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O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

23 de fevereiro de 2026
8:32

Em março de 2021, uma tempestade de areia afetou a visibilidade do comando do navio cargueiro Ever Given, que acabou encalhando no Canal de Suez.

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Essa embarcação gigantesca, de 400 metros, ficou atravessada na via, bloqueando uma das rotas comerciais mais importantes do mundo por seis dias e obrigando centenas de outros navios comerciais e de turismo a buscar caminhos alternativos. O atraso no comércio afetou a economia mundial.

No entanto, alterar o trajeto de um transatlântico não é uma tarefa fácil e envolve cálculos complexos e sistemas eletrônicos e hidráulicos, que alteram a direção do leme e das hélices propulsoras. E esses grandes navios não têm freios, dependendo da resistência da água para parar, o que pode levar diversos minutos.

Dois anos atrás, Marcelo Noronha também precisou mudar a rota de uma companhia gigantesca. Ao assumir o comando do Bradesco, o executivo precisou recuperar rentabilidade, reduzir a inadimplência e acelerar a transformação digital. Não foi uma tarefa fácil, já que o banco tinha uma estrutura interna pesada, enrijecida e pouco ágil.

Agora, a instituição ainda está em alto mar, e qualquer chuva pode virar uma tempestade para os acionistas. Mas os primeiros raios de sol já começam a aparecer, e o CEO diz que está mais tranquilo.

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Veja tudo o que Noronha já fez e o que ainda pretende alcançar no banco, em entrevista exclusiva à repórter Camille Lima.

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Esquenta dos mercados

Na última sexta-feira (20), o Ibovespa avançou mais de 1% e encerrou o dia em um novo recorde, aos 190.534,42 pontos, depois do veto da Suprema Corte dos Estados Unidos às tarifas de Donald Trump. O dólar, por sua vez, caiu 0,98%, cotado a R$ 5,1759, renovando a mínima em 21 meses.

Apesar de o republicano ter elevado o tom e instituído uma alíquota global de 15% no dia seguinte, o Brasil é visto como um dos principais beneficiados pela decisão, uma vez que boa parte das exportações brasileiras estavam sujeitas a uma tarifa média de 26,3%.

Além disso, o veto reduz pressões inflacionárias e fortalece as apostas de corte de juros pelo Federal Reserve.

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O rali do Ibovespa seguiu o tom positivo de Nova York, onde as bolsas fecharam em alta generalizada, movimento que também aconteceu na Europa.

Na Ásia, os mercados encerraram as negociações desta segunda-feira (23) no azul, embalados pela mesma decisão. Os índices futuros em Wall Street estão em queda moderada, enquanto as bolsas europeias também registram recuo.

Hoje os investidores locais também reagem à temporada de resultados do quarto trimestre de 2025, com divulgações de Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Telefônica Brasil (VIVT3) e Irani (RANI3).

Além disso, o mercado acompanha o Relatório Focus do Banco Central, com as projeções para inflação e juros, e o índice de confiança do consumidor divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

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Outros destaques Seu Dinheiro

MERCADO DE TRABALHO

Até os empregos mais qualificados podem acabar até 2030 — e o melhor que você pode fazer por si é evitá-los (ou procurar outra coisa). Relatório do Fórum Econômico Mundial aponta que até 22% dos empregos atuais serão impactados até 2030, com profissões qualificadas também na linha de corte.

NORMA OBRIGATÓRIA

Saúde mental vai entrar nas regras de segurança do trabalho, e as PMEs terão que se enquadrar; veja como adaptar seu negócio. Pequenas e médias empresas passarão por um novo desafio de gestão — mas também por uma oportunidade de organização e ganho de produtividade.

NEGÓCIO COMPLEXO

Luz amarela na Braskem (BRKM5): Cade decide aprofundar análise sobre entrada da IG4. A operação, que chegou ao xerife do mercado em dezembro de 2025, prevê uma mudança radical na estrutura de poder da petroquímica.

RISCO SISTÊMICO

As baratas começaram a aparecer: a próxima bolha que pode estourar nos EUA — e não é a da IA. Jamie Dimon, CEO do JP Morgan, e Daniel Goldberg, CIO da Lumina Capital, ligaram a luz amarela para essa indústria desde o final do ano passado.

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NOVO CAPÍTULO

Azul (AZUL53) conclui Chapter 11 nos EUA e diz estar pronta para crescer após reestruturação bilionária; dívida foi reduzida em US$ 2,5 bilhões. Companhia aérea informou que reduziu pagamentos financeiros em mais de 50% e concluiu processo em menos de nove meses.

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG. Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%.

VIAJOU NO ESPAÇO?

Centros de dados para IA no espaço? Ideia de Elon Musk é “ridícula”, diz CEO da OpenAI, dona do ChatGPT. Elon Musk, homem mais rico do mundo e dono da SpaceX e Tesla, afirma que quer construir os centros no espaço, com uso de energia solar.

APERTO DE MÃOS

Vale (VALE3) firma acordo de R$ 2,6 bilhões com grupos indianos para impulsionar exportação de minério de ferro. A mineradora poderá impulsionar a exportação da commodity ao país asiático com o novo projeto.

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TARIFAÇO

“Com alíquota igual para todos nos EUA, Brasil não perde competitividade”, e ainda tem vantagens, diz Alckmin — veja onde indústria brasileira pode ganhar agora. A competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar, na visão do vice-presidente. “Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem”, disse.

APÓS CRISE DO MASTER

BRB confirma que governo do DF irá capitalizar o banco com 12 imóveis públicos, levantar até R$ 2,6 bilhões e garantir liquidez financeira. Segundo o governo, os imóveis poderão servir como garantia para a captação de recursos, principalmente num possível empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

GUERRA COMERCIAL

Governo brasileiro vai insistir no diálogo com os EUA após Trump anunciar tarifa de 15%: “Não queremos nova Guerra Fria”, diz Lula. “Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria”, declarou Lula, em viagem à Índia.

DEPOIS DA DERROTA, NOVA AMEAÇA

Trump afirma que vai aumentar ‘Tarifa Mundial’ de 10% para 15% — e tem 150 dias para convencer o Congresso. A sobretaxa comercial será aplicada contra os países que “têm explorado os EUA por décadas”, escreveu Trump.

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CORRIDA TECNOLÓGICA

A nova rota da seda é de silício: Índia caça status de superpotência da IA entre os aportes colossais das big techs. Com US$ 18 bilhões em chips e parcerias com Nvidia e Microsoft, a Índia acelera para planos para liderar a corrida da inteligência artificial.

CRÍTICA

Bad Bunny estreia no Brasil com convite à latinidade que o país não reconhece. “Hoje, nós somos brasileiros, e vocês são porto-riquenhos”, declarou o cantor em show desta sexta-feira (20) no Allianz Parque.

A FARMÁCIA E O CELEIRO

O contra-ataque de Lula: terras raras brasileiras viraram arma em acordo bilionário com a Índia. Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados.

QUEM É O REI DO JOGO?

Mirou no que viu e acertou no que não viu: como as tarifas podem embolar o meio de campo de Trump nas eleições. Enquanto prepara novas tarifas, o republicano também precisa lidar com outro efeito colateral da decisão da Suprema Corte: a renovação da Câmara e do Senado norte-americano

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