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Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação
O investidor de Desktop (DESK3) levou um susto nesta segunda-feira (23). Quase uma hora antes do fechamento das negociações, a ação caiu 22,16% e entrou em leilão por oscilação máxima permitida na B3. Quando voltou a ser negociada, o papel ainda amargava perdas significativas: -17,7%.
O gatilho a queda, segundo a Bloomberg, é a negociação entre a Claro e a provedora de internet. De acordo com fontes ouvidas pela agência de notícias, o preço é o principal empecilho para que um acordo seja firmado entre as duas companhias.
As ações DESK3 fecharam o dia com queda de 14,65%, cotadas a R$ 13,52. No ano, os papéis acumulam baixa de 20,9%. O Ibovespa caiu 0,88%, aos 188.853,49 pontos.
Considerando a movimentação de hoje, a Desktop tinha um valor de mercado de R$ 1,84 bilhão, mas uma fonte disse à Reuters que o negócio deve avaliar a provedora de internet em mais de R$ 2 bilhões.
O que corre nos bastidores do mercado financeiro é que as negociações entre a Claro e a Desktop perderam força não só devido a divergências sobre preços, mas também aos termos contratuais do negócio.
Uma fonte ouvida pela Reuters diz que a expectativa de um acordo ser assinado ainda em fevereiro não será atendida, e permanece incerto se a transação será concretizada, embora as negociações continuem.
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Uma segunda fonte descreveu o acordo como em suspenso até que se chegue a um acordo sobre o preço.
Outra, no entanto, disse que ainda existe possibilidade de o acordo ser anunciado em breve.
Em 2024, a Telefônica Brasil, dona da Vivo, chegou a negociar a compra da Desktop, mas o negócio acabou não avançando.
Em outubro do ano passado, a provedora de internet acabou confirmando conversas com a Claro. Na ocasião, a Desktop disse que as tratativas não eram vinculantes e que não havia um entendimento sobre preço e estrutura dos negócios.
*Com informações da Bloomberg e da Reuters
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