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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

ESQUENTA DOS MERCADOS

Pré-mercado: bolsas reagem a ata do Fed, inflação e ameaça britânica em dia de feriado na B3

Hoje também é Dia das Crianças, e tudo o que os investidores desejam de presente é um alívio nas tensões nas bolsas no exterior

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
12 de outubro de 2022
8:14 - atualizado às 9:00
Operador de bolsa olha para cotações
Operador de bolsa olha para cotações - Imagem: Shutterstock

Com o feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, o mercado financeiro local dá uma pausa nesta quarta-feira. Hoje também é Dia das Crianças, e tudo o que os investidores desejam de presente é um alívio das tensões nos negócios nas bolsas no exterior, que seguem a pleno vapor.

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Aqui na B3, o Ibovespa fechou a terça-feira em queda de 0,96%, aos 114.827 pontos, e o dólar subiu 1,57%, a R$ 5,2722, mais uma vez seguindo o mau humor externo.

Mas pelo menos agora no pré-mercado em Nova York as bolsas ensaiam uma reação, com os futuros dos três principais índices acionários em alta:

  • S&P 500: +0,57%
  • Nasdaq: +0,73%
  • Dow Jones: +0,40%

Já na Europa a cautela predomina em meio ao clima de "contagem regressiva" no Reino Unido. Desta forma, o índice Stoxx 600 — principal termômetro das bolsas na região — opera próximo à estabilidade.

Bolsas aguardam inflação e ata do Fed

O rumo das bolsas lá fora ainda depende dos dados econômicos que serão divulgados ao longo do dia. Pela manhã sai o índice de preços ao produtor (PPI) de setembro nos Estados Unidos.

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Os números da inflação no atacado devem indicar se o Federal Reserve (Fed) está ou não perto de vencer a batalha contra o dragão. A expectativa do mercado é de um avanço de 0,2% do PPI, de acordo com a agência Dow Jones. Ou seja, um resultado abaixo dessa projeção seria um verdadeiro presente para os investidores.

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O mercado também deve aguardar com a ansiedade de uma criança a divulgação da ata da última reunião do Fed, na tarde de hoje.

Isso porque o documento deve trazer uma leitura mais detalhada de como o banco central norte-americano pretende lidar com as pressões inflacionárias e o risco de recessão na maior economia do planeta.

Reino Unido: ultimato e alívio

Do outro lado do Atlântico, as atenções dos investidores se voltam para o Reino Unido. Os níveis de tensão no mercado voltaram a aumentar perto do fechamento das bolsas ontem, quando veio o recado do Banco da Inglaterra (BoE).

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Andrew Bailey, presidente do BoE, deixou claro que o programa de apoio emergencial para o mercado de títulos local tem data para acabar: sexta-feira. Isso significa que os fundos com posições nesses mercados têm três dias para se reequilibrar.

Com a porta de saída se fechando, ocorreu o óbvio: as taxas dos títulos do governo do Reino Unido dispararam. Mas os investidores acabaram ganhando mais um presente depois que surgiram notícias de que o BC britânico poderá fornecer mais apoio aos fundos, caso seja necessário, o que atenuou o movimento.

Confira a agenda completa de indicadores desta quarta-feira:

Zona do euroProdução industrialAgosto6h
EUABalanço da PepsiCo3T22Antes da abertura
EUARelatório mensal da OpepOutubro8h
EUAInflação ao produtor (PPI)Setembro9h30
Zona do euroDiscurso de Christine Lagarde (presidente do BCE)--10h30
EUAAta da reunião do FOMC--15h

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