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Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
As ações da norte-americana Whirlpool (WHR) enfrentam um pregão digno do comercial dos anos 90: “não é, assim, uma Brastemp”. Dona da marca de geladeira da famosa propaganda e da Consul, os papéis da companhia recuam mais de 14% nesta terça-feira (24) na bolsa de Nova York.
O desânimo do mercado foi causado pelo anúncio de que a empresa fará duas ofertas simultâneas para levantar US$ 800 milhões.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (23), a Whirlpool afirmou que um dos objetivos da recapitalização é amortizar parte dos valores de uma linha de crédito da empresa. O dinheiro também será investido em integração vertical e automação.
A fabricante de eletrodomésticos dos Estados Unidos explicou que fará duas transações:
Os investidores que adquirirem os recibos de depósito terão direito proporcional aos mesmos benefícios das ações preferenciais, como dividendos, voto, conversão e prioridade em caso de liquidação, conforme previsto no contrato de depósito.
As ações preferenciais deverão ter valor de liquidação de US$ 1.000 por papel.
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Caso não sejam convertidas antecipadamente, serão obrigatoriamente transformadas em ações ordinárias em 15 de fevereiro de 2029. Os recibos de depósito também serão convertidos proporcionalmente.
Entre os coordenadores líderes da oferta estão a Wells Fargo Securities, a JP Morgan Securities e a Citigroup Global Markets. A BNP Paribas Securities Corp e a Mizuho Securities atuam como coordenadoras.
A Scotia Capital (USA) também atua como coordenadora da oferta dos recibos de depósito e como cocoordenadora da oferta das ações ordinárias.
Atualmente, a Whirlpool possui cerca de 56,5 milhões de ações e uma capitalização de mercado de US$ 4,1 bilhões. Com a queda desta terça (24), a empresa já perdeu cerca de US$ 600 milhões em valor de mercado.
A queda das ações de hoje segue uma reação bastante negativa e imediata dos investidores ao anúncio da Whirlpool. A ação recuou 7,5% logo após a publicação do comunicado na noite da última segunda-feira (23), já no after hours em Nova York.
O pessimismo continuou no pregão desta terça, refletindo a expectativa de diluição dos papéis.
Em junho de 2025, a companhia já havia acessado o mercado com uma emissão de US$ 1,2 bilhão de títulos.
Em meio a esse cenário, no ano passado, a Moody’s Ratings rebaixou a empresa de Baa3 para Ba1 e destacou que a Whirlpool poderia ser prejudicada devido à demanda fraca e a um mercado imobiliário lento nos EUA.
*Com informações de Investing e Gazeta Mercantil.
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