O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição
A lendária escritora norte-americana Toni Morrison escreveu uma frase que parece muito bem se aplicar à situação da Azul (AZUL53) no pregão de hoje (19): “tudo que está morto dói para voltar a viver”. Isso porque as ações da companhia chegaram a cair mais de 50% na B3 depois de a aérea concluir um aumento de capital de quase R$ 5 bilhões, algo bom para a empresa — mas péssimo para o investidor.
Apesar de a companhia não ter de fato morrido, ela esteve na UTI nos últimos meses, em meio ao processo de recuperação judicial nos EUA, pelo Chapter 11 (lei de falências de lá). Mas quem está arcando com as dores de sair dessa crise são os acionistas.
Para viabilizar a reestruturação, a empresa adotou uma série de medidas que ampliaram vertiginosamente o número de ações em circulação, provocando forte diluição da base acionária. O aumento de capital é o capítulo mais recente desse processo — e o principal fator por trás do tombo expressivo desta quinta-feira na bolsa.
No fechamento, a queda dos papéis AZUL53 já tinha arrefecido, mas ainda derreteram 36,27%, negociados a R$ 162,50.
A operação tem como objetivo reforçar o caixa e viabilizar a capitalização de créditos vinculados ao financiamento DIP (Debtor in Possession), modalidade usada por empresas em recuperação judicial para manter as operações enquanto reestruturam suas dívidas.
Na visão do Bradesco BBI, a notícia é positiva para a Azul, que avança nas etapas finais necessárias para concluir o processo de Chapter 11.
Leia Também
“A confirmação de que a companhia já assegurou os recursos para financiar o DIP reduz incertezas relevantes e reforça a visibilidade de uma reestruturação bem-sucedida. Os aportes adicionais de investidores estratégicos e credores fortalecem a estrutura de capital e ampliam a confiança na retomada operacional pós-reorganização”, dizem os analistas.
No entanto, os processos envolvendo o plano de reestruturação da companhia vêm causando grande diluição da base acionária e fortes oscilações nas ações. Não é de hoje que movimentos dessa dimensão são observados nas negociações.
O analista Enrico Cozzolino, estrategista de investimentos da Zermatt Partners, pondera que a queda acentuada das ações reflete justamente essa diluição significativa para os acionistas existentes, tendo em vista a emissão massiva de ações a um preço com desconto.
Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, avalia que os sucessivos aportes em troca de ações e emissão de papéis fizeram com que o papel valha muito pouco.
Ele avalia que a companhia pode eventualmente realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) para fechar seu capital em algum momento.
Na noite de quarta-feira (18), a Azul informou que seu conselho de administração aprovou e homologou um aumento de capital dentro do limite autorizado. A operação envolveu a emissão de aproximadamente 45,5 trilhões de novas ações, ao preço unitário de R$ 0,00011.
Na prática, o movimento está ligado à conversão de dívidas em ações, etapa central do processo de reestruturação da companhia. O efeito colateral é uma forte diluição dos atuais acionistas, já que o número de papéis em circulação aumentou de forma expressiva.
Com a operação, o capital social da aérea passou a R$ 21,7 bilhões, agora dividido em cerca de 54,7 trilhões de ações ordinárias. Os números já consideram o grupamento aprovado na semana passada, em Assembleia Geral Extraordinária, na proporção de 75 ações para 1.
A oferta foi direcionada principalmente a acionistas com direito de preferência e a investidores profissionais. Detentores dos papéis negociados lá fora não participaram da oferta prioritária. Já o preço por cesta de ações, ajustado pelo grupamento, foi fixado em R$ 189,48, equivalente ao valor por ação multiplicado por 1,7 milhão de papéis.
Para assegurar a viabilidade e a concretização da captação, a Azul informou ter firmado compromissos de investimento que somam até US$ 951 milhões (cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual).
A United Airlines, por exemplo, assumiu o compromisso de subscrever ações no montante total de US$ 100 milhões. Já um grupo de investidores âncora assumiu compromisso de subscrição de até US$ 750,75 milhões, com possibilidade de um aporte adicional de US$ 101,5 milhões.
*Com informações Money Times
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM