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Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
CORRENDO CONTRA O RELÓGIO

Três dias para evitar o colapso: entenda o ultimato do BC do Reino Unido aos fundos com problemas financeiros

Na sexta-feira (14) acaba o prazo que a autoridade monetária britânica deu aos fundos e empresas de gerenciamento para reequilibrar as contas e restaurar a ordem nos mercados

Jasmine Olga
Carolina Gama, Jasmine Olga
11 de outubro de 2022
18:37 - atualizado às 17:41
Bandeira do Reino Unido amassada
Imagem: Vectors Icon/Pexels

Três dias. Esse é o prazo que o Banco da Inglaterra (BoE) deu para gestores de fundos de pensão terminarem de reequilibrar suas posições — na sexta-feira (14), o banco central britânico encerra o programa de apoio emergencial para o mercado de títulos.

“Minha mensagem para os fundos envolvidos e todas as empresas envolvidas no gerenciamento desses fundos: você tem três dias restantes”, disse o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey.

A declaração do chefe do BoE veio depois que a Pensions and Lifetime Savings Association pediu que o banco central britânico estendesse o programa de compra de títulos até 31 de outubro ou além.

Para entender o recado de Bailey é necessário recapitular o que está acontecendo no Reino Unido e no mercado financeiro local. 

Reino Unido: a origem da crise

No mês passado, a nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, anunciou um mega plano de corte de impostos na tentativa de reativar a economia e dar algum alívio à população, que sofre os efeitos de uma inflação fora de controle no Reino Unido. 

Visando uma tendência de crescimento de 2,5%, a proposta reduziria os tributos em 45 bilhões de libras (R$ 261,5 bilhões, no câmbio atual) até 2026. O problema é que, para a execução do plano, o governo britânico teria que tomar mais empréstimos, aumentando o endividamento. 

A reação do mercado foi imediata e duradoura: o custo dos empréstimos do governo do Reino Unido subiu, a libra esterlina renovou mínimas históricas ante o dólar e os investidores passaram a especular sobre um aumento emergencial da taxa de juro.

Em setembro, o BoE realizou o sétimo aperto monetário consecutivo, levando o juro ao maior nível em 14 anos: 2,25%. A próxima reunião oficial está agendada para 3 de novembro. 

BoE age no caos

Para conter o caos no mercado, que fez dos fundos de pensão das principais vítimas, o BoE não elevou a taxa de juro em uma reunião emergencial — ainda — mas interveio para acalmar os ânimos. 

No último dia 28, a autoridade monetária anunciou que faria compras temporárias dos Gilts, como são chamados os títulos do governo, de longo prazo.

As aquisições começaram naquele mesmo dia e estão previstas para terminar no dia 14 de outubro — a sexta-feira à qual Bailey, o presidente do BoE, referiu-se no recado de hoje aos fundos de pensão. 

Acontece que as compras temporárias dos Gilts não foram suficientes para aplacar os ânimos à flor da pele dos investidores. Nesta terça-feira (11), o BoE expandiu a aquisição de títulos para incluir dívidas indexadas à inflação.

Na prática, o banco central britânico dividiu o programa já em curso para comprar até 10 bilhões de libras em Gilts por dia para incluir até 5 bilhões de libras em títulos indexados.

Apesar da mudança, Bailey insistiu hoje que as operações de estabilidade financeira do BoE não são uma ferramenta de política monetária e, por isso, tinham que ser temporárias — ou seja, até o momento, o banco central britânico não tem planos de manter a intervenção para além do prazo inicial de 14 de outubro. 

A reação dos mercados hoje

A batalha do Banco da Inglaterra para restaurar a ordem nos mercados do Reino Unido provocou volatilidade nos mercados globais. 

O posicionamento duro de Bailey apagou completamente o que restava de apetite por risco em um dia que já vinha sendo marcado por grandes preocupações com a saúde da economia dos países ricos. 

Com o recado do chefe do BC britânico, apenas o Dow Jones escapou e fechou o dia em leve alta de 0,12%, enquanto o Nasdaq atingiu o menor patamar dos últimos dois anos, com queda de 1,10%. No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão em queda de quase 1%.

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