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esquenta dos mercados

Após confusão, mercados reagem com alívio à certificação de Biden como presidente eleito

Congresso americano utilizou a madrugada para finalmente ratificar a vitória do democrata; na Europa e em Wall Street, as bolsas reagem com leve viés de alta

Joe Biden, presidente americano
O que esperar do pacote de Joe Biden para o mundo? - Imagem: Shutterstock

Após as cenas de caos vistas na tarde de ontem em Washington, quando apoiadores de Donald Trump tentaram impedir a certificação de Joe Biden como presidente eleito, o Congresso americano terminou o serviço durante a madrugada e restabelece um pouco mais de calma nos mercados, que operam com um viés levemente positivo nesta manhã. 

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No Brasil, a expectativa segue sendo de que o Ibovespa renove o seu recorde de fechamento, marca que foi frustrada pela atuação dos trumpistas na tarde de ontem. 

Com emoção (e frustração)

Parecia tudo certo para que o Ibovespa finalmente renovasse o seu recorde de fechamento — atualmente de 119.527,63 pontos. 

Ao longo do dia, o principal índice da bolsa brasileira voltou a renovar a sua máxima intraday em 120.924 pontos, mas não foi possível manter o ritmo até o fechamento. É que ninguém estava contando que apoiadores do presidente derrotado Donald Trump invadissem o Capitólio, sede do Congresso americano e onde acontecia a certificação do presidente eleito Joe Biden. 

O que se viu em Washington foram cenas de violência e caos, o que diminuiu o ímpeto de alta das bolsas globais. Com a tensão nos Estados Unidos, o Ibovespa terminou o dia em leve queda de 0,2%, aos 119.100 pontos. O dólar também foi pressionado, subindo 0,8%, a R$ 5,3024. 

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Apesar de você...

O tumulto causado pelos apoiadores Trumpistas em Washington pode ter atrasado o resultado por algumas horas e exposto o fato de que o início de um governo Biden não deve ser nada fácil, mas não foi o suficiente para impedir a certificação do novo presidente. 

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Em sessão conjunta durante a madrugada, o Congresso americano ratificou a vitória do democrata Joe Biden e de sua vice, Kamala Harris. O próprio vice-presidente do governo Trump, Mike Pence, presidiu e ratificou a decisão, criticando a invasão e rejeitando os pedidos de Trump para invalidar as contagens. 

Donald Trump teve, inclusive, suas contas pessoais bloqueadas em diversas redes sociais. Mesmo assim, emitiu um comunicado afirmando que 'discorda totalmente' do resultado, mas que fará uma 'transição ordeira' de poder no próximo dia 20 de janeiro. 

De olho no desenrolar da situação em Washington, as bolsas asiáticas fecharam mistas durante a madrugada. Biden ainda não havia sido certificado quando os negócios se encerraram no continente. 

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Assim como acontece nos Estados Unidos, um governo Biden com controle nas duas casas legislativas americanas pressiona as ações das empresas de tecnologia asiáticas, já que a perspectiva é de uma regulação maior das 'big techs'. Além disso, a NYSE voltou a deslistar algumas companhias chinesas. Em Tóquio, no entanto, o dia foi de recorde. A bolsa local bateu sua máxima intraday após 30 anos.

Em Wall Street, os índices futuros operam em leve alta. 

Os números da segunda onda

Na Europa, questões locais também pressionam os negócios. Agora pela manhã, a Eurostat, agência oficial de estatísticas do continente, divulgou as leituras preliminares das vendas no varejo na zona do euro. O número mostrou uma queda de 6,1% em novembro ante outubro, muito pior do que a projeção dos analistas. 

No entanto, a perspectiva de que o governo Biden tenha maior facilidade em aprovar novos estímulos fiscais limitam as perdas. Nesta manhã, as principais bolsas do Velho Continente operam também no azul. 

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Agenda

A agenda do dia tem como foco o exterior, com os indicadores europeus em destaque. Nos Estados Unidos, expectativa para a balança comercial de novembro (10h30) e os pedidos semanais de auxílio-desemprego (10h30). Às 12h, temos também o PMI de serviços local.

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