O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Temor de que os problemas da incorporadora chinesa gerem uma reação em cadeia no mercado global afundou as bolsas nesta segunda-feira (20)
Se tem um roteiro que o mercado financeiro não quer ver se repetindo, é o de uma crise financeira desencadeada pela quebra de uma grande empresa, como foi o caso da falência do banco Lehman Brothers em 2008, que marcou o início da grave crise dos subprime. Nem mesmo em uma escala menor, como é o caso da história que vem sendo trilhada pela incorporadora chinesa Evergrande.
Os investidores duvidam que o possível calote de US$ 300 bilhões da companhia gere um efeito tão poderoso quanto o da crise financeira de 2008. Mas, caso ele ocorra, a segunda maior economia do mundo deve sofrer, contaminando todos os demais mercados do mundo, principalmente os emergentes, como o Brasil.
Os problemas financeiros e de liquidez da segunda maior incorporadora da China - e um dos maiores conglomerados empresariais do mundo - são apenas a cereja no bolo de um cenário já repleto de incertezas.
Tanto o gigante asiático quanto os Estados Unidos já vinham mostrando sinais de desaceleração, e ainda não se sabe qual será o impacto que a variante delta do coronavírus causará.
Os investidores estão atentos aos sinais de que a Evergrande possa ser salva pelo governo chinês, grande fomentador do mercado imobiliário. Caso isso não ocorra, podemos ver um arrefecimento do setor de construção chinês, reduzindo a demanda por commodities, como o minério de ferro, matéria-prima para a fabricação do aço.
Já um eventual calote bilionário pode afetar bancos, seguradoras, pessoas físicas, fornecedores, prestadores de serviço e grandes fundos globais.
Leia Também
O petróleo teve um dia de queda, mas o minério de ferro foi além e recuou mais de 8% no porto de Qingdao, fechando abaixo dos US$ 100 pela primeira vez em mais de um ano. Além das incertezas em torno da Evergrande, o governo chinês intervém na produção de aço para segurar o preço da commodity, que já chegou a ultrapassar a casa dos US$ 230 por tonelada.
As nossas questões políticas internas não tiveram grandes avanços, apesar de os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, terem marcado uma reunião nesta noite para discutir outra dívida que tira o sono do mercado financeiro local — os mais de R$ 89 bilhões em precatórios que estão no orçamento de 2022.
Acompanhando o mau humor global, o Ibovespa chegou a recuar mais de 3,5% nesta segunda, mas conseguiu segurar o ímpeto de queda nos minutos finais do pregão, fechando com um recuo de 2,33%, aos 108.843 pontos, menor nível de fechamento desde novembro de 2020. Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram o dia em queda superior a 1,7%. Com a maior procura por ativos de segurança, o dólar à vista teve alta de 0,93%, a R$ 5,3312.
Enquanto bolsa e câmbio ficaram pressionados, o mercado de juros teve um dia de alívio. Parte dele se justifica pelo ‘efeito Evergrande’, afinal, uma queda nos preços das commodities pode aliviar nossos índices de inflação, mas também tivemos o fator Copom nesta conta.
Na próxima quarta-feira é dia de dobradinha, com definição de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, e o presidente do Banco Central brasileiro já indicou que deve seguir o roteiro já definido na última reunião, com uma alta de um ponto percentual na taxa básica de juros.
Assim, mesmo com o relatório Focus desta segunda-feira voltando a mostrar deterioração no cenário para Selic e inflação, os juros futuros seguem devolvendo os prêmios embutidos nas últimas semanas, durante o auge da crise política. Confira o fechamento dos principais contratos de DIs:
O principal destaque do noticiário corporativo ficou com a Copel. A companhia conseguiu se desvencilhar do dia negativo na bolsa e fechou em alta de mais de 5% após anunciar dividendos bilionários. Confira outros destaques:
Segunda maior incorporadora da China, paira sobre a Evergrande o risco de calote de mais de US$ 300 bilhões em dívidas. Com grandes credores já fazendo provisões para o caso de não cumprimento dos pagamentos e outros estendendo o prazo de vencimento, o mercado aguarda agora para ver se o governo chinês irá atuar para evitar um fim trágico para a companhia.
Caso a Evergrande quebre, o impacto na economia chinesa - e consequentemente na economia global - seria imenso, em um efeito semelhante ao que foi visto na crise do subprime, em 2008, ainda que não com a mesma força.
A situação da incorporadora pressiona o mercado de ações e também o de commodities, já que os impactos da Evergrande na economia chinesa podem levar a uma desaceleração ainda mais severa, reduzindo a demanda por commodities. Como a China é um dos principais países consumidores, nações emergentes como o Brasil se veriam em uma situação complicada.
Vale lembrar que no caso do minério de ferro, as cotações são pressionadas pelas intervenções estatais chinesas na produção de aço, em uma tentativa de segurar os preços após a disparada do último ano. Com novo tombo brusco de mais de 8%, a Vale e as siderúrgicas voltaram a apresentar fortes perdas, pressionando ainda mais o Ibovespa.
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 28,21 | -5,34% |
| BRAP4 | Bradespar PN | R$ 56,10 | -5,30% |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 13,28 | -4,60% |
| VALE3 | Vale ON | R$ 81,93 | -4,90% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 10,94 | -4,70% |
No que diz respeito ao encontro do Fomc, o mercado espera mais uma vez por sinais de quando o início do processo de redução de compras de ativos começará, já que os últimos dados divulgados da economia americana mostram um crescimento desigual e até mesmo sinais de desaceleração.
No Brasil, ainda há dúvidas se o Banco Central deve seguir a trajetória de elevação da taxa de juros já planejada ou se haverá mudanças após os números mais salgados de inflação das últimas semanas. A curva de juros, no entanto, segue devolvendo o prêmio acumulado, principalmente após o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ter declarado que o Copom não deve alterar a sua trajetória de voo a cada novo dado divulgado.
Com o clima de cautela generalizada, poucas ações escaparam do vermelho nesta segunda-feira. Confira as maiores altas do índice:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| CPLE6 | Copel PN | R$ 6,99 | 5,43% |
| SBSP3 | Sabesp ON | R$ 35,80 | 1,50% |
| IGTA3 | Iguatemi ON | R$ 32,42 | 0,97% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 20,60 | 0,88% |
| ENGI11 | Engie units | R$ 43,32 | 0,37% |
Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VAR |
| BRKM5 | Braskem PNA | R$ 58,49 | -11,39% |
| VIIA3 | Via ON | R$ 7,88 | -6,86% |
| CASH3 | Meliuz ON | R$ 6,69 | -5,91% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 2,32 | -5,69% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 18,93 | -5,68% |
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente
Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%
O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%
Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados
O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual
Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”
Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas
O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas