🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

MERCADOS HOJE

Evergrande injeta temor no mercado global e bolsas têm dia de fortes perdas; Ibovespa fecha no menor nível desde novembro

Temor de que os problemas da incorporadora chinesa gerem uma reação em cadeia no mercado global afundou as bolsas nesta segunda-feira (20)

Jasmine Olga
Jasmine Olga
20 de setembro de 2021
19:06 - atualizado às 19:48
queda da bolsa, tudo em vermelho
Imagem: Shutterstock

Se tem um roteiro que o mercado financeiro não quer ver se repetindo, é o de uma crise financeira desencadeada pela quebra de uma grande empresa, como foi o caso da falência do banco Lehman Brothers em 2008, que marcou o início da grave crise dos subprime. Nem mesmo em uma escala menor, como é o caso da história que vem sendo trilhada pela incorporadora chinesa Evergrande.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os investidores duvidam que o possível calote de US$ 300 bilhões da companhia gere um efeito tão poderoso quanto o da crise financeira de 2008. Mas, caso ele ocorra, a segunda maior economia do mundo deve sofrer, contaminando todos os demais mercados do mundo, principalmente os emergentes, como o Brasil.

Os problemas financeiros e de liquidez da segunda maior incorporadora da China - e um dos maiores conglomerados empresariais do mundo - são apenas a cereja no bolo de um cenário já repleto de incertezas.

Tanto o gigante asiático quanto os Estados Unidos já vinham mostrando sinais de desaceleração, e ainda não se sabe qual será o impacto que a variante delta do coronavírus causará.

Os investidores estão atentos aos sinais de que a Evergrande possa ser salva pelo governo chinês, grande fomentador do mercado imobiliário. Caso isso não ocorra, podemos ver um arrefecimento do setor de construção chinês, reduzindo a demanda por commodities, como o minério de ferro, matéria-prima para a fabricação do aço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já um eventual calote bilionário pode afetar bancos, seguradoras, pessoas físicas, fornecedores, prestadores de serviço e grandes fundos globais.

Leia Também

O petróleo teve um dia de queda, mas o minério de ferro foi além e recuou mais de 8% no porto de Qingdao, fechando abaixo dos US$ 100 pela primeira vez em mais de um ano. Além das incertezas em torno da Evergrande, o governo chinês intervém na produção de aço para segurar o preço da commodity, que já chegou a ultrapassar a casa dos US$ 230 por tonelada.

As nossas questões políticas internas não tiveram grandes avanços, apesar de os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, terem marcado uma reunião nesta noite para discutir outra dívida que tira o sono do mercado financeiro local — os mais de R$ 89 bilhões em precatórios que estão no orçamento de 2022.

Acompanhando o mau humor global, o Ibovespa chegou a recuar mais de 3,5% nesta segunda, mas conseguiu segurar o ímpeto de queda nos minutos finais do pregão, fechando com um recuo de 2,33%, aos 108.843 pontos, menor nível de fechamento desde novembro de 2020. Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram o dia em queda superior a 1,7%. Com a maior procura por ativos de segurança, o dólar à vista teve alta de 0,93%, a R$ 5,3312.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto bolsa e câmbio ficaram pressionados, o mercado de juros teve um dia de alívio. Parte dele se justifica pelo ‘efeito Evergrande’, afinal, uma queda nos preços das commodities pode aliviar nossos índices de inflação, mas também tivemos o fator Copom nesta conta.

Na próxima quarta-feira é dia de dobradinha, com definição de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, e o presidente do Banco Central brasileiro já indicou que deve seguir o roteiro já definido na última reunião, com uma alta de um ponto percentual na taxa básica de juros.

Assim, mesmo com o relatório Focus desta segunda-feira voltando a mostrar deterioração no cenário para Selic e inflação, os juros futuros seguem devolvendo os prêmios embutidos nas últimas semanas, durante o auge da crise política. Confira o fechamento dos principais contratos de DIs:

  • Janeiro de 2022: de 7,09% para 7,08%.
  • Janeiro de 2023: de 9,13% para 9,00%
  • Janeiro de 2025: de 10,29% para 10,14%
  • Janeiro de 2027: de 10,75% para 10,55%

O principal destaque do noticiário corporativo ficou com a Copel. A companhia conseguiu se desvencilhar do dia negativo na bolsa e fechou em alta de mais de 5% após anunciar dividendos bilionários. Confira outros destaques:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O incerto ‘efeito Evergrande’

Segunda maior incorporadora da China, paira sobre a Evergrande o risco de calote de mais de US$ 300 bilhões em dívidas. Com grandes credores já fazendo provisões para o caso de não cumprimento dos pagamentos e outros estendendo o prazo de vencimento, o mercado aguarda agora para ver se o governo chinês irá atuar para evitar um fim trágico para a companhia. 

Caso a Evergrande quebre, o impacto na economia chinesa - e consequentemente na economia global - seria imenso, em um efeito semelhante ao que foi visto na crise do subprime, em 2008, ainda que não com a mesma força. 

A situação da incorporadora pressiona o mercado de ações e também o de commodities, já que os impactos da Evergrande na economia chinesa podem levar a uma desaceleração ainda mais severa, reduzindo a demanda por commodities. Como a China é um dos principais países consumidores, nações emergentes como o Brasil se veriam em uma situação complicada. 

Vale lembrar que no caso do minério de ferro, as cotações são pressionadas pelas intervenções estatais chinesas na produção de aço, em uma tentativa de segurar os preços após a disparada do último ano. Com novo tombo brusco de mais de 8%, a Vale e as siderúrgicas voltaram a apresentar fortes perdas, pressionando ainda mais o Ibovespa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CÓDIGONOMEVALORVAR
CSNA3CSN ONR$ 28,21-5,34%
BRAP4Bradespar PNR$ 56,10-5,30%
USIM5Usiminas PNAR$ 13,28-4,60%
VALE3Vale ONR$ 81,93-4,90%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 10,94-4,70%

Super-quarta

No que diz respeito ao encontro do Fomc, o mercado espera mais uma vez por sinais de quando o início do processo de redução de compras de ativos começará, já que os últimos dados divulgados da economia americana mostram um crescimento desigual e até mesmo sinais de desaceleração. 

No Brasil, ainda há dúvidas se o Banco Central deve seguir a trajetória de elevação da taxa de juros já planejada ou se haverá mudanças após os números mais salgados de inflação das últimas semanas. A curva de juros, no entanto, segue devolvendo o prêmio acumulado, principalmente após o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ter declarado que o Copom não deve alterar a sua trajetória de voo a cada novo dado divulgado. 

Sobe e desce do Ibovespa

Com o clima de cautela generalizada, poucas ações escaparam do vermelho nesta segunda-feira. Confira as maiores altas do índice:

CÓDIGONOMEVALORVAR
CPLE6Copel PNR$ 6,995,43%
SBSP3Sabesp ONR$ 35,801,50%
IGTA3Iguatemi ONR$ 32,420,97%
CVCB3CVC ONR$ 20,600,88%
ENGI11Engie unitsR$ 43,320,37%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
BRKM5Braskem PNAR$ 58,49-11,39%
VIIA3Via ONR$ 7,88-6,86%
CASH3Meliuz ONR$ 6,69-5,91%
CIEL3Cielo ONR$ 2,32-5,69%
PRIO3PetroRio ONR$ 18,93-5,68%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar