Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma 'oportunidade dourada' graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

A Aura Minerals (AURA33) chamou a atenção do JP Morgan. Os analistas do banco iniciaram a cobertura da ação mineradora com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 105 para o fim de 2026, o que representa um espaço para valorização de 23% em relação aos níveis desta quarta-feira (25), de US$ 86.
Para o banco, a mineradora representa uma “oportunidade dourada”.
“A combinação entre exposição ao ouro, trajetória de crescimento, disciplina na alocação de capital e forte política de dividendos torna Aura um investimento atrativo”, afirma a equipe de análise.
Exposição ao ouro favorece as estimativas para a Aura Minerals
Segundo os analistas, cerca de 90% da receita da Aura vem do ouro, o que transforma a empresa em um veículo praticamente direto para capturar a visão positiva do banco para a commodity.
A equipe global de commodities do JP projeta o ouro a US$ 6.300 por onça no fim de 2026 e a US$ 6.600 em 2027. “Vemos essa correção recente como um ajuste saudável após um movimento muito forte. A demanda de investidores e bancos centrais continua robusta.”
O banco destaca que a Aura já entregou crescimento relevante. Desde 2017, a companhia mais que dobrou a produção, com taxa de crescimento anual composta do Ebitda (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) de 44%.
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O JP estima aumento de cerca de 75% no volume até 2028, com expansão ainda mais acelerada do Ebitda. “Esperamos que a produção avance de forma significativa, apoiada por novos projetos e melhorias operacionais”, afirmam.
A produção projetada para 2026 é de 362 mil onças equivalentes de ouro (GEO), distribuídas em sete minas na América Latina.
O destaque estrutural é Era Dorada, que deve estar plenamente operacional até 2028 e pode adicionar cerca de 100 mil onças à produção anual.
Na avaliação relativa, a Aura negocia a 4,3 vezes EV/Ebitda estimado para 2026, abaixo da média de pares globais, o que reflete menor escala e liquidez. "À medida que o plano de crescimento for entregue, vemos espaço para re-rating”, afirmam.
O balanço também sustenta a tese. A alavancagem estimada para a Aura Minerals em 2026 é negativa, em -0,3 vez dívida líquida/Ebitda — o que indica que a empresa deve ter mais caixa do que dívida e, portanto, maior flexibilidade para novos investimentos.
Há espaço para dividendos?
O banco projeta yield de fluxo de caixa livre de 13,7% em 2026 e dividend yield de 4,1%, com política de distribuição equivalente a 20% do Ebitda, excluindo capex de manutenção e exploração.
“Esperamos que os dividendos cresçam à medida que produção e Ebitda atinjam o pico entre 2026 e 2028”, destacam.
Pelo modelo de soma das partes, o JP Morgan calcula valor justo de US$ 105 por ação da Aura Minerals.
O projeto Matupá ainda não está incluído nas estimativas e poderia elevar o valuation em cerca de US$ 8 por ação. Neste caso, o upside chegaria a cerca de 30%
Entre os principais riscos para a tese, por fim, o banco cita volatilidade do ouro, execução operacional — especialmente relevante para uma junior miner —, questões comunitárias nas regiões de operação e fatores macro como força do dólar e política monetária nos Estados Unidos.
“Como uma companhia altamente correlacionada ao ouro, movimentos relevantes no preço da commodity podem impactar materialmente os resultados”, afirmam os analistas.
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