O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
CVC ON dispara nesta terça-feira, reagindo à perspectiva de uma nova oferta de ações pela empresa num momento decisivo para o setor de viagens
Se há uma empresa da bolsa que precisou enfrentar uma tempestade perfeita, ela é a CVC: a famosa companhia do setor de turismo tem lidado com um problema atrás do outro há anos — a pandemia foi só mais um deles.
Tudo começou lá atrás, em 2019, com os problemas financeiros da Avianca, uma importante parceira do grupo. Em paralelo, o dólar começou a se valorizar em relação ao real, diminuindo a demanda por viagens internacionais. Para completar, a CVC descobriu erros contábeis nos balanços passados.
Como resultado disso tudo, a companhia atrasou diversas vezes os resultados consolidados do ano — e, como desgraça pouca é bobagem, a Covid-19 veio logo em seguida e praticamente paralisou o setor de turismo no mundo.
Essa combinação catastrófica poderia ter arrasado a empresa. Mas cá estamos nós, em junho de 2021, e a CVC segue firme: trouxe Leonel Andrade, ex-presidente da Smiles, para ocupar o cargo de CEO ainda no começo de 2020, renegociou dívidas e vê suas ações recuperarem parte do terreno perdido nos últimos anos.
E essa valorização na bolsa ganhou um novo capítulo hoje: os papéis ON da CVC (CVCB3) chegaram a disparar 9,14% nesta terça-feira (8), indo a R$ 29,97 na máxima do dia. Ao longo da sessão, no entanto, os papéis perderam força e fecharam em alta de 1,89%, a R$ 27,98.
Ainda assim, as ações foram destaque num dia negativo para a bolsa: o Ibovespa fechou em baixa de 0,76%, aos 129.787,11 pontos.
Leia Também
A reação positiva vista durante a manhã tem justificativa: a CVC estuda uma potencial oferta de ações, captando mais recursos para atravessar a crise. Nada oficial por enquanto, mas a empresa já tem até contratou o Citi e o BTG para conduzir os estudos.
Um sinal animador vindo de uma companhia que parecia fadada ao fundo do poço — mas que, vejam só, começa a fazer as malas e pensar na próxima viagem.
Caso concretizada, a potencial oferta será a terceira iniciativa para reforço do caixa da CVC desde 2020. Em setembro daquele ano, a empresa aprovou um aumento de capital de R$ 300 milhões por meio de uma emissão de novas ações; em fevereiro de 2021, um novo aumento de R$ 360 milhões, via bônus de subscrição da emissão original.
Além disso, no fim do ano passado, a CVC conseguiu renegociar R$ 1,5 bilhão em dívidas, referentes à tranches passadas de debêntures. Por fim, concluiu uma nova emissão de dívida, levantando mais R$ 436 milhões com vencimento em 2023.
A nova operação ainda não tem estrutura definida ou volume, mas a simples intenção de realizá-la já eleva a confiança dos investidores: é um sinal de que a companhia consegue acessar o mercado de capitais num momento particularmente importante.
Afinal, o cenário adiante para a CVC e para todo o setor de viagem e turismo parece binário: ou teremos uma recuperação da demanda, puxada pelo aumento na vacinação e pela retomada da economia, ou teremos novas ondas da Covid-19, com potenciais paralisações do segmento.
Na primeira hipótese, a CVC precisará de recursos para capturar o bom momento e aproveitar a demanda reprimida; na segunda, será necessário ter poder de fogo para lidar com mais um período de incerteza.
O balanço da CVC no primeiro trimestre mostra que, apesar da evolução desde o começo de 2020, o cenário ainda é bastante nebuloso em termos operacionais. Embora a receita líquida da empresa tenha ficado praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2020, em R$ 165,9 milhões, o Ebitda ficou negativo e o prejuízo foi de R$ 84 milhões.
É um reflexo da segunda onda da Covid, que fechou parte da economia brasileira nos primeiros três meses desse ano — e que deve continuar sendo refletida no segundo trimestre, impactando os resultados.
Em termos de endividamento, no entanto, a CVC tem uma posição relativamente confortável: a dívida líquida era de R$ 600 milhões ao fim de março, enquanto o caixa era de R$ 711 milhões. Uma oferta de ações, assim, traria ainda mais tranquilidade nesse front.
E, na bolsa, a CVC está tendo um ano bastante positivo. Com a alta de hoje, as ações acumulam ganhos de 40% desde o começo do ano. No entanto, ainda estão distantes da máxima histórica, de R$ 64,19, anotada em fevereiro de 2019.

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais