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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

Monique Lima
Monique Lima
25 de fevereiro de 2026
17:46 - atualizado às 17:34
Gráfico da Bolsa dando destaque para a sigla ETFs, referente aos fundos de índice, ETF
Imagem: Shutterstock

Os fundos de índice (ETFs) estão a todo vapor no Brasil. Em apenas um ano, o volume de recursos sob custódia saltou de R$ 50 bilhões para mais de R$ 100 bilhões. Embora seja uma ascensão significativa, comparado com o tamanho dessa indústria nos Estados Unidos e na Europa, este volume ainda é uma gota d’água.

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Mas esse fator está longe de ser desanimador ou irrisório para os executivos do mercado de capitais.

Em painel sobre os ETFs no evento BTG Summit, nesta quarta-feira (25), os especialistas afirmaram que é apenas uma questão de tempo para que os recursos sob custódia de fundos de índice no Brasil cheguem a R$ 1 trilhão.

“Os Estados Unidos atingiram US$ 13 trilhões em ETFs no ano passado. A possibilidade de crescimento no Brasil é exponencial, estamos apenas nos primeiros anos desse mercado. O valor de R$ 500 bilhões deve ser a marca para daqui a três ou quatro anos, mas certamente chegaremos a R$ 1 trilhão”, afirmou Cauê Mançanares, CEO da Investo.

O sentimento geral entre os executivos durante o BTG Summit é de que o mercado de ETFs deixará de ser um nicho para representar uma fatia considerável do sistema financeiro nacional.

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Andrés Kikuchi, CIO da Nu Asset, acredita que a classe poderá representar cerca de 10% do mercado total de fundos de investimento no Brasil.

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O otimismo é sustentado pela crença de que a profundidade do mercado de capitais brasileiro, com uma regulamentação robusta, pode gerar um "hub" de investimentos na América Latina.

“Nos últimos anos vimos novos gestores, novos produtos e a regulamentação está sendo atualizada agora. É um mercado que veio para ficar e tem potencial para tudo, renda fixa, renda variável, criptomoedas. Tem muito o que desenvolver”, disse Kikuchi.

Imagem: BTG Summit 2026

Cinco motivos para investir em ETFs

Para os especialistas, os ETFs estão muito à frente de outros produtos financeiros em termos de eficiência tributária e de alocação. Eduardo Miquelotti, sócio e gestor de ETFs da BTG Asset, resume essa convicção em cinco pilares:

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1 - Eficiência tributária

Nos ETFs de renda variável, a alíquota de imposto de renda é de 15% nas operações comuns, e o investidor tem a responsabilidade operacional de pagar o DARF mensalmente. Trata-se do mesmo sistema de recolhimento de imposto para ações, por exemplo.

Entretanto, é nos ETFs de renda fixa que a eficiência tributária é mais evidente. O imposto é recolhido na fonte pela própria administradora do fundo. No entanto, diferentemente dos fundos de renda fixa e dos títulos em si, os ETFs não têm cobrança de IOF ou de come-cotas.

Além disso, caso o prazo médio de repactuação da carteira seja superior a dois anos, a alíquota de IR é sempre de 15%, independentemente do prazo em que o investidor detiver as cotas do fundo. Em fundos de renda fixa abertos, resgates antes de dois anos de aplicação são tributados a alíquotas maiores do que 15%.

2 - Baixo custo de taxas

Enquanto os fundos tradicionais têm taxa de administração e podem também ter taxa de performance, o ETF tem apenas a taxa de administração. E mesmo essa taxa costuma ter um valor inferior às taxas dos fundos tradicionais.

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A taxa de administração de um fundo tradicional costuma variar entre 0,7% e 2% ao ano, enquanto as taxas dos ETFs ficam na faixa de 0,2% a 0,8% ao ano.

3 - Diversificação

Neste quesito, os ETFs não se diferenciam muito dos fundos comuns. Ao comprar um ETF, o investidor compra uma cesta de dezenas ou centenas de ativos financeiros.

Essa diversificação mitiga os riscos de prejuízo para o portfólio de investimentos, além de aumentar a exposição a ativos que de outra forma o investidor possivelmente não conseguiria investir.

4 - Transparência

Na transparência, os ETFs voltam a se diferenciar dos fundos de investimento tradicionais.

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Enquanto estes demoram até três meses para divulgar publicamente a composição dos seus portfólios, o gestor de um ETF é obrigado a publicar diariamente os ativos que compõem o índice de referência para o fundo.

Isso permite que o investidor saiba exatamente o que está comprando e onde seu dinheiro está alocado em tempo real.

5 - Liquidez

A liquidez é uma característica mais profunda dos ETFs, que os especialistas trataram ao falar dos formadores de mercado.

O formador de mercado garante sua compra e venda

Uma dúvida comum entre os investidores que se interessam pelos ETFs é se eles conseguirão vender suas cotas caso precisem do dinheiro rapidamente. É aqui que entra a figura crucial do formador de mercado.

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Durante o painel do BTG Summit, Rogério Santana, diretor de relacionamento da B3, afirmou que as instituições contratadas para o papel de formadores de mercado estão lá para garantir que “sempre existam ordens de compra e venda na tela”, evitando que o investidor fique "preso" no ativo ou tenha que vender por um preço muito abaixo do justo.

“O papel do formador de mercado é dar liquidez e estabilidade de preço aos ETFs. Quando o investidor entende essa garantia de liquidez, ele sente um conforto muito maior para começar a investir", diz Santana.

Os formadores de mercado são corretoras que atuam diariamente no mercado. Pode ser mais de uma instituição, que atua para que o preço do ETF negociado na bolsa esteja sempre próximo ao valor real dos ativos que estão dentro do fundo, protegendo o investidor de distorções que poderiam causar prejuízo.

É diferente do que acontece com outros fundos, como fundos imobiliários e fiagros, que dependem exclusivamente da oferta e demanda por cotas por parte dos investidores na bolsa.

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Santana detalhou a dinâmica dos formadores de mercado no painel do BTG Summit: "os formadores conseguem olhar a liquidez de toda a carteira. Ainda que você tenha pouca oferta de compra ou de venda naquele ETF em determinado dia, eles vão olhar a liquidez da carteira de ativos para manter a precificação", disse.

Ou seja, a liquidez de um ETF é, na verdade, a liquidez das empresas ou títulos que ele carrega. Para o investidor, isso se traduz em segurança: sempre haverá uma porta de saída com um preço adequado.

Por onde começar nos ETFs

No final do painel, os executivos da Investo, Nu Asset e BTG Asset fizeram suas recomendações de ETFs para os investidores.

O CEO da Investo indicou o LFTB11. O ETF investe majoritariamente no Tesouro Selic e tem um pouco de Tesouro IPCA+. Para Mançanares, trata-se de um ótimo ativo para aproveitar os juros altos, mesmo com o corte previsto na Selic, já que a parcela do título de inflação no fundo deve garantir essa valorização.

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Para renda variável, Andrés Kikuchi, da Nu Asset, indicou o NDIV11, o primeiro ETF que paga dividendos do Brasil. O CIO destacou que a estrutura do fundo de programar a distribuição de dividendos das empresas de forma que o investidor receba valores mensais é um dos principais diferenciais desse ETF.

Por fim, o gestor da BTG Asset voltou para a renda fixa, mas focada na correção da inflação. A indicação de Miquelotti foi o ETF PACB11, focado em títulos de inflação de vencimentos muito longos (2050, 2055 e 2060).

Atualmente, esses papéis são considerados uma excelente oportunidade diante das altas taxas de juros reais que se somam à correção da inflação. No entanto, não é todo investidor que está disposto a comprar um título que irá vencer em 2050. O ETF facilita essa alocação, na visão de Miquelotti.

Sem indicações para fazer, o diretor da B3 encerrou o painel do BTG Summit recomendando que os investidores “experimentem” os ETFs. “Provavelmente vocês vão viciar, porque o produto abre inúmeras possibilidades de composição de portfólio.”

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