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Setores pesos-pesados seguraram o índice no azul. O movimento garantiu uma leve alta de 0,03%, mais uma vez deixando o índice na trave dos 123 mil pontos

Em mais um dia de agenda esvaziada e um mercado internacional morno, o que fez o Ibovespa fechar em leve alta foi a sua composição. É um ‘mais do mesmo’ do que estamos vendo nos últimos dias.
Em mais um dia de alta volatilidade nos negócios, a bolsa brasileira ganhou fôlego no início da tarde desta terça-feira (18), puxada por ações dos setores financeiros e commodities metálicas, conforme destacou Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos.
O movimento garantiu uma leve alta de 0,03%, mais uma vez deixando o índice na trave dos 123 mil pontos, aos 122.976 pontos. O dólar à vista seguiu o movimento internacional e caiu 0,22%, a R$ 5,2545.
O perigo da inflação americana segue preocupando e amanhã o dia promete ser menos morno. É que a ata do Federal Reserve deve dar sinais do que anda pensando o Banco Central americano. Hoje, o saldo final em Nova York foi negativo. O Nasdaq recuou 0,56%, o S&P 500 caiu 0,85% e o Dow Jones teve queda de 0,78%.
Já os juros dos Treasuries voltaram a subir. No Brasil, após um dia de queda, o mercado de juros futuro brasileiro voltou a ficar movimentado. O Tesouro realizou um leilão de NTN-B com três vencimentos. Dos 4,8 milhões ofertados, 4,695 milhões foram vendidos. Confira as taxas do dia:
A CPI da Covid está ouviu hoje o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O depoimento em si não afetou a bolsa brasileira, mas pode respingar em Brasília e aumentar a pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro.
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O maior destaque do noticiário doméstico fica com a Medida Provisória da Eletrobras, que está na pauta de amanhã e deve ser votada nesta quarta-feira (19). O governo tem até o dia 22 de junho para aprovar o texto nas duas casas, caso contrário, a MP irá caducar e o governo não poderá enviar outro com o mesmo tema.
Além da Eletrobras, que sobe de olho na possibilidade de privatização, o setor financeiro e as commodities metálicas ajudaram o Ibovespa a fechar no azul. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | R$ | VAR |
| CIEL3 | Cielo ON | 3,82 | 3,80% |
| ELET3 | Eletrobras ON | 40,80 | 3,03% |
| LWSA3 | Locaweb ON | 23,40 | 2,77% |
| ELET6 | Eletrobras PNB | 41,10 | 2,75% |
| TOTS3 | Totvs ON | 31,03 | 2,17% |
Entre as maiores baixas, vale destacar o desempenho das ações do setor de construção, após o Credit Suisse rebaixar a recomendação do segmento tendo em vista as dificuldades de recuperação dos índices macroeconômicos. Madruga também destaca que o avanço dos DIs também prejudica o setor, o que reforça o desempenho negativo do dia.
Marfrig e Minerva também têm queda firme, de olho na proibição de exportação de carnes do governo alemão, para conter o preço. Confira:
| CÓDIGO | NOME | R$ | VAR |
| EZTC3 | EZTEC ON | 31,63 | -4,73% |
| BRKM5 | Braskem PNA | 51,61 | -4,00% |
| BEEF3 | Minerva ON | 9,51 | -3,35% |
| JBSS3 | JBS ON | 29,66 | -2,63% |
| SULA11 | SulAmérica units | 31,95 | -2,50% |
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