam um salário mais alto.
Apenas para 1% dos entrevistados, a remuneração é o fator decisivo, independentemente de ter ou não benefícios.
A pesquisa contou com a participação de mais de 1.500 profissionais entrevistados entre os dias 2 e 27 de maio.
O estudo da Robert Half também apontou que os auxílios, além da remuneração mensal, são utilizados como ferramentas para atração e retenção de talentos.
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Entre os benefícios comuns entre as empresas estão:
Entre os 10 auxílios, os que os profissionais consideram mais importantes são os relacionados à saúde e alimentação.
Ainda que as empresas ofereçam benefícios que, de certa forma, se adequam às necessidades dos colaboradores, cerca de 67% dos profissionais entrevistados gostariam de escolher os auxílios. Nessa mesma linha, 77% gostariam que alguns auxílios mudassem daqui para a frente.
Hoje, apenas 11% dos entrevistados indicaram poder escolher seus benefícios, e o nível de satisfação está em torno de 55%.
Na última edição do estudo, o índice de satisfação captado foi mais alto, com 66% dos entrevistados apresentando contentamento.
No contexto de flexibilidade da carga horária, o trabalho à distância — ou melhor, o home office — se tornou a realidade de muitos trabalhadores durante a pandemia e foi considerado uma tendência corporativa por alguns especialistas em recursos humanos.
Segundo o levantamento da Robert Half, 77% dos profissionais passaram a considerar a possibilidade de trabalhar em casa como um modelo de trabalho e não mais como um benefício. Já entre os recrutadores, essa visão é compartilhada entre 72% dos entrevistados.
Vale ressaltar que, antes da pandemia, o trabalho remoto era uma possibilidade apenas para 21% dos brasileiros, segundo a consultoria Robert Half.
Com a volta aos escritórios, os trabalhadores também consideram a forma de trabalho na hora de aceitar uma proposta de emprego. O levantamento apontou que 76% dos entrevistados desejam atuar de forma híbrida — com dias de trabalho presencial e em casa.
Por fim, esse modelo tem sido adotado em 57% das empresas.
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